EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

Posted in Sem categoria on 11 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Parte I: Mares, Naufrágios Iniciais

Foto por Ray Bilcliff em Pexels.com

I

Mares, Oh, em tantos mares, naveguei e naufraguei nas ondas turbulentas do destino, buscando, em delírios profundos, o farol de teu corpo seguro.

Ares que me beijam a pele.

Reparei com todas as forças. Mesmo que o oceano, testemunha silenciosa dos meus tormentos, refletia a complexidade dos meus anseios, enquanto as estrelas, como cúmplices cósmicos, traçavam mapas incertos nos céus, não desistir em te buscar…

Incertos mares?

II

Numa noite onde o oceano se estendia como um manto negro, comecei meus naufrágios iniciais. As águas, agitadas pela incerteza, refletiam as sombras dos meus anseios. O céu, coberto por nuvens traiçoeiras, sussurrava segredos inaudíveis enquanto eu me aventurava pelas ondas desconhecidas em busca do teu corpo seguro.

III

Os ventos, como testemunhas silenciosas da minha jornada, carregavam consigo o eco de promessas não ditas. As estrelas, pontilhando o firmamento com sua luz distante, eram faróis que me guiavam através do labirinto tumultuado do mar, onde a esperança e o medo dançavam uma dança eterna.

IV

Entre as cristas das ondas, buscava as pistas deixadas pelo destino. A cada naufrágio, as marés arrastavam consigo fragmentos dos meus sonhos desfeitos, como destroços de um navio que já não suportava o peso da tempestade interior. A busca pelo teu corpo seguro era, naquelas águas revoltas, uma odisseia de emoções entrelaçadas.

V

As estrelas, como olhos cintilantes no rosto da noite, observavam meus passos incertos sobre as águas inexploradas. Sob o véu do desconhecido, eu persistia, ansioso por desvendar os mistérios que envolviam o teu ser. Cada estrela parecia sussurrar promessas, como se a resposta para a minha busca estivesse escrita nas constelações celestiais.

VI

À deriva, permiti-me ser guiado pela sinfonia do oceano, pelos acordes melancólicos das suas canções que embalavam os suspiros da minha alma errante. Os recifes, como sentinelas submersas, guardavam segredos que apenas o tempo revelaria, e eu avançava, mergulhando cada vez mais fundo nas águas do mistério.

VII

Nesse labirinto de emoções, encontrei-me perdido entre a fascinação e a apreensão. Cada onda era um capítulo não escrito, uma página em branco aguardando a tinta da descoberta. Em meio às águas revoltas, busquei as marcas do teu corpo seguro, como um tesouro escondido nas profundezas do oceano da existência.

VIII

Ao longo das noites, sob a luz pálida da lua, os sentimentos fluíam como correntezas, levando-me para longe da costa segura da razão. As estrelas, agora confidentes do meu desatino, pareciam sorrir com benevolência, como se compreendessem a busca desesperada por um porto seguro no horizonte distante.

IX

E assim, nos primeiros naufrágios, a semente da paixão e da incerteza germinou. Cada onda quebrada era um suspiro da minha alma em busca do teu corpo seguro. Neste início turbulento, eu me lançava ao mar, entregando-me à tempestade do amor que se desenhava no horizonte, sabendo que cada naufrágio era apenas o prelúdio de uma história ainda por se desdobrar.

(Betto Gasparetto – v-x)

À MARGEM DO TALVEZ INESPERADO, GANHASTES MEU CORAÇÃO NA TRAVESSIA!

Posted in Sem categoria on 9 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Uma história em 12 capítulos)

(Betto Gasparetto – i-xii)

Capítulo XII: A Construção do Amor Perfeito

Foto por Jasmin Wedding Photography em Pexels.com

E assim, à margem do talvez inesperado, na travessia do destino, encontramos a plenitude. Nossos corações, outrora perdidos na incerteza, agora se entrelaçam como um conto de amor eterno, escrito nas páginas douradas da história renascentista.

Caminhamos juntos pelos dias ensolarados e pelas noites estreladas, compartilhando sorrisos, lágrimas, sonhos e realidades. Cada passo é uma jornada conjunta, onde o apoio mútuo fortalece nossa conexão e a compreensão se aprofunda como as raízes de uma árvore antiga.

Os anos se desenrolam como um pergaminho, mas nosso amor permanece imutável, resistindo ao teste do tempo. Somos testemunhas de uma história de amor que se renova a cada amanhecer, como a luz do sol que acaricia a terra ao nascer do dia.

E assim, seguimos adiante, entrelaçados pela força indomável do amor, enfrentando os desafios como parceiros inseparáveis, escrevendo nossa própria saga nas páginas do eterno caminho que percorremos lado a lado.

(Betto Gasparetto – i-xii)

À MARGEM DO TALVEZ INESPERADO, GANHASTES MEU CORAÇÃO NA TRAVESSIA!

Posted in Sem categoria on 9 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Uma história em 12 capítulos)

(Betto Gasparetto – i-xii)

Capítulo XI: O Bosque dos Segredos

Foto por jasmin chew em Pexels.com

Nos monumentos centenários, diante dos degraus adornados, unimos nossos destinos perante os olhos de Deus e dos transeuntes que por ali passavam. Ali, sob o beijo divino, tornamo-nos um só ser, entrelaçando nossas almas para toda eternidade.

O som suave do canto dos pássaros ecoava pelos corredores da pequena cidade, enquanto nossos passos lentos conduziam-nos ao bosque dos segredos. Os olhares ternos eram votos silenciosos, promessas mútuas de companheirismo, respeito e amor, traçadas nos olhos cúmplices um do outro.

Diante do silencio, proferimos juramentos solenes, selando nossa união com alianças que brilhavam como símbolos de uma ligação indissolúvel. As palavras de compromisso eram como melodias antigas, ressoando pelas catedrais góticas e ecoando no coração de cada presente.

A emoção, repleta de solenidade e beleza, testemunhava a consagração do nosso amor diante da espera. Sob a cúpula abobadada, juramos ser um para o outro, atravessando os altos e baixos da vida lado a lado, como um só coração batendo em uníssono.

E naquele momento sublime, o universo inteiro parecia curvar-se diante da grandiosidade de nossa união, como se as estrelas e os elementos da natureza saudassem a aliança eterna que havíamos celebrado.

(Betto Gasparetto – i-xii)

À MARGEM DO TALVEZ INESPERADO, GANHASTES MEU CORAÇÃO NA TRAVESSIA!

Posted in Sem categoria on 9 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Uma história em 12 capítulos)

(Betto Gasparetto – i-xii)

Capítulo X: Beijos Roubados

Foto por Mateus Souza em Pexels.com

Após longos meses de espera, o reencontro ocorreu. Na margem do rio Arno, abraçamo-nos como almas famintas, selando com beijos roubados o retorno da nossa sinfonia romântica.

O reflexo do sol dançava nas águas serenas do Arno enquanto nossos olhos se encontravam novamente. O coração acelerado era a trilha sonora que ecoava em nossa reunião tão ansiada. Cada instante era precioso, cada abraço e carícia eram testemunhos de um amor que sobreviveu à distância.

Os dias de espera pareciam desvanecer num piscar de olhos, submersos na alegria de nos termos novamente próximos. Cada palavra, cada olhar, cada gesto, eram como capítulos de um romance que se reescrevia na margem do rio, marcando o início de um novo capítulo repleto de esperança e renovação.

Naquele momento, tudo parecia ter encontrado seu lugar certo no universo. O amor transbordava em cada sorriso compartilhado, reafirmando que, mesmo distantes, nossos corações permaneceram entrelaçados, prontos para retomar a jornada onde a saudade havia deixado um hiato.

(Betto Gasparetto – i-xii)

À MARGEM DO TALVEZ INESPERADO, GANHASTES MEU CORAÇÃO NA TRAVESSIA!

Posted in Sem categoria on 9 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Uma história em 12 capítulos)

(Betto Gasparetto – i-xii)

Capítulo IX: Palavras Compartilhadas

Foto por Mikael Blomkvist em Pexels.com

Distância imposta pela vida nos lançou ao abismo da saudade. Cartas escritas com tinta carmesim eram nossas âncoras, mantendo viva a chama do amor em meio à separação.

As estradas que nos separavam tornaram-se testemunhas de nossos suspiros, enquanto nossas palavras ganhavam vida nas cartas que cruzavam o espaço entre nossos corações. Cada frase era um sopro de esperança, um abraço escrito que buscava diminuir a distância física que nos mantinha apartados.

A saudade tornou-se uma companheira constante, mas as palavras compartilhadas eram nosso elo inquebrável. Mesmo separados pelo tempo e pela geografia, nosso amor permanecia imaculado, resistindo às adversidades como um farol que brilha mesmo na escuridão mais densa.

Cada carta recebida era um vislumbre de luz, trazendo consigo lembranças e promessas de reencontros futuros. A distância física não enfraqueceu nosso laço; ao contrário, tornou-o mais resistente, transformando a espera em uma jornada de amor e perseverança.

(Betto Gasparetto – i-xii)