Archive for the Poesia Category

Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) XVIII

Posted in 03 Trissílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 21 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

FASES

I
Travesseiros
De espuma
O que queres?
To cansado!
To com sono!
As mulheres?
Abandono?

Travesseiros
De espuma
Ser feliz?
Sou feliz?
Onde estás?
Num vazio?
No armário?
‘tás com frio?

Travesseiros
 de espuma:
natureza
foi embora!
o carinho…
sentimentos…
os olhares…
quem te quis?
As estradas?
Os caminhos
Todos tortos?
Sem sentidos?

II
Travesseiros
 de espuma:
Quando fui
T’encontrar?
As lembranças!
As saudades!
As nuâncias!
Os quereres!
Milk shakes!
Os perfumes!
Os ciúmes!
Nossas brigas…
És feliz?
Ser feliz?
Sou feliz?

Travesseiros
 de espuma:
no teu corpo,
o carinho,
o conforto,
o segredo,
no meu dedo,
o teu corpo,
vaidades,
sentimentos!
Teus suores
E salivas,
O encontro!

III
Travesseiros
 de espuma:
natureza
foi embora!
Fico aqui,
Meio só,
Só ouvindo
Minhas lágrimas
Tão vazias,
Sem um ombro
Que me queira!
É besteira!
Ficar só!
Vou sair,
Buscar noites,
Buscar dias!
Talvez só!
Talvez dois!
Eu não sei!
Só sei que
Travesseiro
De espuma
És maldito
Travesseiro!

(Ago: 11, 2001)

À Sombra da Acácia

Posted in 10 Decassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 21 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Mas as montanhas cravam-se na terra
Num alicerce natural que cava
Rompe-se do celeste, o relampejo,
Teu verbo no futuro que se cala…

E se dilata a célula nociva
No navegar constante em mar venoso…
Balança na justiça em peito aberto
Que és muda, cega, surda! –“Já nem ouço!”

Sinto-me tão distante do Arquiteto
Pois, meu calar aberra-se em tumulto,
Não conseguindo mais amar teu vulto!

De uma rocha sem valor tão perto
Se esmaga nas acácias minha sina,
O novo é vago, meu olhar termina!

(Jan: 07, 1982)

Como Saber?

Posted in Acróstico Clássico, Pensamentos, Poemas, Poesia on 19 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

comentando Como saber?

Entregue-se as palavras!
Liberte-se dos out-doors profanos…
Irreversíveis e vazios do mundo hurbanuz!
Zangue-se, por vezes com os erros,
Ande pelas calçadas como observadora!
Negue o não atender!
Grite no quarto, na sala, na varanda…
Evite o desespero insano
Liberte-se dos esquecimentos!
Alimente-se de palavras…

Cuando então, quebrar todas as algemas
Outras, quererão vir,
So te peço, meu amor
Tenha paciência comigo
Ai então, irá saber como saber!

(Jan: 19, 2008)

Ode ao Desespero

Posted in Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 19 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

    Desespero!
Esse fenômeno que nos seqüestra!
Súbitas mãos…
…empenham-se em serem destras?
Súbitos desesperos…
… peço à Deus que me perdoe!
evito de tal forma o meu desespero (…)
resolvendo assim
ouvir os desesperados!

(Jan: 19, 2008)

Caixa de Pandora

Posted in 09 Eneassílabos, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 19 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

                                              Estou tão mergulhad’em querer
                                             Sentindo um frio do entardecer,
                                             Quem dera buscar tuas manhãs
                                               E nelas pousar a tua história!

Os meus sentidos são teus adeus,
Vou te acorrentar ao Prometeu!
Por que me oferecestes maçãs?
Pra ser minha morte tua glória?

Vilões roubaram os meus porquês!
Misciginando dor ao prazer…
Não pertenço mais ao teu clã!
Não és a minha Helena de Tróia!

Preciso d’um dia esquecer
Que passou foi só amanhecer,
Perdid’em teus braços guardiã
Que descobriu no mundo tramóias!

O nosso quarto sonh’em tecer
Um único cenário de ter
Tecidos e cobertas de lã,
E te cobrir o corpo de jóias!

Se ao menos pudesses me ver!
Sentir meu coração te querer!
Buscavas uma torta alemã
E juntos não iríamos embora!

Oh! deixes grã princesa viver
E a molhar teu corpo reter
O óleo, a seiva de avelãs
Provocando suspiros, adoras!

E ao partir quero inverter
O vértice de um beijo deter…
A minha euforia d’argent
O ouro que o teu corpo exploras!!

Saudades! Eu te deixo o prazer
Com úmidas palavras dizer
Que a nossa história seja sã
Sabendo tu que és minha Pandora!

(Abr: 08, 1998)