…neste momento estou a me maravilhar
ante uma artesã de palavras e sentidos!
…neste momento procuro tecer palavras também…
enquanto te imagino como um texto único !por isso, que neste momento
exijo de mim, toda inpiração nas letras…
rascunhos digitais, talvez!
escritas futuras, em canetas bics?
imagino que não!
resta saber se concordas com as concordâncias
ainda que meu concorde não pousou em tuas
particularidades…
Quem de nós pelo menos não conhece uma 1/2 dúzia de insanos?
Insanidade é uma verdade!
Quem não pousou insano nas vertebras da emoção?
Quem não justificou sua insanidade quando nas fotos de uma Polaroid, revela-se tempos depois algo insano, quadrado, careta,…
As superfícies da insanidade alcançou meus limites…
Por isso imagino-me em Taiguara quando em sua Viagem, fez içar em mim um insano viajante!
Insano? me perguntas, como se nãos estivesses andado em meus átrios…
como se nunca estivesses em papiros te revelado escriba?
Ora, ora, vamos e venhamos!
A insanidade foi semeada de maneira sutil e poetico…
Homem insanso, e corparações insanas!
Então, o que significa insanidade, se o meu questionar é totalmente insano!
Quando me debruço em minha janela,
vejo que as coisas poderiam ser diferente lá embaixo:
uns pra lá…
outros pra cá…
e assim da minha janela, assisto,
em slowmotion o respirar insano da realidade!
I
De madrugada um sonho,
De quando era tão jovem
Tenho nos olhos tristonhos
Vidas que só me comovem!
II
Eu perguntava pra mim:
Será que fujo com ela?
Hoje pergunto assim:
Quem está do lado dela?
III
Não quero mais as manhãs…
Não quero mais ser bordado
Não cuido mais dessas cãs
Meu Deus! Está tudo errado….
IV
Já estão batendo o sino
Que é pro remédio… dormir!
Meu sonho desde menino
Era o temor de partir…
V
Se pelo menos sentisses
O que eu sentia por ti,
Eu só queria gritar:
Sempre te amei, te amei
VI
Um dia pela janela…
Do meu quarto vi passar…
..!.
..?.
VII
…?
…?
…!
Quem sabe juntos amanheceremos!
I
E quando à noite dormia
Meus sonhos eram só dela…
Eu perguntava pra mim:
Será que fujo com ela?
II
Oh lua que estais tão acesa,
Se ela vai me amar!
Que eu possa dar as estrela,
Será que quer se casar?
III
Do que me adiantam sóis
Se estou velho na vida?
Procuro juntar meus nós
E aguardar despedidas…
IV
Velhos bordados de sóis,
Foram rasgados no tempo,
Não existem rouxinóis,
Foi apenas passatempo…
V
Já era tarde da noite
Que eu me fiz a pensar:
Será que fujo com ela?
Será que quer se casar?
VI
Arrasto-me em corredores
Num peito que não mais sente
Tenho remédio pras dores,
E muito café com leite!
VII
Hoje só resta dormir
Sem ter ao menos carinho…
Metade só que partir
E outra vive no asilo…
I
São muitas perguntas assim
Que eu não sei responder,
Sempre esperava pra mim
Que curasses meu sofrer!
II
Imaginei que era eu!
Ficando todo empolgado!!!
Eu quero nos braços teus
Ser apenas um bordado!
III
O tempo passou tão depressa
Que eu não pude te ver!
Será que o amor interessa,
Pra aquela que foi meu bem?
IV
A minha casa está velha
E velhos os meus andares,
Será que quer se casar,
Com meus lamentos dos vales?
V
Eu nunca tive amigos
Que me doassem seus ombros,
Plantei, colhi meus castigos,
Vivendo como escombros!
VI
Não tenho mais o meu quarto,
Só vejo gigantes muros…
Queria ter seu retrato
E velhos ficarmos juntos!
VII
Não quero mais as lembranças
Nem quero mais os jardins,
Eram sonhos de crianças…
Foi pelo menos pra mim!