CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (08)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta VIII: Ao reflexo dos teus olhos em minha memória

By Dall-E 3

Minha amada,

Hoje, enquanto observava as águas calmas ao cair da tarde, vi refletido nelas o brilho dos teus olhos. Ainda que fosse uma ilusão criada pela saudade, meu coração se aqueceu, pois não há visão mais doce do que a tua. O mar, sempre tão vasto e indecifrável, tornou-se menor diante do abismo da distância que nos separa.

Recordo-me dos dias em que tua presença era minha única necessidade. Agora, no silêncio destas jornadas, percebo que tua ausência se tornou meu maior companheiro. Cada memória de ti é uma onda que me atinge, trazendo ora conforto, ora dor, mas sempre lembrando-me do amor que nos une.

Espero que, ao receber estas palavras, sintas o mesmo calor que sinto ao escrevê-las. Pois, minha querida, se não posso estar ao teu lado, deixo que estas cartas sejam o abraço que meus braços não podem oferecer.

O horizonte, por mais distante que pareça, é a linha que nos promete reencontro. E eu, tua eterna âncora, aguardarei o dia em que possamos lançar fora todas as correntes que nos prendem a este intervalo de saudades.

Teu, em pensamento e coração,
Aquele que vê o infinito em ti

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (07)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta VII: À promessa de um reencontro que nunca se desfaz

By Dall-E 3

Minha doce amada,

Enquanto o sol descia no horizonte, tingindo o céu com cores que não consigo descrever, pensei em ti. Era como se o mundo, em toda a sua beleza, quisesse consolar-me pela tua ausência, mas nenhuma paisagem, por mais grandiosa que seja, pode preencher o vazio que sinto sem ti.

Cada dia que passa é mais um passo rumo ao nosso reencontro. Não sei quanto tempo mais esta viagem durará, mas mantenho viva a certeza de que um dia meus olhos voltarão a encontrar os teus. Essa promessa é a âncora que me mantém firme em meio às tormentas e a luz que guia meu caminho na escuridão.

Sonho com o momento em que, ao descer do navio, verei-te entre a multidão. Imagino teu sorriso tímido e tuas mãos inquietas, tentando conter a emoção. Quero correr até ti, segurar-te nos braços e dizer tudo o que estas cartas não conseguem traduzir: que és o motivo de cada decisão, de cada sacrifício, de cada esperança que guardo.

Até lá, continuo a escrever, pois as palavras são a única ponte que tenho para alcançar-te. Que elas cheguem até ti como um sussurro carregado pelo vento, e que saibas que, mesmo distante, estou contigo em pensamento e coração.

Teu para sempre,
Aquele que vive pela promessa do teu amor

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (06)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta VI: Ao eco do teu nome no mar infinito

By Dall-E 3

Minha amada,

Hoje, quando o vento soprou com mais força, chamou-me pelo teu nome. Era como se o mar, cúmplice de minha saudade, quisesse trazer-me de volta a ti com cada murmúrio das ondas. Fechei os olhos e, por um instante, senti tua voz acariciar minha alma, doce e terna, como o som que sempre me conforta.

Navegar por essas águas é um desafio, mas maior é a dor de estar longe do teu abraço. Pergunto-me quantas noites ainda terei de suportar sem sentir o calor da tua presença ao meu lado. A cada porto que tocamos, meu olhar busca o impossível: tua silhueta entre estranhos, teu sorriso entre rostos desconhecidos.

Lembro-me dos dias em que caminhávamos juntos, lado a lado, e como eu sentia que nada poderia nos separar. Agora, o oceano é a barreira que nos afasta, mas também é a promessa de que um dia nos unirá novamente. Por isso, eu o respeito e o temo na mesma medida.

Envio-te, nesta carta, todo o amor que meu coração pode conter, na esperança de que o sintas onde quer que estejas. A distância não pode apagar o que somos; ela apenas adia o inevitável reencontro.

Com o coração repleto de saudades,
Aquele que te encontra em cada onda

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (05)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta V: À espera que se faz infinita

By Dall-E 3

Minha amada,

Os dias se arrastam como marinheiros fatigados pelo peso da jornada. O tempo, que deveria ser nosso aliado, tornou-se um inimigo impiedoso, prolongando cada instante longe de ti como uma eternidade insuportável. No silêncio das madrugadas, pergunto-me se sentes a mesma ausência que me consome, se tua alma também clama pela minha com a mesma intensidade.

Hoje, enquanto as ondas beijavam a quilha do navio, senti uma angústia que não consigo descrever. Pensei em ti, como sempre faço, mas desta vez, uma dúvida cruel sussurrou em meu ouvido: “E se ela já não me espera?” Essa ideia, ainda que breve, feriu-me mais profundamente do que qualquer tempestade que já enfrentei.

Mas não posso, não devo, duvidar do amor que construímos. Ele é forte como as rochas que desafiam as marés e verdadeiro como o céu que nos cobre, mesmo que agora estejamos sob horizontes diferentes.

Peço-te, minha querida, que aguardes por mim. Que tenhas fé em que os ventos, tão caprichosos, nos trarão de volta ao mesmo porto. Prometo que, ao regressar, farei valer cada instante perdido. Cada abraço, cada palavra não dita, cada lágrima derramada pela saudade será compensada com a intensidade de quem ama além do que pode suportar.

Sou teu, sempre fui e sempre serei.

Com amor e esperança,
Aquele que espera por ti no fim de todos os mares

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (04)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta IV: À lembrança do calor dos teus lábios

by Dall-E 3

Minha adorada,

Nesta noite, o mar dança inquieto sob a luz pálida da lua, mas nem mesmo a beleza deste cenário acalma a tormenta que há dentro de mim. Lembro-me, como se fosse ontem, do momento em que nossos lábios se tocaram pela última vez. O calor daquele instante ainda queima em meu peito, aquecendo-me nas noites frias e solitárias desta viagem.

Quantas palavras ficaram presas em minha garganta no dia da partida? Quantos adeuses silenciosos entoaram em meu coração enquanto o navio se afastava e teu rosto desaparecia no horizonte? Hoje, escrevo-te com a alma repleta de arrependimento por não ter dito o quanto te amo com mais força, com mais clareza, com mais desespero.

Cada linha que te envio é como um grito abafado que atravessa os mares, na esperança de que chegue até ti. Quisera eu que estas palavras fossem capazes de atravessar as águas, os ventos, e pousar em teu peito como um pássaro ferido buscando repouso.

Anseio pelo dia em que poderei tocar teu rosto novamente, sentir o perfume dos teus cabelos, perder-me no brilho inigualável dos teus olhos. Até lá, vivo preso à memória do que somos, sustentando-me com a promessa de que o futuro nos reservará novos momentos para escrevermos juntos.

Tua ausência é o meu fardo, mas teu amor é a minha força.

Eternamente teu,
Aquele que vive em teus beijos passados

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)