CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (03)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta III: Ao porto seguro do teu abraço

By Dall-E 3

Minha adorada,

Hoje, as velas do navio foram arriadas, e ancoramos em uma terra distante. Contudo, mesmo em meio às novidades e às cores vibrantes deste lugar, meu coração não encontrou repouso. Cada rosto que vejo, cada som que ouço, parecem ecoar apenas o teu nome, e cada passo que dou me afasta ainda mais do lar que é teu abraço.

Nas noites silenciosas, quando o murmúrio das ondas embala os sonhos de todos a bordo, encontro-me acordado, fitando o vazio, buscando o alívio que só o teu sorriso pode trazer. Ah, minha amada, como é possível que algo tão etéreo quanto a saudade pese mais que os baús de tesouros que aqui descobrimos?

Quisera eu que tu pudesses sentir o calor que ainda reside nas cartas que te escrevo. São pedaços de mim, enviados com a esperança de que, ao tocá-las, sintas minha presença, mesmo que por um breve instante.

Prometo-te que, assim que o horizonte nos unir novamente, cairei aos teus pés como um náufrago que reencontra a terra firme. Meus braços envolverão teu corpo com a força de quem teme que o sonho possa desvanecer, e meus lábios sussurrarão ao teu ouvido todas as palavras que estas cartas não conseguem conter.

Até lá, serei o eterno marinheiro perdido na vastidão, mas guiado pelo farol do teu amor.

Teu, sempre teu,
Aquele que vive por ti, ainda que distante

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (02)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta II: À saudade que corta mais que as ondas

By Dall-E 3

Minha amada,

Hoje, ao contemplar o céu sobre este mar infinito, percebi que as estrelas que outrora julgava brilhantes são pálidas em comparação ao fulgor dos teus olhos. Cada noite, quando a solidão se faz mais intensa, recorro à lembrança do teu olhar para não sucumbir ao vazio que a distância nos impõe.

As águas têm sido cruéis, assim como o tempo que insiste em nos apartar. As noites são longas, e os dias, por mais que o sol se erga, são sombrios sem a tua presença. A saudade é uma faca de lâmina fina que corta o peito lentamente, sem piedade, sem pressa.

Não sei o que mais temo: as tormentas que rugem ao longe ou a possibilidade de que, ao regressar, os teus braços já não me esperem com o mesmo fervor. Mas digo-te, minha querida, que o amor que levo no peito é como âncora que me sustenta, e tua imagem, como vela que me impulsiona.

Quando fecho os olhos, vejo-te debruçada à janela, olhando o horizonte com a mesma melancolia que me envolve agora. Sonho com o momento em que essas águas que nos separam se tornem meros reflexos do passado e eu possa sentir teu calor novamente.

Tua ausência é meu tormento, mas tua memória é meu consolo.

Sempre teu,
Aquele que sonha contigo em cada onda

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (01)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta I: Ao horizonte que guarda teu olhar

By Dall-E 3

Minha querida,

Escrevo-te com o peito cheio de saudades e as mãos que vacilam entre o peso da distância e a ânsia de voltar ao calor dos teus abraços. O mar, com sua vastidão implacável, separa-nos, e cada onda que se ergue diante de mim carrega o lamento de um amante que clama pelo teu nome ao vento.

Navego por águas desconhecidas, mas a maior incógnita que enfrento é como viver longe de ti. És a estrela que guia meu caminho e o farol que ilumina minhas noites. Ainda que os mapas me conduzam a terras inexploradas, nenhum tesouro se iguala ao brilho do teu sorriso ou à maciez do teu toque.

Lembro-me do dia em que partimos, quando tua mão hesitou em me soltar, e teus olhos, marejados, disseram o que teus lábios silenciaram. Trago comigo a imagem daquele instante, como se fosse uma pintura guardada no relicário do meu peito. Não há força que apague as memórias de nós dois, ainda que o tempo e a distância conspirem contra o que temos.

Suplico — não aos deuses, mas às estrelas — para que guardem nossos caminhos até o momento do reencontro. Quando este dia chegar, prometo que meus braços serão o abrigo que tanto desejas, e minhas palavras, a melodia que há muito ansias ouvir.

Até lá, vivo no desespero doce de quem ama e na esperança de quem acredita que os ventos sempre trazem o navio de volta ao porto.

Teu, eternamente,
Aquele que navega por amor

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

SOB O TEU OLHAR MEDITERRÂNEO POUSEI MINH’ALMA DE ÍCARO – 12/12

Posted in Sem categoria on 11 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Soneto Imperfeito nr 12. Pelo Calor de Teus Beijos Minhas Asas Gotejaram na Aurora do Amor

by Dall-E 3

Banhados na aurora de teu semblante,
Elevamos a prece de graça e fervor;
Qual Ícaro, erguemo-nos, em voo radiante,
Tocados por raios de límpido ardor.

Vemos o sol a nascer em tua face,
Promessa de vida que brota em fulgor;
E a alma, sedenta, sem medo, renasce,
Sentindo nos lábios o néctar do amor.

Cada alvorada se faz renitente,
Buscando em tuas íris o lume total;
E o coração, como estrela nascente,
Cintila em concórdia num manto ideal.

Mediterrâneo olhar, eis nosso clarão,
Firmando no voo a perpétua união.

(Betto Gasparetto – xii/xviii)

SOB O TEU OLHAR MEDITERRÂNEO POUSEI MINH’ALMA DE ÍCARO – 11/12

Posted in Sem categoria on 11 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Soneto Imperfeito nr 11. Meus Sentimentos Alados Pousaram no Entardecer dos Desejos

by Dall-E 3

No entardecer ardente, teus olhos cantam,
Luzes de um poente que enleia o querer;
Qual Ícaro, braços ao céu se levantam,
Sedentos de aurora no mesmo alvorecer.

As cores que vibram no véu do poente
Tecem segredos de amor e paixão;
Teu olhar desperta a seiva latente,
Que exulta no peito em suave canção.

No entrelaçar das sombras com a luz,
Renascem sorrisos de íntima chama;
E no teu fulgor que o dia seduz,
Descobrimos o encanto que tudo inflama.

Mediterrâneo olhar, no ocaso a brilhar,
Concede ao desejo um novo despertar.

(Betto Gasparetto – xii/xviii)