Archive for the Pensamentos Category

Segredos de Pescador

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 18 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Era o sol batendo em nossa janela,
nos convidando para um passeio…

Se saio somente, esbarro nas pedras
encho de conchas, estrelas do mar!

Vou indo pescar levando balaios!
São ondas precisas que vão precisar
de contas de vidro, contos de areia…

É tedioso demais ficar aqui:
não nos falamos, faz uma semana???!!!

(…) 

Fico então jogando Age of Empire,
onde era a nossa sala secreta!

(…)

(…)

Vasculhei os armários da cozinha
pra encontrar o nosso leite diet…

Tive que tomar uma decisão:
falar com a simpática vizinha!

Ela me disse: -“Oi!” E eu disse: -“Oi!”
Ficamos alguns segundos sem ar!!!!

(…)

Ela pediu pra eu entrar! Entrei!

Tinha esquecido o que eu fui fazer…
O leite desesperado fervia!
(Mas como se não tinha na cozinha????!!!)

Pediu-me pra sentar, então sentei…
O tempo tinha para para nós…
Nós eramos os únicos no mundo!!!
E de repente, tudo aconteceu…

(Ela) sumiu do mapa, sem dizer adeus!

-“Amor! Amor!” E eu disse: -“O que foi?
-“Voce esta dormindo e caiu!”

Então comecei a chorar do tombo!!!!

(…)

Ela fez um curativo em mim.

Cantou assim: -“Eu sei que vou te amar…”

Veio silêncio, depois uma pergunta:

-“Meu amor! Voce já foi pescar??”

                                  (Abr: 11, 1998)

Labutas

Posted in Pensamentos on 18 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

“Sem lutas o homem se entrega,

Sem chances o homem se trai!

Nas guerras buscam-se tréguas,

Na vida busca-se amar!”

 

(Evocações nº 4 – Falácias – Abr: 07, 1997)

Frases, Amores e Sinais

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 18 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Cedilha, amada Cedilha!
Reticenciamos os nossos quereres…
Penitenciamos a espera do querer…
Nossas interjeições ficaram no silêncio…
Reticenciamos apenas!
Poematizamos nossos escritos
em páginas recicladas:

Poemas agressivos!
Poemas evasivos!
Poemas indolentes!
Poemas de repúdio!
Poemas virgularizadas!
Poemas reticentes!
Poemas indigentes!
Poemas eruditos!
Poemas malditos!
Poemas?

Colocastes aspas em mim
Coloquei aspas em ti…
Eram nossos falares,
Nossos pensares!
Nossas aspas entre aspas!
Um de nós entre parêntesis!
Ou nós dois?

Enquanto te cobria de colchetes,
Deixavas-me entre chaves!

E nossos hics?
(…)
quantos?
(…)
muitos?
(…)

Criamos nossos próprios asteriscos!
Sem riscos!
Ariscos?

Teus parágrafos, ah! Teus parágrafos!
Quantas sentenças me destes?!

Interrogativamente, o que queres que eu diga?
Que estou letrado por ti?
Que barra estou enfrentando?
Sabes que eu não quero te perder!
Se te copio, control C!
Se te colo, control V!
Se não me queres, control X!

Salva?
Salva como?

Qualquer nome!

????????

Quando colocaremos nossos pingos nos is?

Cedilha, indignada
Não fraseou mais nada,
Encheu-me de interrogações,
Perdidas exclamações…

… e ponto final!

Não tive outra saída senão
Sair!

(Jan: 14, 2008)

Preservar é Preciso

Posted in Pensamentos on 18 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Nos anticoncepcionamos no verbo preservativo do prazer!

(Jan: 17, 2008)

Segredos e Recordações

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 18 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Não devo tratá-los descordialmente!
Não tenho ouro, nem prata, nem diamantes…
O sol vai debruçando fielmente
Num aureolo tatuado de amantes!
Pousa na minha janela um olhar distante…
Em teu retrato, não me vejo mais!
As memórias trazem riquezas e postais…
Um mistério que fica do outro lado do oceano !

Bondade é uma das chaves!
Como consegui-la?
Como resgatá-la?

Em meu baú de recordações
Encontrei um cartão teu
Que me enviastes quando estavas na Europa!
Que me diz:

“Para teres meu coração,
Tu necessitas abri-lo!
Que esperas então,
Se tens o meu brilho?

Generosidade… que nos torna francos em humildade!
Franqueza…que nos entusiasma à felicidade!
Entusiasmo…que nos dá direitos de vencer a luta!
Direitos iguais…que nos compromete em mantermos a conduta!
Compromisso… que nos torna bondosos para com a fidelidade!
Bondade… que nos presenteia com amores plenos!
Amor… que nos faz amantes enquanto eternos!

Cabe à porta, o segredo… e mais nada!
À vontade de descobri-la tens!

De quem te espera. Tua Amada!”

Tuas mãos em minhas mãos,
Ajoelho-me beijando-te a tua foto!

Saúdo-te pela tua humildade!
Lamentando apenas, que meu orgulho interfira…
Minha ordem não se humilha,
Por ser humano, talvez?
Corremos riscos,
Enfrentamos nossos perigos!

Peço socorro!

Que chave me falta?
Deram-me tantas falsas…
A do desprezo?
A do isolamento?
A do querer simplesmente querer?

O que me respondes então?

Sento-me em minha poltrona,
Abro um livro, com tua dedicatória…
Os meus olhos se voltam para a janela!
Olham para o passado!
Ficam assim distantes!

Filmes que em segundos
Passam em minhas telas de vidro!
Suspiro silenciosamente, suspiro!
A noite se aproxima,
Os filmes não terminam!
O cansaço sobrevém,
A janela fica fria…
Anoitece, definitivamente anoitece!
Desprezos, isolamentos, retornos,
Saudades, quereres…
E eu não li teu livro!

Não devo tratá-los descordialmente?
E se tivesse ouro?
Prata?
Diamantes?
O sol estaria ainda se debruçando fielmente
Num aureolo tatuado de amantes?

Sempre, sempre
Pousa na minha janela o meu olhar distante…
Em teu retrato, remoças cada vez mais!
As minhas memórias…
Memórias, eu disse?

Como consegui-las?
Como resgatá-las?

(Jan: 17, 2008)