Arquivo para 14 de janeiro de 2008

Doces Promessas

Posted in Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

By Fátima Tardelli – in AZ 3 MARIAZ

Preciosas mãos e de beijinhos tão doces!
Preciosas seriam as daquele,
Que as deitassem em mim para afagar-me
Isso seria ensino de amar….
Cabelos de anjo!
Seriam daquele, que me permitissem tocar,
(cafuné)
Isso seria ensino de amar….
Beijei-te em pleno céu de brigadeiro…
Não o fizeste,
(irás fazê-lo?)
Se tivesses feito….
Isso seria ensino de amar….
Fiz parte do teu mundo suave
Não, isso também não fizestes,
Se tivesses entrado em meu mundo,
Farias parte de mim,
(E não permitiria sua saída)
Isso seria ensino de amar….
E encantador e de encantador quindim!
Doces,
Quero um vendedor de doces,
Um certo livreiro/doceiro que conheci,
Se eu o tivesse,
Ele teria me ensinado a amar….
Ofereceste-me os melhores ingredientes da vida!
Ofereci?
Tu aceitastes?
Tu recusastes?
Não me lembro….
Esta parte perdi…..
Isso seria amar….?

(Jan 02,2008)

Palavras Úmidas

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

By Fátima Tardelli – in Oceanos Vitrais I

I
Cascalho de rio eu me sinto,
Ante tua presença, gigante de pedra!
De minha pequenez, por vezes, me ressinto,
És tu a grande muralha di petra
(Muralha de Adriano)

II
Se brilho, não é brilho próprio,
Meu caro!
Somente reluzo por ti,
Sou qual Lua (mero satélite)
Enquanto tu é o Astro-Sol
(meu rei)

III
Se dedicas a mim pensamentos,
À ti dedico meus sonhos,
Se me deixas sós, simplesmente choro,
Sou dama sensível, querido
(por favor…)
É preciso que regues a flor

IV
Meu brilho não é natural,
Brilho qual farol para te indicar o caminho
Mas creio que antes disso será preciso
Que te presenteei astrolábios, bússolas e mapas,
E fico a pensar: chegará ele?
(Qual!!!)


                                                                           
V
                                               Solidão em Macondo é regra,
                                                     Nem preciso é questionar,
                                                     Se teus caminhos são meus
                                                           (e os meus são teus)
                                                                 Desconheço…
                                                              Vagamos pela vida
                                                           Ó anônimo rapaz!

VI
Te observo, te busco, te caço,
Invado recantos, invado lugares
Se te busco, não critiques,
Antes me buscastes
Ou esquecestes da Ilha,
Homem mordaz ?!

VII
Tua perplexidade não compartilho,
Se queres respostas,
Basta que perguntes,
Responderei à todas, baixinho
Conversa boa,
Pequenos sussurros!
Quem sabe te convença…

(Jan: 10, 2008)

Mare Nostrum

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

By Fátima Tardelli – in Oceanos Vitrais II

I
A tarde finda, que tristeza!
Mais uma noite, sozinha, sem ti!
Meus olhos te seguem,
(me miséria)
Migalhas de amor,
Ver-te assim, dos meus sonhos fugir

II
Sou um grão de areia,
Jogado no monturo,
Quem poderá me notar?
Se ele me nota, desfaleço
Quanto emoção consegue ele despertar!

III
Tu és o (meu) Quixote querido?
Alguma resposta podes me dar?
Conheço teu rosto agora,
Não fujas!
Até nos vales estreitos
Hei de te buscar!

IV
Beba meu vinho,
Deixe tais licores…
A festa eu meu reino é mais doce,
Sem nada (músicos, menestréis ou bobos a atrapalhar)
Somente dois amantes a se amar!

V
Meu nome vem de tais terras,
Mas sheiks não me conheceram jamais!
(De haréns passei a largo)
Sou livre para amar quem eu quero,
Sem grilhões (ou eunucos) a me aprisionar
Que me perdoem todos os sheiks árabes ,
Mas eu roubei camelos, ouros e tendas…
Se queres me presentear,
Presenteie-me realizando meus sonhos,
Só entenderei se assim o fizer,
O sonho de toda mulher é amar.

VI
Caminho sozinha há tempos,
Sem cavalheiro algum a me acompanhar,
Os que encontro são plebeus covardes,
Que ignoram sentimentos,
Só fazem magoar.

VII
Meus braços abertos à espera,
Convido-te a chegar,
Encontres comigo as delícias do amor,
Por certo não o deixarei jamais
À teus recantos retornar

(Jan: 10, 2008)

Horizontes

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

By Fátima Tardelli – in Úmida Solidão

Solidão a dois….
De dia…..
Faz calor
Faz frio
(cadê meu cobertor de orelha?)
Você aí sozinho,
Eu aqui também….
Sozinhos separados,
Sozinhos, solitários
Melhor seria se tivéssemos
Sozinhos juntos
Pois a solidão só é doce
Se acompanhada da doce
Angústia da espera
….
Onde está ela?
Que te deixa só?
Onde está ele?
Que não está comigo?
E se cansarmos da solidão?
E se voltarmos nossos olhos para outros horizontes?
A solidão úmida
Pode ser de lágrimas,
Mas lágrimas podem secar
O mar de lágrimas
pode tornar-se
sorriso solar.

(Jan: 03, 2008)

Básico Instinto

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 14 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

By Fátima Tardelli – in Oceanos Vitrais IV

I
Passeei por mares,
Andem por praias,
Vasculhei desertos,
Em busca de um amor,
Em busca de um alento,

II
O que eu ouvia?
Sussurros, ecos,
Chorava eu com maestria,
Dancei na chuva
(mas não com a alegria de Geene)
Lágrimas salgadas desciam por meu rosto,
Quisera eu um Fred a dançar comigo!

III
Senti-me pequena, tristonha, abandonada,
Não tenho eu um amor para me abraçar!
Um certo menino me abandonou,
Posso eu outro conquistar?

IV
Mar revolto, meu peito a farfalhar,
Doa a quem doer, vou encontrar…
Lápides não, Fui lapidada!
Acaricie meus pés, não minhas pegadas!
V
Sonhos não doem, pesadelos o fazem
Se lutares por eles, podes conquistar.
Mas de sonhos estou farta, querido,
Já sonhei, lutei, perdi…
Agora não sou eu quem vai para a guerra,
Lutar…

Se me amares,

Poderia eu recusar?
(se recusa um amor, um gostar?)
Qual mulher que, sendo amada,
Não ama? Posso perguntar?

VI
Renovastes minhas esperanças,
Refizestes minhas crenças,
Acordastes meus amores,
Fiz viver Alexandria nos teus livros,
Se és livro, compartilhamos a mesma estante..
(se queres ser amado, pare e pense um só instante)

VII
Não tragas presentes,
Não tenho eu etiqueta de preço,
Só quero um coração e sonhos,
O primeiro para galopar com o meu,
O segundo, para compartilharmos,
Vitrais? Não é pela janela que quero te olhar!

(Jan: 10, 2008)