Archive for the Coleção – Crônicas Category

… do Zul é o teu Paíz (ou Klã Destino)

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poesia on 15 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Ato I 

Eram mãos de crepom:
espúrias do comum,
ilibadas num tom,
sovinice em jejum!

Ato II

Eram trêfegas noites!
Plásticas mãos, labutam,
minguadas n’horizontes
lapidam pedras brutas…

Ato III

Das noites as lucernas:
armavam esparrelas!
Se jogavam em cavernas,
sem o choro das velas…      (i i i i i i i i i i i i i i i i i i…)

Ato IV

Eram mãos descoladas
que semeavam paz,
‘inda nas minas lástimas
grilhetas não tem mais!!!!       (uuuufff)

Ato V

Eram mãos de crepom,
morgadas de uma vida
que se perder’então
em outras mãos feridas.

Ato VI

Transmutavam carbonos,
são misteriosos!!!
seus gestos eram donos,
seus viveres lógicos! 



Ato …

…Mambazoz!
…Makenaz!
…Abrazoz!
…Zerenaz!

Ato …

Ato …

… Zimonz!
… Madonnaz
… Bonoz!
… Zantanaz!

Ato MCMXC ( 11.02)

Eram mãos de mandalas!
eram mãos de Mandelas!
eram revoltas caras!
eram soltas as celas!         [###..]     [  ]

Ato …

Ato MCMXCIII  (Nobelis Pax)

Eram mãos quase livres
tocavam dias antes
o que não se redime:
sangue por diamantes…
                                             (Out: 20, 2006)

Afrikan Beat (not e-commerce yet)

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poesia on 14 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

à todas as cores.

 …

e-truques, e-tratos, e-trecos,

e-trapos, e-tripas, e-trocos,

e-trancas, e-ntrusos, e-tropos,

e-trucos, e-trincas, e-troncos,

e-trintas, e- etetras, e-petros,

          e-trompas, e-pretos, e-trotes,

 e-trutas, e-tantas, e-mantrans,

e-bantos, e-tintas, e-mitras,

e-vitas, e-brotos, e-mirras,

e-britas, e-outros, e-brutas,

e-spantos, e-scritas, e-sterpes,

e-stradas, e-scribas, e-stilos!

 e-trilhos, e-tramas, e-tremas,

e-tronos, e-primos, e-atritos,

 e-monstros, e-lobos, e-xércitos,

e-gritos, e-sgrimas, e-sfinges!

e-ntôjos, e-tôlos, e-bombas,

e-stouros, e-lites,e-xílios,

e-bulas, e-brigas, he-róis,

e-abortos, e-ritos, e-prantos,

e-tranças, e-transes,  e-passes,

e-mães imaculadas, e-iôdos,

e-tudo, e-tato, e-tetos,

e-fatos, e-fotos, e-fetos,

e-feitos, e-tretas, e-stados

e-eu

e-leito

neste

e-stado!

(Jun: 15, 2/1997)

Quintais de Junho

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poesia on 14 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

A tremedeira começa a tomar conta, que a garganta parece enosar, num sentido de forca.

Por isso, suspenso num cordão umbilical, nasci esticado pela realidade do sistema!

 Queira pois, num silêncio afogar-se na porta estreita de tua porta secreta e trave-se a porta de tua porta secreta, fechando-se em si, como quem pasmo de ver pela fresta, o vulto cesariano das luzes.

Voluntariamente, revoltado e envolto complacente, escondo a chave, que é a chave do que sequer abrir.  Perco a tremedeira, a porta se abre.

Digo destemidamente, em tom de choro, que quero unificar-me com a única medida, no habitat lógico e ideológico que criei, vislumbrando como poeta a sublime forma do mistério, e da razão de ser.

És meu quintal!

És meu refúgio!

Plantei sonhos, ouvi adágios, sinfonias em outros momentos…

És meu Éden!

Como voltar?

Do êxodo criou-se, no êxito busquei ser abrolhos,

Tornei-me sahara num oceâno de esperas.

Hoje entendo que querer, é quintalizar seu terreno baldio.

Hurbanuz Quadruz (ou Além do Sinal Verde)

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poesia on 14 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

 inspirado em “Ilha de Fatma”   

 

Onde estão as chuvas que nos presenciaram antes dos

primeiros olhares? As ruas ficaram alagadas de gente

que nos observavam com críticos soslaios urbanos,

medidores dos passos, marcapassos contemporâneos 

vagos, míopes, medíocres, transeuntes leigos e vazios.

 Estamos                                                                         distantes!

Você assume                                                                 o silêncio!

Eu assumo                                                                os porquês!!!

Eu menos                               nós                                     =  você…

Se fugirmos,                   precisamos               nos encontrar,

Se é isso                             realmente                que queremos: Primeiro                                sentir           que somos urbanos   É                                                     o                                            certo 

Por ser                               verdadeiro                        andarilho  

Vejo no                                    amor                          o caminho…

Te deixo uma                           ?                           uma reflexão! 

Estamos                                                                          distantes?

Você assume                                                                 o silêncio?

Eu assumo                                                                   os porquês? 

Acredito que as chuvas que não presenciaram nossos únicos

primeiros olhares… E há um sinal fechado para quem quer

ficar parado, observando, perdido… As ruas ficaram alagadas

de gente quando nos viram pela primeira vez chorando !!!!!!

!!!!chorando !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! chorando !!!!!!

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!………………………………..

Agora é tarde demais, pois tenho que atravessar a rua alagada

 de gente como nós ………………….. atados em nós… mesmos!

                                                                                        (Dez: 14, 2007) 

Ode d’uma Réplica Vazia

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poesia on 13 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Arcanjo que de seus vagares em lezírias

Me disfazia farfalhando sons meríficos;

Molhei teus lábios que dimanam em mim labrego,

Látego noturno imaculado em delírios! 

Revolta minh’amada quando de motejos

Trincam-se os cimélios insulados dosséis,

Infaustos tempos navegamos longos beijos,

‘inda na enxerga nus deitamos abraçados! 

Decúbito parecem ser as nossas prosas

Lúridas num contexto sísmico sem rimas,

Igaratins suspiram nós nas palimódias,

‘gnorando méritos no suor das sílabas! 

Tácito momento sonhos vagos novéis,

Que se articulam hacanéias de azêmolas;

Na sinergia imanente dos pagãos,

Que ficam em minhas mãos as tuas mãos tão trêmulas!                                                                                                                          

                                                                  (Jul: 07, 2000)