Archive for the Poesia Category

Liberdade, Igualdade, Fraternidade

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 9 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(Tratamento de Iguais)

Chega de protocolos!
Chega de formalidades!
Chega de tratados, de acordos…
Chega de contratos!

Chega de livros ata! Das emendas!
Chega de cerimônias! Dos cartórios!
Chega dos diários!
Chega de senhas! De honorários!
Chega de ser otário!
Chega de gravatas! Dos espólios!

Chega de tanta multa!
Chega de cobranças! Dos ágios!
Chega de plágios!
Chega de consultas malfeitas!
Chega de pedágio! Chega de picaretas!

Chega de ser cobaia!
Chega de malha fina!
Chega de invadir sua praia!
Chega de votar na latrina!

Chega dessa tal magistratura!
Chega dessa farsa democrática!
Chega de bancar ditadura!
Chega dessa fé fanática!

Chega dessas criaturas!
Chega de pixar palácios!
Chega dessas viaturas!
Chega de ser operário!

Chega de pedir esmolas!
Chega de vender indulgências!
Chega de colar na escola!
Chega dessas aparências!

Chega de passar roletas!
Chega de aeroportos!
Chega de comer polenta importada!
Chega de abastecer nos postos!

Chega de autorizações, dos passaportes!
Chega de recursos! Dos tributos!
Chega de permissões, de vistorias!
Chega de concursos públicos!

Chega das certificações, das auditorias!
Chega dos pedidos! Dos boletins de ocorrências!
Chega de ouvidorias! Das Audiências!
Chega de salários mínimos!
Chega de concordatas, e das falências!
Chega de ser síndico!

Chega dos ofícios!
Chega de tudo isso!

Chega de perguntar: por quê?

Eu só queria humildemente,
Tratar-te simplesmente de VOCÊ!

(Jul: 03, 2003)

 

Misere

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 9 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Sem-tetos pelas minguantes noites,
Buscam leito em macios lugares,
Como fossem dos bedéis os únicos,
Defectíveis com todos os pares!

Ficam a contar passos inteiros
Todo dia em busca de presentes,
Levantes com vizinhos meeiros,
ideais insanos dos doentes!

Justiça não há nestes lugares!
Debochando de quem quer ser dono,
Retornes enfim pra não voltares!

Supliquem a volta, não se zanguem….
Hasteiem bandeiras com seus sonhos…
És tu, Vermelho! És tu, meu sangue!

(Mar: 26, 2000)

Parto Oriente!

Posted in Crônicas, Música, Pensamentos, Poemas, Poesia on 9 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Só vadiava horas em busca de um leito,

Alguém que por mil réis proporcionasse amor!

Só vadiava horas porque tinha medo,

De perder seu emprego de um tal doutor!

Como se fosse dama, enfeitou seus beiços

Com 24 horas de baton vermelho!

A lingerie na bolsa, tod’os adereços!

Se via uma princesa no trincado espelho!

Quem disse que voltava cheia de esperanças?

Não sabem que o cliente era serial killer!

Dançava Michael Jackson, imitando Thriller!

                                  E ela só sonhava em dançar (Moonlight Serenade) Glenn Miller

E todo seu decote esparramou no thinner!

Guardava na barriga, infeliz criança!

(Nov: 19, 1999)

 Michael Jackson, Thriller: 

 

Glenn Miller, Moonlight Serenade:

  

Girassóis

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 9 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(à nandajimenez) 

 

Velhos bordados de sóis,
numa toalha sem par,
queria ser girassóis,
Corpo Dourado de mar!

As ondas querem dizer
pra de manhã namorar…
como como posso viver,
Corpo Dourado sem par?

Ventos tentam sozinhos,
as brisas acompanhar…
eu quero tanto um carinho,
Corpo Dourado amar!

Se hoje falo de mares,
porque estive por lá…
já tive tantos amores…
Corpo Dourado, vem cá!

Tu és tão linda sereia,
eu já não sei navegar…
eu fis castelos de areia,
Corpo Dourado morar!

Tenho surpresas prati
de como eu posso te amar,
não quero nunca partir,
Corpo Dourado casar!

Corpo Dourado, molhado!
Corpo Dourado de mar!
Corpo Dourado, malhado!
Corpo Dourado de amar!

(Jan: 09, 2008)

Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) IX

Posted in Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia on 8 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

IX – AS PROMESSAS

I
Vocifera meu âmago contra tudo
Contra a bestial mecanização do mundo!
Vences-me com uma força dionisíaca,
capaz de me afastar da monotonia apolínea
instaurada na Europa.
Depois me dissestes que prenderias

o abominável espírito do ciúme…
Me torno tédio entediado de mim mesmo…
Os dias distantes embruteceram meu coração
Me perdi no essencialismo

de cultura superior que está em ti!
Fico perdido!
Tua figura me conduz a estoicismo grego
De paixão e dor,
que justifica as ações dos homens
de acordo com a tua virtude.

II
Vejo-te todo em crepúsculos,
Analisando-te como conseguistes

penetrar no coração

dos nobres amantes…
Combatias instintivamente para me conquistar,
Entre os gregos e os romanos,
Um sonho erótico,
Para mim, um conquistar de menestrel…
Sobressaio aos gládios,
Afastei-me da luz da razão,
E fui de encontro as tiranias…
Tua sombra gentil
E a minha,
Afastaram-se para nos interpretar
Como notícias alvissareiras…

III
Condeno tua ausência,
Condeno tuas tristezas,
Condeno nossos emudeceres,
Condeno a falta de risos,
Condeno olhares ao léu,
Condeno olhares marejados,
Condeno a falta de vinho,
Condeno minhas ausências,
Condeno minhas tristezas,
Condeno minhas tiranias
Condeno-me por te magoar assim,
Condeno-me, por não honrar minhas promessas…
Condeno os condenados como eu,
A amar para sempre!

(Jun: 12, 2001)