QUANDO A CHUVA MOLHOU NOSSOS BEIJOS

Posted in Sem categoria on 25 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Parte III: O Eco do Amor Se Imortaliza em Nós

Foto por Olga Shenderova em Pexels.com

Oh meu amor, ainda que distante, sinto teu perfume aspergindo em mim saudades. O céu está descortinando o nublado e gradativamente surgem os raios de sol, inebriando nossa visão com um céu pintado com os matizes da esperança, e vamos compreendendo que nossa caminhada juntos se torna um ciclo prazerosamente interminável. A chuva que molhara nossos beijos tatuou uma marca indelével em nossos desejos permitindo que em nós as bordas do quadro da lembrança fossem alguns capítulos da história construídas nos recantos mais profundos do tempo.

O sol, sempre como mensageiro do renascer, delineava em nossos rostos como um beijo que seria o vício do querer mais, removendo as últimas gotas que nos fizeram prisioneiros da tempestade. A natureza, em sua sabedoria de indescritível forma eternal, sinaliza que o amor genuíno é capaz de criar armaduras de resistência às tormentas mais intensas que o mundo tem, e se elevar radiante na luz que se segue como intocáveis.

Nossos passos nas pedras britas, de um pátio do passado, foram silenciosas ao nos respeitar enquanto amantes de amor compartilhado, desenhavam linhas invisíveis no caminho até chegar aos portões fechados. Queríamos que o tempo parasse, se eternizasse para que pudéssemos conjugar infinitos versos, e brincando com nossos olhares, pudéssemos criar códigos secretos que somente nós teríamos a competência de entende-los e torna-los parte fundamental de nosso script.

Cada sorriso trocado, cada passar de língua nos lábios na ânsia de umedecer as palavras e num grito incontrolável dizer EU TE AMO em todos os dialetos e idiomas existentes no planeta dos mortais. Era sim, um juramento silencioso de cumplicidade, e cada olhar espelhava a busca de compreender mais profundamente, mais intimamente o outro, era compreender de que éramos arquitetos de nossa identidade inabalável.

E agora meu amor? Somos capazes de ouvir a melodia silenciosa do amor imortal que ressoa em nós, em cada batida de coração, ultrapassando todas asa barreiras, as fronteiras do tempo que é finito.

Ah chuva, que testemunhou tantas vezes o renascer do nosso encontro, tornou-se parte integrante do cenário da nossa história. Não foi apenas um capítulo, mas tantos outros que estão no prelo do coração. Um poema talvez não possa contemplar tudo aquilo que contemplamos em nossa finitude… possivelmente possa eternizar nossos escritos, nossos esboços, nossos bilhetes, para que continue a ser recitado por um menestrel ou quem sabe um Dama que se viu atraída pelo Tempo nas noites mais silenciosas em seu leito.

E assim, os dias e as noites comungam cada qual seu objetivo, iluminar e guiar aqueles caminhantes que tem na fé que carregam, o poder do amor eterno… nossos passos compartilham esta caminhada, com o pulsar do universal do desejo infinito de amar e ser amado. Pois, quando a chuva molhou nossos beijos, nasceu ali o início de um AMOR com toda sua realeza. Em cada gota que caiu em nossos corpos, foram firmadas promessa de um amor que desafiaria as estações, buscando a permanência de sermos únicos como uma chama imortal que nunca se apaga. Meu amor, que essa história, que foi bordada, costurada, pintada, dançada na chuva e selada pelo sol, se torne uma inspiração irrefutável para todos os amantes, um ato testemunhal de que, mesmo nas complexidades que simples mortais carregam, o amor possa florescer e perdurar, assim como estamos vivendo hoje e sempre.

(Betto Gasparetto)

QUANDO A CHUVA MOLHOU NOSSOS BEIJOS

Posted in Sem categoria on 25 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Parte II: A Dança das Chuvas

Foto por Pixabay em Pexels.com

Visualizamos no horizonte a formação de nuvens cada vez mais espessas… a chuva começou sorrateiramente a cair, ela trouxe em sua bagagem a promessa de renascer. Tinha como os nossos lábios, que aguardavam pela doçura do contato, foram repentinamente selados pela chuva assim como lacramos uma carta com um selo. Cada gotícula que aspergia em nossas peles era um tatuar sentimental do amor que nascia, era um caractere liquido especial que escorria por entre nossos corpos umedecidos de quereres.

Ah chuva que nos traz o alívio de estar em perfeita harmonia com a natureza, era uma realização do mais puro amor a nosso favor. Seus pingos descortinados eram como pérolas delicadamente lapidadas e líquidas que pousavam na galeria da nossa história, enquanto os trovões rugiam delineava-se uma canção que se desenhava. A plenitude do amar não se importou com o véu da tempestade, éramos parte resistente de uma dança que se eternizava, onde a água simbolizava uma benção aos nossos beijos como um agradecimento divino.

Nossos frágeis e sensíveis corações, agora bailam nas partituras da chuva, redesenhando um momento íntimo e que pulsa no universo do teu corpo. Ah água que nos envolve, sabemos, pois, que não era apenas líquida; era um conjunto de quereres que lavava as inseguranças, os medos, os porquês… era um renascer das águas simbólico que nos purificava para a caminhada que se arquitetava. Em cada gota, nossa caminhada, juntos, nos acobertando do frio, dos ventos, sentíamos o pulsar da natureza vibrar em nossos corpos com a intensidade cada vez mais forte do nosso amor.

Dançamos sem perceber o cansaço.

Dançamos sem questionarmos os porquês…

Dançamos como flutuam as memórias dos momentos extasiantes do querer…

       Dançamos como protagonistas de uma história que como escribas           registramos nos pergaminhos da vitória…

         Dançamos como pincéis que se contornam criando uma pintura         em movimento de prazeres…

Ah chuva, que testemunhou tantas e tantas vezes nossos silêncios, abençoe sempre nosso enlace como se fosse blindando no legítimo amor que se fortalece cada vez mais. Sob aqueles olhares censores, tóxicos e repletos de futilidades, éramos, somos e sempre seremos amantes intrépidos, que desafiam as intempéries das críticas para com celebrações possamos ter a força da natureza do nosso lado e a força indestrutível ainda maior que é a construção do nosso amor.

Portanto, meu amor, não será a distância que irá desmoronar as muralhas que protegem nosso enaltecido amor. Momentos efêmeros existem para aqueles que vivem na incerteza de ser amor e de ter amor. Hoje compreendemos que através dos nossos olhares e lábios silenciosos, firmamos acordos com muitas cláusulas pétreas, onde nunca ninguém poderá mudar nossa forma de ser e sentir, nossa conexão tem vínculos secretos, nosso poder de amar, nossos direitos de amar e ser amados…

Inevitavelmente estamos imersos no EU TE AMO que vai muito além da compreensão humana. Sabe porquê? Anseio por uma resposta vindo de sua voz, pois assim terei absoluta certeza de que o verbo FICAR pode construir muito mais do que construímos até agora!

(Betto Gasparetto)

PRESSENTIMENTOS DE UM AMARGO ADEUS

Posted in Sem categoria on 23 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Foto por Nazila Azimzada em Pexels.com

Num canto silencioso do coração, sinto a dança sutil dos pressentimentos, como folhas de outono sendo levadas pelo vento da incerteza. O eco dos passos que se aproximam ressoa na alma, anunciando um adeus iminente. É como se as sombras se alongassem, tingindo os dias de uma tonalidade mais melancólica, antecipando a despedida que paira no ar.

Os olhos, outrora repletos de promessas e risos compartilhados, agora refletem a sombra de um futuro que se desenha diferente. Cada olhar trocado parece carregar o peso de palavras não ditas, de sentimentos que se escondem nos interstícios do silêncio. O coração, antes batendo em compasso harmonioso, agora parece murchar sob o peso da inevitabilidade.

As palavras se perdem nas entrelinhas, como se o universo conspirasse para embaçar a clareza das despedidas. Há um nó na garganta que sufoca a voz, tornando as despedidas ainda mais difíceis. É como se o tempo, que um dia foi aliado, agora se tornasse um adversário implacável, avançando inexoravelmente em direção a um ponto de separação.

No entanto, mesmo nos pressentimentos de um adeus, há uma beleza triste, uma poesia na melancolia que permeia esse capítulo final. É como se cada suspiro contivesse a história de momentos compartilhados, um elo invisível entre passado e futuro. No crepúsculo da despedida, surgem memórias que se agarram à pele, como tatuagens emocionais, eternizando o que foi vivido.

E assim, nos pressentimentos de um adeus, encontramos a coragem para abraçar o inevitável. Como pétalas de uma flor que se soltam ao vento, deixamos partir o que já não pode ser retido. Na dança delicada entre o adeus e a esperança, descobrimos que, mesmo nas despedidas, há a promessa de um novo começo, uma página em branco aguardando para ser preenchida pela história que está prestes a se desdobrar.

(Betto Gasparetto)

QUANDO A CHUVA MOLHOU NOSSOS BEIJOS

Posted in Sem categoria on 23 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

I – Os Prelúdios do Encontro

As exclamações da existência, quando as imagens no espelho dançam ao adágio suave dos suspiros, encontramo-nos no ponto crucial dos nossos olhares. A impressão que se dava era como se nós tivéssemos o poder de navegar pelo universo, em sua infinita sabedoria estrategicamente formada, e que pudéssemos tecer nossos fios emocionais para absorver a plenitude do amor. E assim, os nossos olhares tiveram o ímpeto de se cruzarem imantados de desejo e som, atraídos pelo poder soberano do querer, indicando a introdução de um capítulo que se transformava em algo absoluto.

As ações possessivas foram necessárias para dar início ao diálogo romanesco dos corações. O silêncio que entre nós sublimava, era uma tatuagem natural, uma forma orquestrada de sentimentos que trazia efeitos nos cantos escondidos de nossas almas. O nosso encontro sempre foi uma dança, uma coreografia criada espontaneamente pelos nossos passos nas areias do tempo. A cada passo, sentíamos percorrer em nós o vislumbre de olhares pintados de euforia e sonhos e anseios de poder conjugar o verbo ficar.

Assim pelos pergaminhos quais escribas registramos nossas histórias, experimentamos o entrelaçar de memórias e saudades num fio condutor de poder retornar aos paços do amor inquestionável. A magnitude dos queres estão talhadas nos detalhes, nos gestos suntuosos do abraçar, que revelavam uma profunda e icônica maneira de amar o distante, de entender o silêncio das palavras. O universo do teu corpo, oh amada, salpicada de momentos, transformou a vida de um nômade, num grão-vizir que tatuou no coração mortal marcas indeléveis de uma jornada única.

Nem mesmo as areias quais pisei, nem mesmo as incontáveis estrelas quais admirei, pode transcrever aos ventos a terna compreensão que o amor produz. O amor não é apenas um acaso, mas uma composição artística, cuidadosamente pintada pelos pincéis invisíveis do grande mestre. Registre-se, porém, que o pertencimento nos trouxe o completo, deixando-nos ansiosos atentos aos avisos que nossos encontros ainda estão por desdobrar, onde a chuva, oh sábia e encantadora chuva, aquela que molhou nossos beijos, seria a musa das musas que construiria uma história que iria ultrapassar as fronteiras do efêmero.

(Betto Gasparetto)

A CUMPLICIDADE SE ESCREVE COM BRISA (Monólogo de uma Carta dos Quereres)

Posted in Sem categoria on 20 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

 

Foto por Kristin Vogt em Pexels.com

Venha minha brisa morder meus lábios como quem quer dominar os meus desejos…

Quero deitar em teu colo e repousar os meus suspiros em tua pele felina…

Quando beijo teus lábios, quero acreditar que o tempo para por alguns segundos…

Não quero te ver entristecida por coisas bobas, ou ciúmes sem motivos…

*

Quero sim, me envolver em tua geografia de mulher e poder descobrir um porto seguro para me aportar como refúgio verdadeiro…

Não temas oh minha amada brisa, quando ao abraçar tua cintura e sentir teus seios me cobrindo o peito, naquele momento por uma fração de segundos possamos levitar por sobre os mares dos desejos…

Quando suspirares em meu ouvido EU TE AMO E QUERO CONTINUAR DANÇANDO SOBRE TEU COLO, aí o mundo desaba em suores…

*

Como poderei enxugar teu corpo se em nossos lábios o mel escorre em tua geografia?

Quando poderemos atingir o êxtase se tua dança, teu ventre, teus seios,

Teus receios e tua boca me devoram sem cessar?

Me responda oh brisa minha…

Quero ouvir tua voz como resposta…

*

Até breve suave brisa…

(Betto Gasparetto