Archive for the Coleção – Poemas Category

Labirintos Modos

Posted in 06 Heróico Quebrado, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia on 12 de setembro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Amanhã eu te juro
num momento oportuno
deste corpo que é teu…

vem amor clandestino
que a ti eu ensino
como deve-se amar!

Quero todas as luas
enfeitar nossas ruas
enfeitar o querer…

viciei nos teus beijos
a loucura, os desejos,
quero me entregar!

Meu refúgio é na cama.
Pra dizer quem te ama,
corpo nu em teus braços!

Me perdi na conduta,
tua boca disputa,
à mulher que te quer!

Mergulhei no teu sexo,
nos tornamos anexo,
numa insana paixão!

II
Amanhã eu te juro
te cobrar sem um juro
numa ânsia em te amar…

com suor eu te cubro
nas paredes eu subo
por que é assim que me sinto…

penetrastes bem fundo
possuistes meu mundo
em teu mel me perdi…

o meu corpo em teus braços,
já não sinto cansaços,
eu agora sou tua!

Me entreguei plenamente,
tuas unhas e dentes,
uma eterna mulher….

eu preciso de amor
vem tirar essas dor,
vem titar solidão!

Guardo as roupas de banho,
pra não ter mais engano,
em sentir teu perfume…

me estranhei com estranhos,
é a ti que mais amo…
vê se voltas pra mim…

Reflexos Épicos

Posted in Coleção - Poemas, Coleção - Poesia on 11 de setembro de 2008 by Prof Gasparetto

(à Bruna)

I
Te vi chorando pelo espelho
e podia sentir tuas lágrimas
em meu rosto!

Lábios trêmulos pelo choro
e Mozart silenciava o ambiente
com sua inspiração…

Não haviam chuvas,
nem haviam intenções,
somente o choro!

Um choro que representava a importância de ser alguém:
que fala,
que pensa,
que gesticula,
que ama…

eu me refletia nos questionamentos
infalíveis do teu eu…

chorei contigo!
Num compartilhar de choros e canções…

chorei por que entendia teu choro!

As lágrimas fluiam em cumplicidade
por que o choro era inevitável!

II
Te vi chorando pela janela,
e podia sentir teus pensamentos
por todo o corpo…

sábios equilíbrios! Vieram os risos
e Paganini salientava um ambiente
de inspirações!

Uma só chave,
uma só chance:
de reconhecer que somos
os principais personagens
desse script!

Os aplausos surgiram de repente!
Os expectadores agitavam-se na platéia…
e é isso que importa:
que falem,
que pensem,
que gesticulem,
porque a nossa existência depende do Amor!

Canto contigo…
reparto os meus momentos…

canto porque entendo teu canto!

Os sorrisos fluem transbordando de felicidade,
porque sorrir faz parte do inevitável!

Conte até dez,
ou quanto vezes forem precisos…
mas conte comigo!

(Set: 09/2008)

Queremismos Atos

Posted in Coleção - Poemas, Coleção - Poesia on 5 de setembro de 2008 by Prof Gasparetto

Quantos quereres!
os meus haveres
são todos teus…

tantos prazeres
nos teus quereres,
sou eu ateu?

nos meus viveres
tem teus quereres,
quem prometeu?

somos amperes
e o que queres?
Sou eu Leteu(1)?

Mesmo que geres
novos quereres,
serei eu teu Mantéu(2)?

Quero que imperes,
nos meus quereres
pra ser teu eterno Cartel(3)…

——-
(1) do Lat. lethaeu, relativo ao Letes, rio fabuloso do esquecimento; mortífero; infernal.
(2) do Fr. manteau, lugar onde se pronunciavam os oráculos.
(3) do It. cartello, cartaz, carta de desafio.

Dilemas Natos

Posted in Coleção - Poemas, Coleção - Poesia on 29 de agosto de 2008 by Prof Gasparetto

I
Desilusões!
momentos caros,
o que fizemos nós?

Situações!
perdemos tantas,
quem te viu chorar?

Às duras penas,
fomos dilemas
num amor que quis pecar…

Desilusão!
foi dar um não
ao coração!

II
Desilusões!
o que colhemos
foram frutos de ambições!

Às intenções!
sofremos tantas,
quem sofreu dirá!

Às duras penas,
fomos problemas,
que nós dois quisemos ter!

Desilusão!
foi dar a mão
à solidão!

Entardecer de Pétalas II

Posted in 12 Alexandrinos, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia on 29 de agosto de 2008 by Prof Gasparetto

II – Reservas Íntimas

Eu sinto minha alma florescer crisâtemos
no alvorecer tristonho mergulhado em lágrimas!
Te amo inutilmente como pelos pântanos,
murmúrios e canções, me restam tuas lastima!

Quem disse que beber do vinho fere o estômago
Na queimadura exata de uma dor empírica?
Se a tristeza invade a dor feito relâmpago,
melhor enclausurar-se em palavras císmicas!

Outeiros me revelam teu amor tão cáuticos,
estraçalhando noites de insônias gástricas…
o teu olhar corrompe o meu olhar gnóstico,
nas greves te procuro num suspiro mágico!

Reservo-me ateu em teu querer poético,
num fúnebre amor de morrer jurídico!
Não tenho intenção de protestar o cético,
pois somos iguarias em território sísmico!

Te amo meu amor numa memório póstuma,
alvoroçando cinzas em paixões alcoólicas…
esqueço e desfaleço em tua carne próxima,
por que a nossa dor nos morde melancólica…