Fragmentos Humanos (36/50)

Posted in Sem categoria on 20 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXXVI – Como Sentir o Amargor do Adeus

By Dall E-3

I

Como sentir o amargor do adeus,
quando o coração se despedaça?
É uma mistura de emoções,
um turbilhão de tristeza que não passa.
É o sabor da despedida,
o peso da partida inevitável,
Um nó na garganta,
um vazio que se torna palpável.
Nos olhos marejados pelo adeus,
há a dor de um final anunciado,
O adeus que corta como lâmina,
o fim de um amor enlaçado.
É a saudade antecipada,
os momentos que não voltarão,
Um adeus que ecoa no peito,
uma dor que não tem perdão.

II
Mas entre o amargor do adeus,
há a lembrança dos momentos vividos,
Das risadas compartilhadas,
dos abraços que foram bens queridos.
É a gratidão por ter amado,
por ter sentido o coração pulsar,
Mesmo que o amargor do adeus se faça presente,
o amor não vai cessar.
E assim, no amargor do adeus,
encontramos a aceitação,
De deixar partir o que já não cabe mais no coração.
Entre o triste fim e a esperança de um novo começo,
Como sentir o amargor do adeus é aprender a viver com o excesso.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

Fragmentos Humanos (35/50)

Posted in Sem categoria on 19 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXXV – Mensagens On The Rocks

By Dall E-3


I
Mensagens que são rochas,
palavras que pesam como pedras,
Escritas com o peso do silêncio,
dos desejos e das quimeras.
São linhas que se quebram,
que se perdem nas entrelinhas,
Entre o que é dito e o que é sentido,
há uma distância fina.
II
Nas mensagens on the rocks,
há um gosto amargo de despedida,
Um sabor de desencontros,
de uma conexão que se retira.
São palavras que machucam,
que deixam marcas na pele,
Fragmentos de uma comunicação falha,
um vínculo que se repele.
III
Mas entre as mensagens on the rocks,
há um desejo de entendimento,
Um esforço para se conectar,
para superar o tormento.
É a tentativa de comunicação,
de expressar o que está dentro,
Mesmo que as palavras sejam rochas, o coração busca o alento.

IV
E assim, nas mensagens on the rocks,
encontramos a complexidade,
De navegar pelas águas turbulentas da comunicação e da verdade.
Entre as palavras duras e os silêncios profundos,
há a busca por conexão,
Mensagens que, mesmo nas rochas,
são pontes para o coração.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

Fragmentos Humanos (34/50)

Posted in Sem categoria on 19 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXXIV – Amores Fragmentados

By Dall E-3

I
Amores que se fragmentam,
pedaços de coração partido,
São memórias que se despedaçam,
momentos que se vão perdidos.
São palavras não ditas,
silêncios que cortam como vidro,
Fragmentos de uma paixão que se desfaz,
que se retira.
II
Nos espelhos desses amores fragmentados,
reflete-se a dor,
O reflexo de promessas quebradas,
de um amor sem valor.
São os cacos de um sentimento,
que uma vez foi completo,
Agora disperso pelo chão,
um quebra-cabeça desfeito.
Mas entre os fragmentos,
há a beleza do passado vivido,
Os momentos de felicidade,
os risos que já foram compartilhados.
III
É a melancolia de lembrar,
de reviver o que já foi perdido,
Mesmo que os amores se fragmentem,
o coração ainda é tocado.
E assim, nos amores fragmentados,
encontramos a resiliência,
Em colar os pedaços do coração,
em seguir com persistência.
Entre os destroços de um sentimento,
há a esperança de se recompor,
Amores que, mesmo partidos,
são histórias de um amor.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

Fragmentos Humanos (33/50)

Posted in Sem categoria on 19 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXIII – Abraços Acorrentados

By Dall E-3

I
Abraços que são correntes,
laços que não libertam,
Envolvem o corpo,
mas não acalmam a alma que clama.
São nós apertados,
vínculos que sufocam e aprisionam,
Emaranhados de afeto que machucam e emocionam.
II
No calor desses abraços,
há uma prisão disfarçada,
Onde a liberdade se perde,
onde a alma é amarrada.
São correntes invisíveis que prendem os corações,
Um apego que sufoca,
que rouba as emoções.
Mas entre esses abraços acorrentados,
há uma ternura,
Um desejo de proximidade,
uma busca pela cura.
III
É a ânsia de conexão, de se sentir protegido,
Mesmo que as correntes apertem,
o amor é sentido.
E assim, nos abraços acorrentados,
aprendemos a lidar,
 Com o peso do amor,
com o fardo do se entregar.
Entre laços que prendem e amarram,
há a força do querer,
Abraços que, mesmo acorrentados, são laços de exílio.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

Fragmentos Humanos (32/50)

Posted in Sem categoria on 19 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXXII – O Maldito Vigésimo Dia do Quarto Mês

By Dall E-3

I

No vigésimo dia do quarto mês,
o destino se fez presente,
Um marco na memória,
um momento que ainda se sente.
Foi o dia em que o céu escureceu,
as estrelas perderam o brilho,
Um suspiro de desespero,
um grito que ecoou no trilho.

II
O maldito vigésimo dia do quarto mês trouxe consigo a dor,
Uma sombra que pairou,
um peso que se fez senhor.
Foi o dia em que o tempo parou,
as horas se arrastaram sem fim,
Um vazio profundo,
uma ausência que deixou cicatriz em mim.

III
Naquele vigésimo dia do quarto mês,
as lágrimas caíram em pranto,
Um lamento na alma,
um luto que se estendeu pelo canto.
Foi o dia em que o coração se partiu,
 os sonhos desmoronaram,
Uma tristeza infinita,
um adeus que os lábios nunca pronunciaram.

IV
O maldito vigésimo dia do quarto mês deixou marcas profundas,
Um silêncio ensurdecedor,
uma saudade que arde nas ondas.
Foi o dia em que o mundo se tornou sombrio,
a esperança se dissipou,
Um destino cruel,
um destino que nenhum consolo encontrou.

V
Mas no vigésimo dia do quarto mês,
mesmo entre sombras e dor,
Há uma luz que brilha,
um amor que permanece com fervor.
É a lembrança dos momentos vividos,
das risadas compartilhadas,
Um legado de amor eterno,
onde a memória não será apagada.

VI
Assim, no maldito vigésimo dia do quarto mês,
aprendemos a persistir,
A honrar a vida que partiu,
a lembrar com carinho e sorrir.
Porque mesmo na tristeza mais profunda,
há a promessa da paz,
Um recomeço possível,
um amanhã que virá,
trazendo a luz que se desfaz.

(Betto Gasparetto – iii/xx)