Sempre fui eu.
Não raso,
Não vazio.
Sempre fui eu.
Não oco,
Não cheio.
Fui eu sempre.
Que raso ou vazio,
oco ou cheio,
Não fui!
Transbordando e me esvaindo,
Eu fui sempre.
Entradas e saídas!
Eu confundo
E o mundo sem fundos!
(Set: 09, 1999)
Sempre fui eu.
Não raso,
Não vazio.
Sempre fui eu.
Não oco,
Não cheio.
Fui eu sempre.
Que raso ou vazio,
oco ou cheio,
Não fui!
Transbordando e me esvaindo,
Eu fui sempre.
Entradas e saídas!
Eu confundo
E o mundo sem fundos!
(Set: 09, 1999)
Óh Minha Mãe! Adorada Mãe!
Por teu ventre esvai-me em vida,
Em tuas dores noturnas,
Minha vigília percorria por teu sangue venoso,
póros, suores, fôlegos e pulsares
acariciando-te em sono…
Minha querida Mãe,
Áh! como fui tolo em não saber sofrer,
em não saber saber a hora certa
de minha sábia corda sonora de dor se desatar..
Mas eu chorei! (pelo menos tentei)
E estava lá eu, em seu colo.
Como fui tolo, meu Deus!
Eu não sei o que dizer:
Desculpe-me, Mamãe!!!
Abençoado seja o ventre que te gerou!
(Mar: 11, 2000)
Brisa, louca brisa
Que sussurra entre concretos,
ruas, latas e diversos.
Quem sabe quem te fez ¿!
Verdadeiro artesanato,
Prados, muros e escadas.
Os quadros não te pintam,
Mas, recuam quando te sentem…
Mãos que vão brisando,
Pisando, analisando, frisando,
Os póros que ainda restam,
que ainda migalham,
Entre as cortinas rocheadas
de janelas, e és tu!
Brisa louca brisa!
És tu: artesão!
(Mai: 09, 1991)
Amo
A tua
Companhia
Que me faz bem
Quando planto flores!
Será assim com todos?
Não peço nada a ninguém!
e também não peço favores!
Quero sentir-me bem livre, aviso…
Se preciso for vendo flores!
Não quero nenhum vintém!
Um VIVA aos Ostrogodos!!!!!!
Me furtam alfajôres
dentro dos trens…
era um dia
de rua,
MANO!
(Fev: 07, 2003)
Ligas – intrigas
ligaduras – hospitais
liga – desliga Rum
gados – sociais mais !
glebas – velas e !
legados – legais nódoas !
ligado – sossego rosto !
durável no !
laudo até !
cai
pelos
degraus
que
a
sociedade
pregou
com
o
seu
martelo tatuado LEX
no livro da dura liga com os predadores de pais num tonel
…
que respinga o hálito do cálice da mulher vendada!
(Nov: 11, 1981)