Arquivo para 11 de janeiro de 2008

Chacais Devotos III

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 11 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

3º passo – o culpado é sempre o outro!

Que me permitam dizer um provérbio:
“É melhor ter um prato de hortaliça,
onde há amor, e o amor é sério;
do que o boi gordo, de ódio e cobiça.” (prov. 15:17)

que tragam das arenas os leões
pra devorar aqueles ordinários
que burlam as receitas com tostões
e acham que o culpado é o Estado!

Livrem-se dos bastardos milionários
E depositem tudo em minha conta
Suas riquezas todas são do erário!

Auditem tudo no exterior
Façam uma devassa no patrimônio
E joguem tudo ao povo, por favor!

(Jul: 16, 1998)

Chacais Devotos II

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 11 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

2º passo – tudo tem um preço!

Não pude sustentar a tal justiça
Que força uma cultura hereditária…
A corte toda sabe e não avisa,
Corrompem saias justas ordinárias!

Mas este meu governo é só de enganos
Gargantas são cortadas como prêmios!
E nos banquetes tudo é desumano:
E as corjas todas vão formando grêmios!

Quero que sintas tudo que atormenta,
Preocupando-s’em comer e vertir…
A fábrica do voto agent’inventa,

O resto é só manter e garantir!
E na receita põe-se mais pimenta,
Malagueta, só pra contribuir!

(Jul: 09, 1998)

Chacais Devotos I

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 11 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

1º passo – um degrau por vez!

Posso estar querendo muito poder,
Reivindicando proteção munícipe,
Forçando então conquistas do querer…
Maquiavel me disse pra ser Príncipe!

Por todos os devotos do querer:
É mais difícil homem perdulário
Ajudar ao próximo crescer,
Do que na vida oferecer trabalho!

Nosso imperador já está coroado!
Remove das ciências os domínios,
Enforca os malditos da nobreza!

Mas leva em seu olhar muitos suplícios:
Trabalho e bom salário são riquezas,
Poucos são os que têm, a muitos são tirados!

(Jul: 02, 1998)

Quarto Minguante: um olhar diferente pela janela!

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 11 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Lua que te quero nua,
Quero roubar teu luar,
E te ver lá pelas duas
Com o corpo suado de anoiteceres,
Vigiando os teus suspiros,
Analisando teus fulgores,
E senti-la em todas as fases suas…
II
Lua que te quero bela,
Quero roubar teu luar,
Flertar-te nas janelas
E compreender todos os teus poderes!
Tocar-te assim pelas vidraças,
Como quem aprecia obra de arte,
Teu corpo, a pele nua!
III
Lua que te quero minha,
Quero roubar teu luar,
Não quero te ver sozinha,
Preciso muito entender teus dizeres!
Beijar-te como beijo o sereno
Apreciar teu todo teu brilho,
Enquanto tu te insinuas!
IV
Lua que te quero sol,
Quero roubar teu luar,
O meu quarto é um atol,
E chego a conclusão que sou mais um entre os seres!
Brilhes! Rompas de todas as janelas, a minha!
Mas que fique só entre nós
A cena em que tu atuas!
V
Lua que te quero livre,
Quero roubar teu luar,
Antes que tu me prives,
Serei teu Grand Imperator, se não me esqueceres!
Sonhes! Mas não roubes todos os meus sonhos!
Não posso ainda ouvir a tua voz,
Mas levantarei aos céus, para chegar a ti, gigantes gruas!
VI
Lua que te quero menina,
Quero roubar teu luar,
Serei teu professor que ensina
Todas as maneiras de possuir os saberes!
Escondes-te em secretos e-mails,
E navegando, vou me sentindo algoz
Que navega sozinho pelas ruas!
VII
Lua que te quero perto,
Quero roubar teu luar,
Iluminar meu deserto,
É algo tão utópico, nos teus pareceres?
Estou do lado de cá, na minha janela
Nos desenhando no vidro, a sós…
E as nuvens querem que assumas!
VIII
Lua que te quero esbelta,
Quero roubar teu luar,
Não serei eu um novo Ícaro em asa delta?
Se é isto que realmente que tu queres em teus quereres!
A vidraça se embaça com meus suspiros.
E eu, a olhar, bordando nós
Num banho de espumas!
IX
Lua que te quero nobre,
Quero roubar teu luar,
Meus quereres são pobres
Ante parabólicas e satélites dos prazeres!
Todas as noites fico aguardando tua volta,
Mas nem sempre desato os nós…
Sempre vem uma chuva!
X
Lua que te quero mulher,
Quero roubar teu luar,
E te pintar feito Mollière!
Serei eu um lunático que não cumpre deveres?
Ou um andarilho perdido nas parreiras
Aguardando como animal feroz
A chance de provar as tuas uvas!

(Ago: 17, 2007)

Desejos na Madrugada – uma corrida silenciosa

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 11 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Esqueceram o meu bem-querer num blog qualquer da cidade.
Livros, cartazes, outdoors publiquei…
Inventei notícias, reclames em horários nobres!
Zelosamente, fui ao encontro de fronteiras,

                                                               muralhas, e nada encontrei!
A não ser um perfume etéreo que vinha,

                                                              (de longe ou perto )me avisar,
Noticiar, talvez, que estavas bem perto!
Gritos amarrados na garganta, 

                                                              com emoção prendia!
Era para que ninguém ousasse em querer saber

                                                             o que estava acontecendo…
Livrei-me das interrogações alheias,

                                                             e pus-me a caminhar tranqüilo..
Aumentando cada vez mais meus passos…

Corri, finalmente corri!
Ouvi muitos aplausos pelas galerias…
Silenciei-me então, um pouco mais,

                                                             para voltar minha respiração!
“Tudo bem?” me abordastes graciosamente.
Abracei-te então, tão contente,

                                                            que esqueci de te perguntar:

                                                                                     -“Onde andavas?!!”

(Jan: 10, 2008)