by Fátima Tardelli, in “Ficção de Amores”
“Não quero que tentes,
o que tentei.
Não quero que inventes
o que nunca encontrei.”
A vida é feita de tentativa e erro,
Uso palavras minhas ou emprestadas,
quando nada encontro,
invento!
(Jan: 15, 2008)
by Fátima Tardelli, in “Ficção de Amores”
“Não quero que tentes,
o que tentei.
Não quero que inventes
o que nunca encontrei.”
A vida é feita de tentativa e erro,
Uso palavras minhas ou emprestadas,
quando nada encontro,
invento!
(Jan: 15, 2008)
Despejos
Um dia sai pensando numa provável volta,
E nos caminhos quebrei caminhos,
Bebi de todas as fontes,
Sonhei nas calçadas vazias,
Pensando que um dia a porta
Se abriria e existiriam novos horizontes… Fui castigando as pedras que encontrava,,
Chutando-as à margem da estrada,
E ao olhá-las, percebi que telhados de vidro
Quebrei!Não respeitei teus limites,
Tuas castidades, tuas risadas,
E como levavas a vida num tom sublime!Nossas vontades fecharam as portas,
E simplesmente, saímos…
Nossos jeitos eram assim,
Nossos temas eram assim,
Nossas teimas são assim!(Jan: 01, 2008)
Depressiva Mente
Sentado no banco da praça,
Vejo as folhas caírem e passarem
Por mim!
Não me conhecem ao certo!Quero voltar
Quero voltar e ouvir teus cantares,
Quero abrir a porta
E saber que do outro lado,
Tua mão, quem sabe,
Se estenda à minha, um dia,
Teclando meus sentimentos de saídas,
De inconformidades,
De estradas que me perdi,
De vagas praças sem voltares!Quero ainda voltar
Se me permitires,
E queimar minhas depressões
Que corrosivamente acabam
Na rua!Por que tanta amargura?
Por que tanta incensatez?
Se te chamo de santa,
Se eu ficava pelas madrugadas
Garantindo nosso sustento!(Jan: 02, 2008)
Malas Perdidas
E quando bordavas os nossos lençóis,
E eu rasgava tua saia justa e insinuante,
Agia como amante devorador,
Que não quer saber dos limites,
Ou das coisas chinfrins…Eram nas madrugadas que os seus sins
Aconteciam, e bordávamos lençóis,
E arrancávamos as fronhas
E espancávamos nossos beijos
Em nome das nossas vidas…E agora me vejo do lado de fora,
Num martírio de entranhas,
num retiro de rum amargurado,
teu nome risquei da agenda,
e malas se perderam nos corredores…Senti-me como aborto,
jogado num chão teatral sem chaves,
e sem juízo,
tudo agora esta morto,
sem razão e sem motivos!Não falastes comigo,
Quando pensava em um projeto de vida,
Teu silêncio um castigo,
Teus adeus não são mais meus, acredito!Içar pelas calçadas do abandono,
De querer ao menos uma volta,
Um retorno,
Impregnado num sorriso teu,
Teus escândalos de quem ama!
E pensar que ultrapassei os teus limites,
De que mordera tua carne…E quando os teus ais ultrapassavam
As paredes…
Escondia-me sem roupas
Nas tuas vontades de loucura,
E como tortura, achavas tudo
Tão delicioso…
(Jan: 15, 2008)
Telas Desalentas
Tenho saudades de tuas costas macias,
Conhecia tua geografia,
Chantillys, cerejas, martinis,
O que importa sofrer,
Ficar pintado nestes quadros,
Tenta-se,
Briga-se,
Se quero voltar…
Não assim em farrapos,
Mas ciente dos meus passos,
Que equilibrados poderão
Seguir e vícios de andadores,
Pelos corredores estreitos,
Pelas praças reveladoras
Sem guarida!
Sem preservativos!
Numa romaria
Dos desalentos…
(Jan: 04, 2008)