TALVEZ EU NÃO TENHA A SORTE DE FICAR COM VOCÊ POR TODA A VIDA, MAS SERÁ UM VERDADEIRO PRAZER FICAR O TEMPO QUE FOR NECESSÁRIO EM SUA VIDA. (PB)
(Betto Gasparetto)
III – Chuvas Que Marcaram Corpos

by Designer Creator DALL·E 3
Nas páginas do nosso tempo juntos, as chuvas que marcaram nossos corpos se tornaram uma metáfora das tempestades e bonanças que enfrentamos. Cada gota de chuva que caiu sobre nós foi como uma bênção do céu, lavando nossas preocupações e purificando nossos momentos. Sob a chuva, dançamos juntos, nossos corpos e almas entrelaçados, como se o universo estivesse celebrando o amor que florescia entre nós.
Lembro-me das chuvas de verão, quando, sem se importar com o molhar das roupas, corremos de mãos dadas pelos campos, rindo como crianças que descobriram a magia de um dia chuvoso. Cada gota que tocava nossos rostos era como um beijo suave, testemunhando o amor que crescia em meio ao frescor da água que caía do céu.
E nas chuvas de outono, quando o céu chorava lágrimas silenciosas, abraçamo-nos debaixo do guarda-chuva, buscando abrigo um no outro. As gotas que escorriam pelas folhas das árvores eram como lágrimas de alegria, pois, mesmo diante das adversidades, estávamos ali, unidos pela força imensurável do que construímos.
As chuvas de inverno, por sua vez, eram testemunhas silenciosas de noites aconchegantes e abraços que aqueciam a alma. Sob o som suave da chuva batendo na janela, partilhamos segredos e sonhos, criando um refúgio particular onde o mundo exterior desaparecia, deixando apenas a intensidade do que éramos juntos.
E mesmo nas chuvas de primavera, quando o renascimento se anunciava, celebramos a renovação do nosso amor. As gotas que caíam sobre a terra, trazendo consigo o perfume da esperança, eram um lembrete de que, assim como a natureza se reinventa, nosso amor também podia florescer novamente, resistindo a qualquer tempestade.
Portanto, mesmo que as circunstâncias nos levem por caminhos diferentes, as chuvas que marcaram nossos corpos permanecerão como testemunhas eternas do amor intenso que compartilhamos. Cada gota será um elo que nos conecta, uma lembrança de que, em meio às chuvas e aos dias ensolarados, vivemos uma história única, moldada pelas intempéries do tempo e pela beleza das emoções compartilhadas.
(Betto Gasparetto)
Deixe um comentário