QUANDO A ÚLTIMA PÉTALA SOBREVIVER, UM NOVO SOL BRILHARÁ NO HORIZONTE (06/17)

Jhonnatan F. W. (jan/1978)

Arquivo VI. A Última Pétala

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Em um mundo onde as cores se desvaneceram e o som da vida se silenciou, uma única pétala persiste. Ela, solitária e frágil, repousa sobre o solo árido, como uma recordação do que foi e talvez um símbolo do que pode vir. Cada curva de suas bordas é um reflexo de uma beleza que, embora imperfeita, ainda luta para existir. Ela sobrevive, apesar das tempestades que a arrastaram e das mãos que a negligenciaram. Sua resistência não é grandiosa, mas silenciosa. Como se, em seu pequeno ser, ela guardasse a memória de um tempo em que os campos eram verdejantes e os corações, plenos.

A pétala não possui a força das árvores antigas ou a grandiosidade das montanhas, mas carrega algo mais profundo: a capacidade de persistir, mesmo quando tudo ao redor diz o contrário. Em sua fragilidade, ela é forte. Em sua solidão, ela é capaz de resistir. Não há o que esperar mais da terra que a sustenta, mas ela ainda permanece, como um pequeno gesto de desobediência ao fim, como uma metáfora silenciosa para a esperança que se recusa a morrer.

Essa pétala, à medida que o tempo passa, começa a ressoar com um tipo de sabedoria. Ela não tenta mudar o mundo ao seu redor, mas, em sua quietude, ensina a quem a observa que a beleza pode ser encontrada na persistência. Que, mesmo na solidão mais profunda, algo pode sobreviver. A última pétala não é um simples resquício do que foi, mas uma promessa do que, um dia, poderá florescer novamente.

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