Pelas Vidraças de Minha Janela Sequestrei Teu Vulto ______________________I/X______________________

Posted in Sem categoria on 6 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(A Distância se Fez Saudade) em 7 capítulos

(Betto Gasparetto)

Capítulo 2. O Silêncio Pulsa

By Dall-E 3

I
Teus olhos refletiam a luz com uma intensidade única,
Como se cada partícula de brilho contasse uma história,
E eu, perdido na profundidade desse olhar cativante,
Sentia-me transportado para uma dimensão de memória.
II
Cada batida do coração parecia ressoar no ambiente,
Como um tambor que marca o ritmo de nossa conexão,
E naquele primeiro olhar, uma promessa silenciosa,
De que estávamos destinados a uma eterna união.
III
O silêncio do quarto tornava-se cúmplice do momento,
Guardando a intimidade de nosso encontro inicial,
E enquanto nossos olhares se mantinham entrelaçados,
Sentia uma certeza de que algo grandioso estava por vir.
IV
Teus olhos, janelas para teu ser, transmitiam serenidade,
Um convite para mergulhar nas profundezas de tua alma,
E eu, ansioso e ao mesmo tempo hesitante, respondia,
Com a sinceridade de um coração que anseia e clama.
V
A luz do sol se intensificava gradualmente,
Revelando cada nuance de tua expressão calma,
E naquele primeiro olhar, tudo parecia se encaixar,
Como peças de um quebra-cabeça que ganha forma e alma.
VI
As cores do amanhecer pintavam o cenário ao redor,
Com tons de laranja, rosa e dourado no céu,
E enquanto te observava através da vidraça,
Sentia-me imerso em um quadro de amor e mel.
VII
Teus olhos brilhavam com uma luz própria e singular,
Refletindo a beleza de um espírito livre e forte,
E eu, cativado por essa visão tão pura e verdadeira,
Sentia-me atraído por ti com força inexorável e norte.
VIII
A quietude do amanhecer envolvia-nos em serenidade,
Um silêncio que falava mais do que mil palavras,
E naquele primeiro olhar, uma linguagem sem sons,
Onde nossos corações conversavam em suaves baladas.
IX
O tempo parecia desacelerar ao nosso redor,
Cada segundo se estendia em uma eternidade breve,
E eu, enfeitiçado por aquele olhar penetrante,
Sentia meu ser inteiro se render àquilo que não se escreve.
X
Teus olhos eram como faróis em uma noite escura,
Guiando-me com sua luz através de mares desconhecidos,
E eu, navegando nas águas da tua expressão profunda,
Encontrava-me perdido e, paradoxalmente, encontrado em teus sentidos.
XI
A suavidade de teu olhar trazia conforto e esperança,
Como a primeira luz após uma longa tempestade,
E eu, ancorado naquele instante de pura emoção,
Sentia a certeza de que nossas almas estavam conectadas.
XII
Cada detalhe de teu olhar era uma descoberta constante,
Uma viagem sem mapa pelos recantos de tua essência,
E eu, explorando com devoção cada nuance e brilho,
Sentia-me afortunado por testemunhar tua presença.

(Betto Gasparetto – x/xx)

Pelas Vidraças de Minha Janela Sequestrei Teu Vulto ______________________I/X______________________

Posted in Sem categoria on 5 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(A Distância se Fez Saudade) em 7 capítulos

(Betto Gasparetto)

Capítulo 1. O Primeiro Olhar

By Dall-E 3

I
Sob a luz tênue do alvorecer, teus olhos cruzaram os meus,
Num instante eterno onde o tempo cedeu.
Na penumbra do quarto, o silêncio falou,
E em cada reflexo, a promessa de um adeus.
II
O amanhecer despontava no horizonte distante,
As cortinas dançavam suavemente com a luz matinal,
E ali, naquele momento de calma e serenidade,
Teu olhar encontrou o meu, silencioso e imortal.
III
Os raios de sol atravessavam a vidraça antiga,
Desenhando padrões de luz e sombra no chão,
Enquanto nossos olhos se encontravam pela primeira vez,
Num encontro marcado pela inexorável mão da paixão.
IV
Teus olhos, profundos como lagos em noites tranquilas,
Refletiam histórias não contadas e sonhos adormecidos,
E no brilho deles, vi a promessa de um novo começo,
Um vislumbre de um futuro que ainda não havia sido escrito.
V
A luz fresca da manhã trouxe consigo aromas sutis,
Do café recém-passado e das flores do jardim,
E naquele instante, tudo parecia perfeito e completo,
Como se o universo conspirasse a nosso favor, enfim.
VI
O quarto estava silencioso, apenas o som do relógio,
Marcando cada segundo com precisão implacável,
E enquanto te observava, cada detalhe teu me fascinava,
Desde a curva do teu sorriso até a serenidade do teu semblante.
VII
As primeiras luzes do dia acariciavam teu rosto,
Revelando a delicadeza de teus traços e expressões,
E eu, perdido naquele olhar penetrante e sereno,
Sentia meu coração bater em compassos de emoções.
VIII
O momento parecia suspenso no espaço e no tempo,
Como se o universo tivesse parado para nos contemplar,
E enquanto nossos olhares se entrelaçavam silenciosamente,
Sentia uma conexão profunda, impossível de negar.
IX
Teus olhos, janelas para tua alma, desvelavam mistérios,
Segredos guardados com carinho e cuidado,
E eu, intrigado e fascinado, desejava desvendar,
Cada fragmento da história que neles estava retratado.
X
A luz da manhã envolvia-nos em um abraço suave,
Envolvendo-nos numa aura de paz e tranquilidade,
E naquele primeiro olhar, tudo parecia possível,
Como se estivéssemos destinados a essa realidade.
XI
O tempo avançava lentamente, quase imperceptível,
Enquanto nossos olhares permaneciam fixos e intensos,
E eu, imerso naquele momento de pura contemplação,
Sentia a essência do amor florescer sem dispêndio.
XII
As sombras da noite ainda resistiam a desaparecer,
Misturando-se com a luz que anunciava o novo dia,
E no contraste entre escuridão e clareza,
Encontrava-se a beleza da nossa primeira sintonia.

(Betto Gasparetto – x/xx)

10 poemas sobre “A Navalha Tem Dois Lados: O Amor e o Ódio” (10/10)

Posted in Sem categoria on 4 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Incisão X. Epílogo do Amor que Não Morre

By Dall-E 3

I
Nas cinzas deixadas por tua ausência,
Ainda arde o fogo de um amor profundo.
Pois mesmo ferido pela tua indolência,
Teu nome é a chama que ilumina meu mundo.
*
Ó amor, que é ao mesmo tempo tão vil,
E, contudo, tão belo em tua tortura.
É fel amargo e também doce perfil,
Que torna a dor parte da alma pura.
*
Por que, ó sentimento imortal e voraz,
Insiste em viver onde há só ruína?
Se o ódio, em seu peso cruel, já me faz
Querer esquecer-te na sombra que declina?
II
Mas oh, o amor não morre, não sucumbe.
Ele é a raiz que atravessa a pedra fria.
E mesmo que o tempo sua dor resuma,
Ele renasce em cada melancolia.
*
E tu, ó musa de minha insensatez,
É tanto a espada quanto o bálsamo dado.
Cada tua lembrança é uma vez
Um golpe letal e um abraço sagrado.
*
Nas noites em que o silêncio se agita,
Tua voz ressoa em meu peito ferido.
E embora o ódio em mim se levante e canta,
O amor persiste, ainda indefinido.
III
Teu olhar, que outrora me trouxe vida,
É agora a sombra que me aprisiona.
Mas mesmo assim, nesta dor tão partida,
É a memória que o destino entoa.
*
Que seja, pois, o amor minha cruz eterna,
E o ódio, meu fardo em tormento gelado.
Pois entre a paixão que em minha alma hiberna,
É tanto meu caos quanto meu legado.
*
E quando, enfim, o último suspiro vier,
E meu coração silenciar na derrota,
Ainda em meus lábios teu nome há de ser
A última palavra que o destino anota.
IV
Ó amor que não morre, ó chama infinda,
Mesmo entre ruínas, é meu altar.
Pois na dor, tua luz ainda se brinda,
E em meu ódio, teu eco vem pulsar.
*
Assim termina este pranto sombrio,
De amor e ódio em eterno duelo.
Pois viver-te é dançar no vazio,
E morrer-te é renascer no flagelo.

(Betto Gasparetto – ix/xcviii)

10 poemas sobre “A Navalha Tem Dois Lados: O Amor e o Ódio” (09/10)

Posted in Sem categoria on 4 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Incisão IX. A Redenção Negada

By Dall-E 3

I
Busquei no céu um vislumbre de perdão,
Na esperança de que o amor me acolhesse.
Mas, oh, que engano cruel da ilusão,
Pois tua sombra em meu caminho aparece.
*
Estendi as mãos ao vazio etéreo,
Implorando às estrelas um novo destino.
Mas o firmamento, em silêncio c,
Negou-me a luz e meu clamor divino.
*
Que é a redenção senão promessa falsa,
Doce miragem em deserto de dor?
O coração, que por ela se descalça,
Encontra espinhos onde esperava o amor.
II
E você, ó rosto de beleza inclemente,
Por que permanece em meu pensamento?
Por que te negas, com ar tão clemente,
A libertar-me deste amargo tormento?
*
Teu nome, gravado em minha memória,
É ferida aberta que o tempo não cura.
Cada sílaba tua narra a história
De um amor que vive em amarga tortura.
*
Ah, se você quiser apagar seu reflexo,
Rasgar do peito sua imagem sombria.
Mas teu fantasma, como um eco complexo,
Habita meus dias e noites em agonia.
III
A redenção, que em sonhos buscados,
É agora um véu que o destino desfez.
Pois no amor que te dei e nunca cobrei,
Encontro o peso de tua cruel altivez.
*
Se ao menos o ódio pudesse apagar
As marcas que teu amor deixou em mim,
Mas em cada tentativa de te odiar,
Teu nome renasce, qual flor no jardim.
*
E assim, navego entre mágoas e esperanças,
Num mar revolto que jamais se acalma.
Pois mesmo negado pela redenção que cansas,
Teu amor vive gravado em minha alma.
IV
Que seja, então, minha pena e meu fardo,
Carregar-te em memória sem tréguas além dos passos.
Pois mesmo na dor de um amor maltratado,
É tanto minha ruína quanto me perder em outros braços.

(Betto Gasparetto – ix/xcviii)

10 poemas sobre “A Navalha Tem Dois Lados: O Amor e o Ódio” (08/10)

Posted in Sem categoria on 4 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Incisão VIII. A Dança Aprisionada do Coração

By Dall-E 3

I
No seio da noite, onde sombras se enlaçam,
Ecos de amor e ódio se entrelaçam num só.
O coração, qual título em cordas que passam,
Dança, ao som de uma música de pó.
*
Ó música sombria, em notas de dor,
Que conduz meus passos a um ritmo insano.
É melodia de um amor traidor,
E sinfonia de um ódio profano.
*
O coração, palco esse errante,
Oscila entre júbilo e amarga sentença.
Num instante, é luz que brilha ofuscante,
No seguinte, é treva de amarga presença.
II
Oh, que cruel é esta dança incessante,
Que prende minha alma num laço fatal.
O amor, doce veneno, tão penetrante,
Une-se ao ódio num passo brutal.
*
Como podem, ó peito, em sua loucura,
Bailar entre extremos, sem direção?
Tua pulsação é tanta paixão pura
Quanto o pulsar de um arpão sombrio.
*
És, coração, o arauto da desgraça,
E também o guardião de doces memórias.
Cada batida tua, embora desfaça,
Resguarda, em segredo, nossas histórias.
III
Nesta dança, vejo o vulto dela surgir,
Qual espectro que me convida ao delírio.
Sua presença me faz tanto sorrir
Quanto chorar num cruel martírio.
*
Mas oh, mesmo ferido, persista no passo,
Pois abandonar esta dança é morrer.
E o amor que me sirva de laço,
É o ódio que me ensina a viver.
*
Dança, coração, ao som de tua desgraça,
Até que a música cessa, enfim.
Pois enquanto o amor e o ódio se abraçam,
Vive em ti o que resta de mim.
IV
E quando a última nota soar no ar,
E teu pulsar silenciar em descanso,
Que descansa apenas o eco a testemunhar
Esta dança de um destino tão denso.

(Betto Gasparetto – ix/xcviii)