Esqueceram o meu bem-querer num blog qualquer da cidade.
Livros, cartazes, outdoors publiquei…
Inventei notícias, reclames em horários nobres!
Zelosamente, fui ao encontro de fronteiras,
muralhas, e nada encontrei!
A não ser um perfume etéreo que vinha,
(de longe ou perto )me avisar,
Noticiar, talvez, que estavas bem perto!
Gritos amarrados na garganta,
com emoção prendia!
Era para que ninguém ousasse em querer saber
o que estava acontecendo…
Livrei-me das interrogações alheias,
e pus-me a caminhar tranqüilo..
Aumentando cada vez mais meus passos…
Corri, finalmente corri!
Ouvi muitos aplausos pelas galerias…
Silenciei-me então, um pouco mais,
para voltar minha respiração!
“Tudo bem?” me abordastes graciosamente.
Abracei-te então, tão contente,
que esqueci de te perguntar:
-“Onde andavas?!!”
(Jan: 10, 2008)