Arquivo para janeiro, 2008

Poema da Sustentação – I

Posted in 10 Decassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 24 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I – A Inspiração

Colunas e pilastras neste templo
Sustentam a paciência do amor
Vigílias brilham todo o firmamento,
Eliminando assim o meu temor!

Te fiz portais, muralhas e castelos
Protegendo-te das supostas dores…
Abrilhantai oh! Vento teus cabelos
Com o perfume destes meus amores!

A dança envolve tanta excitação
Que o coração se enche de pecado
Tão importante ficar do teu lado!

Tua aliança me prendeu então
Nos teus salões de música erudita,
Sempre será inspiração bendita!

(Jan: 09, 1981)

Manhãs Vazias

Posted in 04 Tetrassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 24 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Tenho acordado
Toda manhã
E recordado
As hortelãs…

Um chá bem quente
Pra despertar
Vens de decote
Me provocar!

Fico excitado
Com tuas manhas
E recordando
Quando me assanhas!

Beijo pequeno
Pra despertar
Conta um segredo
Só pra te amar!

Ficamos nus
De corpo e alma
Ao som dos blues
Tudo me acalma!

Ficas molhada
De hortelã
Qual minha amada
Toda manhã!

Tu me castigas
Quando me quer…
Provocas brigas
Minha mulher!

Tens me beijado
Toda amanhã
E me banhado
Em hortelãs!

Tão refrescante
Quando me beijas
Somos amantes
Tu me desejas…

E neste quarto
Nós dois tão loucos
Beijos exatos
Nossos encontros!

Se ficas louca
Beijas de vez
As nossas bocas,
Beijo francês!

Tenho acordado
Com teus segredos,
E recordado
Os beijos gregos!!!

Os lingeries
Cor de hortelã
Quase morri
Toda manhã!

Tenho acordado
Todos os dias
Do mesmo lado,
Cama vazia!!!!

(Ago: 11, 1981)

Minhas Verdades

Posted in 12 Alexandrinos, Acróstico Clássico, Pensamentos, Poemas, Poesia on 22 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

uma revisita à Palavras Sem Sentido

Aos poucos atravesso oceanos líricos

Navego numa história de poesias clássicas
Ouvindo teus chamados de cantares lindos
Sonatas e sonetos num acorde único
São únicos poemas que me trazem lúdico
Aos poucos atravesso infinitas músicas…

Verdades que me dizem de maneiras bárbaras
Denotam a sutiliza de amar em público
Entrego-te um pouco da loucura minha
Reservo-me o direito de andar nas nuvens
Andando nas calçadas sinto teu aroma
Diante do teu mar um grão de areia sou
Entregues-me um pouco deste mar telúrico…

Entregues-me um pouco deste sal homérico…

Aos poucos atravesso os teus planos místicos
Louvando nas palavras meu sentido crítico
Irei nas correntezas a buscar teu vulto!
Negaste-me noturnos, tantas árias deste-me,
Entregues-me um pouco deste corpo sísmico!

Lavando minha alma com tu’alma estética
Inovo meus quereres te amando enfim
Molhando no meu corpo teu olhar em mim
A única verdade seja dita: eu te amo!

(Jan: 22, 2008)

James Taylor – You’ve Got A Friend ’71:

Traços de Mulher (Tango Perfumado)

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 22 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Perfume raro!                               Fragrância rara!
Ah! Tuas noites!                       Ah! Teus sonhares!
Me sondas noturnamente,  trata-me com zelo…
Não me deixas ir…              … indo, quando voltarei?
Manhãs parecem longas…    manhãs são tuas costas
Ao beijar-te me encontro!       Ah! Manhãs…

Seguras minhas mãos…           Ah! Tuas mãos!
Não fico triste.                          Pergunto a ti:
Amaste-me ontem?               Amas-me hoje?
Qual o teu perfume ?           Revela-me teu corpo, por favor…
…não pela metade!             Entregues meu coração
que sussurra ao frio…         calor necessito!
Imploro-te calor                      Imploro-te amor!
Não negues a porta…                  deito em tua boca
Um beijo insaciável do desejo! Aquele que me tomaste um dia!

Grito às fragrâncias… …          Todos os perfumes que me escutem:
A minha musa, onde estás? Articulas palavras sem sentido?
Não! Se tenho rascunhos,     reino em teu reino!
Se dialogo com o vento,         dialogo com os caminhos,
As folhas caem, ventos            e pensamentos se seguem…
Não mais as lágrimas!             Longe estão os caminhos perdidos…
Perto estão as varandas…        lentamente o perfume teu se dissipa…
Ambientando meus pensares, imaginando as tuas raridades de mujer!

(Jan: 20, 2008)

Curar-te como?

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 21 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Respostas! 

Curar-te como?
és a própria cura!!!
Me procuras???
Luna de meus dias…
Sol de minhas noites…

Curar-te como?
Deste-me um pouquinho
do estar sozinho,
destes frios caminhos
quais trilhos pela tua luz…

Curar-te como?
És as minhas 4 estações de Vivaldi,
fico a te observar pela minha janela,
os cirros que transmutam nosso emblemas…
pelas varandas, sinto a brisa
das ruas ervas….

Curar-te como?
Reconcilio-me com minhas distâncias,
espectro fico a murmurar insanas músicas,
delírios em chás verdes me afogam,
gotas de orvalho em minha face
desmaiam por ser covarde simplesmente!!

Curar-te como?
Se és de tudo que escrevi
o elo que parti dessas algemas incuráveis
insensíveis,
impossíveis de eu somente eu rompê-las…

Curar-te como?
Juro-te não haverá mais brigas,
estonteantemente tuas palavras
me avisam pra curar-te…

Com palavras?
Com segredos?
Com distâncias?
Com medievos sonhos poéticos?

Sou um mortal que persiste em trair a morte
com sonetos, poesias…

Não andeis assim,
Retornes com o teu fulgor real,
retires do âmago o torpor da ânsia!!!

Curar-te como?
Mostras-te me o cálice do estusisasmo,
transbordastes em mim a realeza
de não me sentir mais mortal,
e sim, imortal…
que procura imortalizar os belos
momentos que passeamos juntos
pelas nossas calçadas.

Estendo-te meu travesseiro,
aliás, as minhas mãos!!!

(Jan: 21, 2008)