Apelos Melancólicos de um Andarilho Ateu II

Depressiva Mente

Sentado no banco da praça,
Vejo as folhas caírem e passarem
Por mim!
Não me conhecem ao certo!

Quero voltar
Quero voltar e ouvir teus cantares,
Quero abrir a porta
E saber que do outro lado,
Tua mão, quem sabe,
Se estenda à minha, um dia,
Teclando meus sentimentos de saídas,
De inconformidades,
De estradas que me perdi,
De vagas praças sem voltares!

Quero ainda voltar
Se me permitires,
E queimar minhas depressões
Que corrosivamente acabam
Na rua!

Por que tanta amargura?
Por que tanta incensatez?
Se te chamo de santa,
Se eu ficava pelas madrugadas
Garantindo nosso sustento!

(Jan: 02, 2008)

2 Respostas to “Apelos Melancólicos de um Andarilho Ateu II”

  1. Salomão

    Boa-Tarde!

    Pq hai tantas dores em teus escritos? Qual motivo de teu inconformismo, se já foi dito que:

    “…Todavia, se no vosso temor, Procurardes somente a paz do amor
    E o gozo do amor, Então seria melhor para vós, Que cobrísseis vossa nudez, Que abandonásseis a eira do amor….”
    .

    Quem o disse? Já conheces o autor, se quiser relembrar-te:

    Amor: teria sido capturado, afinal, o conceito?

    Não sofras, querido….

    Esta luta é eterna, nela não há vencedor, alegrias e tristezas se sucedem…

    Se te faltas cantares, Apures os ouvidos e ouça com atenção certa voz que sussurra baixinho …!

    Pode não ser a voz que esperavas, mas cantares não te faltarão…

    😉

  2. O poeta quando sofre, exacerba o Universo com seu amor incondicional. Lindo. Eu adoro vc.

    Beijo.

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