Arquivo para 17 de janeiro de 2008

Inquietudes

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 17 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Estavas aqui,
Quando te vi…

Não era tarde
E nem era uma noite!

Parecias preocupada,
Olhares vagos!

Tendenciosa
Em silêncios!

Tão depressa,
Corri…

Um ramalhete,
E cartões!

Esguias rosas
E cartões!

A preocupação
Queria ser o presente!

Nem os outdoors sabiam!
Nem os telegramas suspeitavam…

Continuavas linda,
Mesmo assim!

Os transeuntes esbarravam
Curiosidades por nós…

Uns desatentos, paravam!
Outros, seguiam…

Estávamos ali, lendo livros,
Quando nos vimos!

Não eram apenas manhãs,
Eram dizeres!

Nem mentiras, nem ilusões,
Alguns entendiam sermos apenas sofismas!

Acreditam?
Não temo por isso!

O que não acho preciso,
São teus olhares vagos…!

“As rosas não falam…”
pois as palavras são tuas!

Estamos aqui parados…
Tu me olhas, e eu te aprecio!

Um silêncio de repente!
Cabisbaixo ficamos!

Olhamos nossos pés…
A calçada…

Nenhum dizer!
Nenhuma palavra!

Um monumento à dois,
No meio da praça!!!

Espetáculo?
Para alguns…

Suspense?
Para outros!

Levemente minha mão
Tocou o teu queixo…

Olhaste-me…
Um suspense!

Eu perguntei:
-“O que te preocupas?”

E algumas lágrimas disseram:
-“Em te perder, meu amor! Em te perder!!!”

(Jan: 09, 2008)

Dor, o Lado Oculto do Amor

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poesia on 17 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

                                                 Não há dor que não se cure,
                                           Não há dor que nunca se alcance…

Não há dor que sempre persista,
Não há dor que se preocupe…

Não há dor que não se depure,
Não há dor que a gente não sinta…

Não há dor que não se reflita,
Não há dor que nos tornem ausentes…

Não há dor que desfaça feridas…
Há dor somente,
quando não se tem uma chance na vida!

(Jan: 17, 2008)

Banquete das Letras

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 17 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

by Daysi – (dai.lendo.org) in Madrigais Hispânicos de um Devorar Libertino

O que se faz quando um poeta sopra a vida
Pelas narinas de um ser cansado e triste?
O que poderia o andarilho desistente pensar
Ao tropeçar esgotado em tão belas palavras…
Eu guardo-as em meu alforje de caçador
Eu me alimento e durmo a tarde inteira?
Mas o que fazer quando o dia amanhecer
E o poeta se for libertino e risonho…

Fico com fome mais… ou devoro as letras
Que restaram entre as mãos dele sem as minhas?

Então, faço o quê? Durmo outra vez e sonho?
Será que ele volta e me traz mais alimento?

E agora minha barriga dói de emoção
O coração pula no recanto dos famintos.

Mas e se o poeta voltasse e eu o comesse
Com gastronômica liberdade de amar e morrer?

Poeta, não dê-me tanto alimento ou eu deixo
De ser magra e minha estranha compleição etérea

Pesará teus dias e serás meu alimentador eterno!…
Mas e depois, depois que eu pesar em ti?

Melhor seria morrer de fome, dormir pra sempre
A ter que perder o sabor de tuas palavras em minha boca…

(Jan: 17, 2008)