DANÇA DE OLHARES ENTRE O TEMPO E A BRISA (o lado oculto da História)

Posted in Sem categoria on 5 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

FORTALEZA
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Os amores do Tempo com a Princesa Brisa vão tecendo um cenário poético e repleto de segredos pelas escadarias dos céus…
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VERDADES
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Às espreitas, um beijo platônico parece romper as muralhas do medo e do temor. Por serem habilidosos inventores de pátios e portões, Tempo viveu uma história que misturou um grande e sublime amor, tendo como escudo a ousadia dos perplexos olhares dos muitos censores, que envenenavam com comentários invejosos o poder inevitável do singelo amor
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UNIVERSOS
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Em seus corações, aninhavam-se desejos incandescentes contidos num chocolate que convidava a alçar voos jamais imaginados, pelos leitos suados e bravios da paixão…
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FELICIDADES
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Assim sendo, o mais perfeito e inimaginável dos amores de Tempo e a bela Brisa selaram num romântico apreço, o furto de um beijo molhado de hortelã, com abraços esculpidos em suas peles de êxtase e delírios…
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Sim suas paixões brindavam pelas cortinas secretas, o suor que a liberdade trazia e pela possibilidade de voar em outros céus, em outros corredores, em outros pátios, personificadas nas asas de poderem ser livres…
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BENEVOLÊNCIA
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Oh liberdade, porque te fizeram prisioneira dos sentidos óbvios?
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Por que te tratam como objeto de seu anseio mais profundo, se os céus não foram esquartejados?
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NATUREZA
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Onde estão os pensamentos livres que transcendiam as fronteiras terrenas e lhes conferiam a sensação de eternizar a juventude?
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PERDÃO
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Entretanto, o amor entre o Tempo e a bela Brisa, desmedido pelo voo, elevou-os a se amarem pelas redes…
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JURAS
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Envolto na emoção avassaladora que tão arquitetada são as palavras e gestos da bela Brisa, eles desafiaram as tempestades e as advertências dos néscios iconoclastas do magistério profano, por querem brindar com taças de cicuta e mel o distanciamento…
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TRATADOS
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Quem pode negar que os amores do Tempo nunca existiram?
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BENDITOS
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Quem pode cegar os olhares apaixonados da bela Brisa?
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ESPERAS
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Quem nunca sentiu um vazio ao ver sua metade distante?
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PRIVILÉGIOS
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Oh liberdade, pouse rapidamente nos pátios secretos do coração, e com sua força, abra os portões de ferro que separam o “até quando?”…
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SENTIMENTOS
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Que este amor, mesclado com os tempos medievais, e iluminado com a busca renascentista do “ser ou não ser”, possa ensinar ao mundo a importância de um amor equilibrado, que respeite os limites de cada um, e que saiba se elevar com postura empática, sem sucumbir, sem arquear com flechas na intenção de ferir aos anseios desmedidos.
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BEM-ME-QUER
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Entre os campos floridos, Brisa se encantava com o jogo inocente do “bem-me-quer”.
Ela soprava delicadamente as pétalas, sussurrando seu desejo íntimo a cada flor desfolhada.
Era um ritual singelo, mas cheio de significado para ela.
Cada pétala ao chão representava um anseio, um sonho acalentado em seu coração etéreo.
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Por vezes, Brisa se surpreendia com a simplicidade da vida e
como uma brincadeira inocente como aquela podia refletir os anseios mais profundos da alma.
Nos campos, seu “bem-me-quer” chamado Tempo não era apenas uma brincadeira, mas uma forma singela de expressar seus desejos,
suas esperanças e, quem sabe, um amor que pairava no ar, tão fugaz e delicado quanto ela própria.

(Betto Gasparetto)

A VIDA É UMA DANÇA QUE NOS ENSINA OS PASSOS MAJESTOSOS QUE DEVEMOS SEGUIR

Posted in Sem categoria on 5 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Sabe como eu penso?

A vida é um delicado equilíbrio entre momentos intensos e suspiros suaves, uma dança entre alegrias efervescentes e tristezas silenciosas. Como um sopro suave, ela nos toca de maneira fugaz, deixando marcas profundas em nossa jornada, mas também nos lembrando que podemos ser felizes.

Nesse palco efêmero, não sabemos quando sentirão nossas mãos o afago de um beijo, quando será o momento derradeiro de nossas trocas, sorrisos e abraços. A vida, como uma dança, nos ensina a apreciar cada instante, cada riso compartilhado, cada lágrima enxugada. Ela nos convida a valorizar a simplicidade das pequenas coisas, pois são elas que, muitas vezes, carregam a essência mais pura da existência.

A incerteza do amanhã é a tela sobre a qual pintamos nossos dias, e é justamente essa incerteza que empresta à vida seu sabor mais intenso. Como assistir um filme em sala de aula (VEM DANÇAR). É um convite para vivermos de forma plena, para amarmos profundamente, para perseguirmos nossos sonhos com fervor e para abraçarmos cada oportunidade como se fosse única.

Assim, diante do efêmero, somos convidados a viver com gratidão, a saborear cada instante como se fosse um presente precioso. Afinal, a Brisa conseguiu tocar meu coração e pude ter a certeza que quando ela me beijar (num passe de mágica, de repente, num relampejo) com gosto especial de chocolate, ou então, a dança livre de abrir um portão de esperança e de espera… Tenho sim, amada brisa dos meus momentos únicos, sem dúvida alguma, o privilégio de dançar ao ritmo da vida, absorvendo cada suspiro e transformando-os em memórias eternas, abraçando seu belo e perfumado corpo, e apertando suas mãos delicadas de majestosa princesa, num salão nobre chamado FELICIDADE.

(Betto Gasparetto)

O MENSAGEIRO NÃO ME AVISOU QUE O ÚLTIMO TREM PARTIRIA HOJE!

Posted in Sem categoria on 4 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

AVISOS E DECLARAÇÕES
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No aviso sutil do tempo, o mensageiro se ausentou,
E o derradeiro trem partiu sem anunciar sua partida,
Na estação deserta, meu coração se viu só,
Entre trilhos vazios, a saudade agora se erguida.
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A pressa dos segundos não se compadeceu,
E o eco do silêncio preencheu os vagões vazios,
Oh, mensageiro, por que não alertou o que aconteceu?
Partiu o derradeiro trem, sem acenos, sem desvios.
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Agora, só resta o eco de lembranças que não voltam, Nas curvas da memória, o último trem se desvanece, o Tempo diria, talvez, que “só o amor constrói”,
Mesmo quando o mensageiro, distraído, esquece.
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Mas, oh, destino impiedoso que nos trama assim,
Deixa-me aqui, entre linhas férreas, um eco a clamar,
Que o mensageiro revele, por fim,
Se outro trem virá, para o amor resgatar.
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A ESTAÇÃO FECHOU OS PORTÕES
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Os portões cerrados, a estação silenciou,
O eco dos passos, agora, ecoam sem direção,
Na penumbra dos trilhos, a esperança se esgotou,
E a saudade ecoa na alma, sem explicação.
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A estação, testemunha do adeus sem aviso,
Guarda em suas paredes a história do que passou,
Os bancos vazios, vestígios de um compromisso,
De um trem que partiu, de um amor que ficou.
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Ah, estação que acolhe segredos e lamentos,
Teus trilhos testemunham desencontros e aflições,
Os portões fechados, guardam desalentos,
Enquanto a alma espera por novas emoções.
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Mesmo com portões cerrados, ainda há espaço,
Para sonhos que aguardam por um novo trem,
Que a estação, com seus mistérios, faça compasso,
E traga um novo mensageiro, um novo além.
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O PÁTIO CENTRAL FICOU TRISTE E VAZIO
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No pátio central, o vazio se instalou,
Onde antes dançavam as sombras e luzes,
As locomotivas, em silêncio, repousam, então parou,
E o eco dos suspiros preenche os ares difusos.
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Onde outrora se erguiam máquinas imponentes,
Agora paira a melancolia, um cenário sereno,
A fumaça não mais se ergue aos horizontes,
O pátio vazio, testemunha de um destino ameno.
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As linhas retas dos trilhos, agora inertes,
Revelam um passado de viagens e trajetos,
No pátio, um silêncio que ecoa em desertes,
Guardando segredos, saudades, afetos.
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O vazio que se expande, imenso e profundo,
Não apaga a esperança de um novo amanhecer,
No pátio central, mesmo calado, ainda fecundo,
Anseia-se pelo trem que há de renascer.
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Que os trilhos se agitem, que o pátio desperte,
Com novas histórias, abraços e canções,
Que o vazio se preencha, que a vida concerte,
E novos trens partam, entre emoções.
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AS FLORES, A CAIXA DE BOMBONS E O CONVITE MARCARAM UMA PASSAGEM

Entre trilhos e desejos, as flores perfumadas,
Embalaram um afeto, um gesto de ternura,
Na caixa de bombons, doçura compartilhada,
Marcaram a passagem com doçura e doçura.
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O convite, um chamado para um destino incerto,
Ergueu pontes entre almas, entre olhares sedutores,
Em cada pétala, em cada sabor descoberto,
A passagem se fez, entre sorrisos e amores.
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Assim, as flores, a caixa de bombons em tons diversos,
Junto ao convite, desenharam um caminho a percorrer,
Na estação da vida, marcas de afetos dispersos,
Ecos de momentos que se anseiam reviver.
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Cada presente, uma porta entreaberta para o futuro,
Um convite à dança no palco das emoções,
Marcaram uma passagem, um laço seguro,
Entre os trilhos do tempo, entre os corações.
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Que as flores desabrochem, que os bombons adoçem,
Que o convite perdure como um laço a unir,
Que a passagem marcada, na memória repouse,
E inspire novos destinos a se descobrir.

(BettoGasparetto)

DANÇA DAS MÃOS

Posted in Sem categoria on 4 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Onde estão as talentosas mãos tecelãs que desempenham seu papel na tecelagem deste rico cenário íntimo de abordagem rústica?
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Talvez perpetuaram cada momento sentimental, como mapeando os apertos secretos por mãos habilidosas…
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Talvez por contribuir em uma trama única e singular que compõe a caminhada dos corações entrelaçados em busca de romper as fronteiras da solidão…
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Resolvam oh insensatos críticos ao verdadeiro amor que tecem esta complexa e dolorosa paixão…
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Resolvam oh insensatos perseguidores de sentimentos particulares,  quão tenebrosos são os medos que lançam sombras aos amantes, que contrastam com a luz radiante do amor e da paixão o distanciamento…
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Resolvam oh insensatos predadores dos desejos esculpidos nos corações platônicos, o que representam os céu das emoções?
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Talvez ao perderem-se em cada emoção, um fio distinto nas mãos de talentosas tecelãs pudessem tecer na trama da existência, um beijo afagado e venturoso na criação de uma obra majestosa que é a vivência de um grande amor, repleta de brilhos, cores, nuances, aromas e profundas emoções.
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Talvez neste script, o ser humano se encontrasse, e pudesse se  entreter…
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Talvez o desvendar-se, neste crônico e imerso momento na trama infindável das relações em que se vive, o amor, a paixão, os medos e os desejos entoassem em um requiem perfeito, harmonioso, tal como uma melodia eterna que justifique a experiência humana jogando os pesares no pretérito mais que perfeito!

(Betto Gasparetto)

DANÇA DOS DESEJOS

Posted in Sem categoria on 3 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(BettoGasparetto)

Quem poderia com os desejos, que se comportam como astros reluzentes, e trazem em suas malas de andante, um porque adornado de razões?
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Quem no firmamento da paixão, pode conduzir os passos apaixonados de um andarilho, que através da imensidão do horizonte Mendiga oportunidades?
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Talvez um ardente desejo de poder querer mesclar-se no abraço do amado ser, e por isso vai além das fronteiras da timidez que o próprio medo impôs…
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Talvez alimentando o âmago com promessas inimagináveis e inebriantes do encontro, se faça romper o segredo enclausurado no doar-se integralmente sós.
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Talvez pela impetuosa queixa, como uma brisa suave, afasta as sombras tão amargurados e inquietantes, que erguendo-se como farol que ilumina os caminhos do coração, possa com su espada Subtrair o peso da distância algoz..

Me perdoe pelos desejos que resplandecem os olhares na constelação da paixão, pois orientando os passos no trajeto rumo ao intimo afeto, transcenda as barreiras da solidao impostas pelo partir…

(BettoGasparetto)