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Amor, Amores, Perplexos Amares!

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 25 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Visitando Minhas Vozes in Amar

Ficamos perplexos quando encontramos
O algo diferente que nos faz
Interagirmos com o nosso profundo querer…
Realmente, felizes são o que conseguem
Dar suas interpretações ao mundo
Às coisas que nele encontra-se,
São realidades!
Umas ilusórias…
Outras desdenhadas de prazeres descartáveis!

Porém, não ouso em dizer que o amor,
Em suas múltiplas facetas
Nos coloca em xeque!
Estamos preparados?
Ilusões! O que são as ilusões
Senão um conta-gotas da emoção…

Fico arquitetando modus de me apaixonar
Definitivamente,
Com palavras, gestos e realizações,
Mas os poetas revelam-me
Que o alimento preciso do querer
Está em sermos discretos
Em nossas ações!

Estamos preparados?
Qual seria a razão fundamental
De juntarmos tantos ingredientes
E quando reunimos todos,
Faltam ainda alguns detalhes,
Detalhes que irão dar o verdadeiro sabor
Ao que estamos querendo realizar!

O sabor de sal…
O sabor de mar…
O sabor de amar…

E qual seria este recipiente
Perfeito ao que queremos?

Estamos preparados ou então…

Bem, o que importa
É que o amor
pode significar sermos ousados em afeição,
complexos na compaixão,
indignados na misericórdia,
ou ainda, inclinação ao querer mais,
atração aos quereres,
apetite ao perfeito,
paixão pelo encontro,
querer bem o tão perto,
mergulhar na satisfação,
ser conquistador dos atos nobres,
desejar ser desejado,
libido de ser autênticos!

(Jan: 25, 2008)

Pontes Estreitas em Caminhos Distantes – I

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 25 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I Parte – O Monólogo

Vasculho tantas palavras
Que me sinto um rastreador de letras…
Pontes distantes,
O seixo é avistado do alto, bem do alto!
A ponte pende de um lado para o outro…
Sou um foragido dos kibutzim
Que nas gramíneas vi seixos
Não tão perfeitos como aquele
Que avista do alto da ponte!

Pergunto-me:
Quais seixos andarilhos
Percorreram sorrateiros
Tantos caminhos diferentes?

Haverá uma ponte
Que não seja tão estreita,
Ou que me torne um pêndulo
Desarrazoado nas alturas?

Andei por caminhos
Deveras formatadas e vazias…
Provei dos saquês colinescos,
Passei pelas tendas e dunas
Sentindo-me um Grão-Vizir,
Banqueteando tabules o sauce blanche,
Vinhos, frutas…
Nevei meu coração pelos desertos,
Ainda possuo na lembrança
O calor que minha amada me deixou!!!

É insisto em perguntar:

Porque estou tão distante
Ouvindo dos lugares ermos
Sons de um silêncio meu?
Sons de um silêncio meu!
Isso me faz pensar
Valeu-me tantos quilômetros
E não chegar a um ponto exato?
Leviano fui em pensar nisso!

Quem mais senão eu
Urrando pelas muralhas
Enviar-te uma mensagem?

Eu somente eu
Único entre os escombros…

Nem Parmênides de Eléia me julgou
Ante a minha inércia
Outorgada no meu impensável ser!

Socorro! Grito aos túneis da escuridão
Encontro outros gritos
Jazigos pensares funestos e vazios,
Ativos gritos do torpor…

Findam-se os dias
E com eles a coesão dos encontros…
Lendo Platão, teorizando idéias!
Idéias! Caio num esquecimento profundo
Zéfiros me acordam…

Numa simples recordação
Encontro-me em anamnesis.
Sou portanto, insensível aos atos…
Tolo por querer ser o que não posso ser:
Ator de um palco congelado
Vazio de pecados e sem fortunas
Idéias tão remotas dos meus caminhos,
Digo-lhe, portanto:
Ando condenado à sombra de um Mundo de Idéias!

Vasculho tantas palavras
Que me sinto um rastreador de letras…
Pontes distantes,
O seixo é avistado do alto, bem do alto!
A ponte pende de um lado para o outro…
Entre a mudança
E o movimento!

Pedras que precisam ser lapidadas
Por mãos que tragam mudanças na vida…

Pedras que precisam ser observadas
Por olhos que vejam o movimento da vida!

(Jan: 25, 2008)

Poema Amargurado de Um Querer Distante – II

Posted in 10 Decassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 25 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

II – As Armadilhas

Saudade! O que fizeste para mim?
Trouxeste-me tristezas p’ra plantar
Num campo desgostoso de alecrim?
Ou queres minh’alma sepultar?

O amargo desses dias eu bebi
Enclausurado sofre com essa dor
Pedinte de alegrias me perdi
No âmago do injusto predador!

Bem antes de encontrar minha tristeza
Sonhei tão torturado neste palco,
À sombra d’um algoz o vulto morte incauto…

Sofreras meu sofrer em minha mesa
Com luto corte amargo se desfaz
Na armadilha finda minha paz!

(Abr: 14. 1980)

Monólogo no Espelho

Posted in 01 Monossílabo, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 24 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I ________________

Sei
Quem
Tu
És!

Sei
Quem
Eu
sou!

São
Os
Teus
Pés!

São
Os
Meus
Tons!

II ________________

Vou
Te
Ver
Luz!

Vens
Me
Ver
Sim!

Eu
Sou
Teu
Som!

Tu
És
Meu
Fim!

III  ________________
Quem
Te
Quer
Bem?

Quem
Me
Quer
Mal?

Tu
És
Meu
Sol!

Eu
Sou
Teu
Sal!

IV  ________________
Bem
Que
Te
Fiz…

Mal
Que
Diz
Não!

Tu
Por
Um
Triz…

Eu
Por
Um
Pão!

(Abr: 03, 2000)

Poema Amargurado de Um Querer Distante – I

Posted in 10 Decassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 24 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I – As Angústias

Que faço nesta angústia que me cala
Se meu sofrer é um banquete imune?
Revejo nas ações a tua fala
Censurando-me enfim com teu ciúme…

É válido o que tenho pra dizer,
Aos montes, vales, rios te exaltei!
Meu peito desespero d’um querer,
Não vale m’esperar como esperei!

É mais que querer ser teu amado,
Oh! Musa que dissipa a solidão
Fazendo-me curar o coração!

Entorpecidos ficam magoados
Os textos qu’escrevi tinham paixão
À musa que estendeu-me um dia as mãos!

(Mar: 03. 1980)