Archive for the Poesia Category

Monólogo no Espelho

Posted in 01 Monossílabo, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 24 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I ________________

Sei
Quem
Tu
És!

Sei
Quem
Eu
sou!

São
Os
Teus
Pés!

São
Os
Meus
Tons!

II ________________

Vou
Te
Ver
Luz!

Vens
Me
Ver
Sim!

Eu
Sou
Teu
Som!

Tu
És
Meu
Fim!

III  ________________
Quem
Te
Quer
Bem?

Quem
Me
Quer
Mal?

Tu
És
Meu
Sol!

Eu
Sou
Teu
Sal!

IV  ________________
Bem
Que
Te
Fiz…

Mal
Que
Diz
Não!

Tu
Por
Um
Triz…

Eu
Por
Um
Pão!

(Abr: 03, 2000)

Poema Amargurado de Um Querer Distante – I

Posted in 10 Decassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 24 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I – As Angústias

Que faço nesta angústia que me cala
Se meu sofrer é um banquete imune?
Revejo nas ações a tua fala
Censurando-me enfim com teu ciúme…

É válido o que tenho pra dizer,
Aos montes, vales, rios te exaltei!
Meu peito desespero d’um querer,
Não vale m’esperar como esperei!

É mais que querer ser teu amado,
Oh! Musa que dissipa a solidão
Fazendo-me curar o coração!

Entorpecidos ficam magoados
Os textos qu’escrevi tinham paixão
À musa que estendeu-me um dia as mãos!

(Mar: 03. 1980)

Poema da Sustentação – I

Posted in 10 Decassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 24 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

I – A Inspiração

Colunas e pilastras neste templo
Sustentam a paciência do amor
Vigílias brilham todo o firmamento,
Eliminando assim o meu temor!

Te fiz portais, muralhas e castelos
Protegendo-te das supostas dores…
Abrilhantai oh! Vento teus cabelos
Com o perfume destes meus amores!

A dança envolve tanta excitação
Que o coração se enche de pecado
Tão importante ficar do teu lado!

Tua aliança me prendeu então
Nos teus salões de música erudita,
Sempre será inspiração bendita!

(Jan: 09, 1981)

Manhãs Vazias

Posted in 04 Tetrassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 24 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Tenho acordado
Toda manhã
E recordado
As hortelãs…

Um chá bem quente
Pra despertar
Vens de decote
Me provocar!

Fico excitado
Com tuas manhas
E recordando
Quando me assanhas!

Beijo pequeno
Pra despertar
Conta um segredo
Só pra te amar!

Ficamos nus
De corpo e alma
Ao som dos blues
Tudo me acalma!

Ficas molhada
De hortelã
Qual minha amada
Toda manhã!

Tu me castigas
Quando me quer…
Provocas brigas
Minha mulher!

Tens me beijado
Toda amanhã
E me banhado
Em hortelãs!

Tão refrescante
Quando me beijas
Somos amantes
Tu me desejas…

E neste quarto
Nós dois tão loucos
Beijos exatos
Nossos encontros!

Se ficas louca
Beijas de vez
As nossas bocas,
Beijo francês!

Tenho acordado
Com teus segredos,
E recordado
Os beijos gregos!!!

Os lingeries
Cor de hortelã
Quase morri
Toda manhã!

Tenho acordado
Todos os dias
Do mesmo lado,
Cama vazia!!!!

(Ago: 11, 1981)

Minhas Verdades

Posted in 12 Alexandrinos, Acróstico Clássico, Pensamentos, Poemas, Poesia on 22 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

uma revisita à Palavras Sem Sentido

Aos poucos atravesso oceanos líricos

Navego numa história de poesias clássicas
Ouvindo teus chamados de cantares lindos
Sonatas e sonetos num acorde único
São únicos poemas que me trazem lúdico
Aos poucos atravesso infinitas músicas…

Verdades que me dizem de maneiras bárbaras
Denotam a sutiliza de amar em público
Entrego-te um pouco da loucura minha
Reservo-me o direito de andar nas nuvens
Andando nas calçadas sinto teu aroma
Diante do teu mar um grão de areia sou
Entregues-me um pouco deste mar telúrico…

Entregues-me um pouco deste sal homérico…

Aos poucos atravesso os teus planos místicos
Louvando nas palavras meu sentido crítico
Irei nas correntezas a buscar teu vulto!
Negaste-me noturnos, tantas árias deste-me,
Entregues-me um pouco deste corpo sísmico!

Lavando minha alma com tu’alma estética
Inovo meus quereres te amando enfim
Molhando no meu corpo teu olhar em mim
A única verdade seja dita: eu te amo!

(Jan: 22, 2008)

James Taylor – You’ve Got A Friend ’71: