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Como Saber?

Posted in Acróstico Clássico, Pensamentos, Poemas, Poesia on 19 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

comentando Como saber?

Entregue-se as palavras!
Liberte-se dos out-doors profanos…
Irreversíveis e vazios do mundo hurbanuz!
Zangue-se, por vezes com os erros,
Ande pelas calçadas como observadora!
Negue o não atender!
Grite no quarto, na sala, na varanda…
Evite o desespero insano
Liberte-se dos esquecimentos!
Alimente-se de palavras…

Cuando então, quebrar todas as algemas
Outras, quererão vir,
So te peço, meu amor
Tenha paciência comigo
Ai então, irá saber como saber!

(Jan: 19, 2008)

Ode ao Desespero

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 19 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

    Desespero!
Esse fenômeno que nos seqüestra!
Súbitas mãos…
…empenham-se em serem destras?
Súbitos desesperos…
… peço à Deus que me perdoe!
evito de tal forma o meu desespero (…)
resolvendo assim
ouvir os desesperados!

(Jan: 19, 2008)

Caixa de Pandora

Posted in 09 Eneassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 19 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

                                              Estou tão mergulhad’em querer
                                             Sentindo um frio do entardecer,
                                             Quem dera buscar tuas manhãs
                                               E nelas pousar a tua história!

Os meus sentidos são teus adeus,
Vou te acorrentar ao Prometeu!
Por que me oferecestes maçãs?
Pra ser minha morte tua glória?

Vilões roubaram os meus porquês!
Misciginando dor ao prazer…
Não pertenço mais ao teu clã!
Não és a minha Helena de Tróia!

Preciso d’um dia esquecer
Que passou foi só amanhecer,
Perdid’em teus braços guardiã
Que descobriu no mundo tramóias!

O nosso quarto sonh’em tecer
Um único cenário de ter
Tecidos e cobertas de lã,
E te cobrir o corpo de jóias!

Se ao menos pudesses me ver!
Sentir meu coração te querer!
Buscavas uma torta alemã
E juntos não iríamos embora!

Oh! deixes grã princesa viver
E a molhar teu corpo reter
O óleo, a seiva de avelãs
Provocando suspiros, adoras!

E ao partir quero inverter
O vértice de um beijo deter…
A minha euforia d’argent
O ouro que o teu corpo exploras!!

Saudades! Eu te deixo o prazer
Com úmidas palavras dizer
Que a nossa história seja sã
Sabendo tu que és minha Pandora!

(Abr: 08, 1998)

Poema da Inspiração n° 4

Posted in 07 Redondilha Maior, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 19 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Tu és ainda menina,
E o meu tempo passou
Agora tudo me ensinas
Sobre os bordados do amor!

Tu és um tudo pra mim,
A tua sina é cantar
Tão carinhosas assim
Como não posso te amar?

Tu és na noite o meu brilho
Luar que versos não tem
Enluarado caminho
Lua que quero tão bem!

Tu és as quatro estações
Que o meu poema cantou
Onde estão minhas paixões
Que teu amor desenhou?

II
Tu és a minha fragrância,
O meu mais raro perfume
Não quero dar importância
Frascos que trazem ciúmes!

Tu és de toda uma história
Mais ilustrada que li,
Deixas na minha memória
Beijos molhados de ti!

Tu és toda a formosura
Que meus escritos falaram…
És letras nesta textura
Palavras que sussurraram!

Tu és o meu grande amor,
Que compartilhas saudades
As cores brotam na flor
Trazendo felicidades!

III
Tu és a minha ousadia
Que jamais vou esquecer
Quis seqüestrar-te um dia
Na tua vida tecer!

Tu és o meu grande encontro
Que semeou a paixão
Não sou poeta, sou louco
Que acolheu teu coração!

Tu és dentre as mulheres
Que compreendestes amar,
Saudade quando vieres
Não venhas! Podes voltar!

Tu és meu único encanto
Que eu cantei em allegro
Mas non troppo no entanto
As dores que tudo nego!

IV
Tu és meu candelabro
Com sete velas ou mais
A ti meu coração me abro
Na luz dos meus castiçais!

Tu és o grande segredo
Indecifrável paixão,
Sangue na ponta dos dedos
Segredos do coração!

Tu és u’a linda paisagem
Contemplas todo o meu corpo,
Com infinitas mensagens,
Elevando-me ao topo!

Tu és das minhas andanças
A musa mais venerável,
Não quero apenas u’a dança,
Quero teu dançar amável!

V
Tu és a luz dos poetas!
Tu és a última cena!
Tu és enfim, o poema…
Que a minha vida completa!

(Mar: 09, 2004)

Pra não dizer que não falei de Bagdá!

Posted in 07 Redondilha Maior, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 19 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Na ponta da carabina
Que eu quero prosear!
Tudo isso contamina,
E eu vou é pra Bagdá!

Desse jeito ta ruim,
Não dá nem pra prosear!
Já tem tanto nefelins,
Que não quero nem contar!

Volta e meia tão falando,
Que é pra gente se abrigar!
Não se sabe até quando,
Quando vou pra Bagdá?

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Bang-bang! Bang-bang!
Não baqueia
Bagdá!

Pelo menos eu sou digno,
De querer só prosear,
Mas tem um tal de maligno,
Torturando Bagdá!

Crianças não têm escola,
Não podem querer sonhar:
O poder ta nas pistolas,
Quero fugir pra Bagdá!

Mulheres cegas de dor,
Fazem seus filhos lutar!
não quero ser lutador!
eu vou morar em Bagdá!

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Bang-bang! Bang-bang!
Não baqueia Bagdá!

Fizer’universidades
Pra ensinar governar!
Guerrilhas pelas cidades?
Vamos mudar Bagdá!

Que vale ter um diploma
Se não têm educação!
É preciso homem-bomba?
Vou estudar em Bagdá!

As naves que aqui projetam
Não projetam como lá…
Quero o respeito que injetam
No povo de Bagdá!

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Bang-bang! Bang-bang!
Não baqueia
Bagdá!

Vou contar-te uma coisa
Atenção favor prestar:
‘qui ta faltando na lousa
É o mapa de Bagdá!

Sou sincero em dizer
Que a paz encontra-se lá,
Num adianta nem querer,
Que eu vou para Bagdá

Encontrei uma donzela
Que tá querendo casar!
Das mulheres a mais bela,
Vou casar em Bagdá!

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Bang-bang! Bang-bang!
Não baqueia Bagdá!

Lá no norte tão dizendo.
Que o sul tem que pagar!
Bagdá já ta vencendo,
Vença logo Bagdá!

Gastam tanto em quartéis
Inventando o que inventar…
Vou vender os meus pastéis
Num bairro de Bagdá!

De uma briga idiota
Pro petróleo conquistar,
No norte só tem agiota
Vou construir Bagdá!

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Bang-bang! Bang-bang!
Não baqueia Bagdá!

Espero que as Minhas Vozes
Possam entender meu cantar
Que morram todos algozes
Que viva só Bagdá!

O norte disse ao mundo
Que o mal ele que acabar!
O bem arrasando tudo?
Mostre teu bem Bagdá!

É na ponta da baioneta
Que eu quero prosear
Toquem as suas trombetas
‘tou chegando Bagdá!

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Já tá chegando o momento
De dar um basta Bagdá!

(Ou: 06, 2003)