Archive for the Coleção – Poemas Category

Sentenças Explícitas

Posted in 00 Livressílabos, Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 31 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Eu não tenho tempo
De ser presente no indicativo,

Sou um sujeito oculto
Sem complemento no predicativo!

Sou uma palavra apenas
Sílabas e lábios substantivos!

Satisfaz-me tua oração,
Persigo meu dialeto imperativo
Introduzindo adjetivos!

Perco-me em hipérboles,
Metáforas, métricas
E rasuras!

Somos um pleonasmo Imperfeito!
Qual é a minha sentença?
Qual é a tua sentença?
Qual é a nossa sentença?

Palavras!
Palavras!
Palavras!

É tudo o que me dizes?

Agora refaço uma leitura
E caio na realidade
De ser uma frase apagada
Nas mãos de um analfabeto!

(Out: 02, 1981)

Quarto Crescente

Posted in 00 Cressílabos, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 31 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Vim
do teu
grand’amor
p’ra te pedir
que tu tenhas razão…

Sei
que nunca
mais eu vou
querer partir
o teu coração!

Sou
Do amor
O que sofre
O que não mente,
Semente no chão!

Vou
Partir
Por um lado
Metade triste
Que não tem paixão!

És
Desejo,
Minha boca
Se umedece
Toda de emoção!

Sim!
Eu quero
Nos teus braços
Poder te amar,
Sem ter compaixão!

Não!
Espero
Possuir
Teu corpo todo,
E pedir perdão!!!

Bem,
Te quero…
Eu te quero!
Quero-te bem…
Bem no coração!

Mal?
Tão mal
Eu sinto
Sem o teu corpo…
Dê-me tua mão!

Vai
Saudade!
Deixa vir
O meu amor!!!
Basta, solidão!

(Abr, 04, 2007)

Onde estás?

Posted in 03 Trissílabos, Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 31 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(América in memoriam)

I
Não m’importo
Que detonem
Dez mil vidas
Dentre a minha!

II
Sou humano?
Quem descobrir
Nas fronteiras
A bandeira?

III
Há sorrisos
Que são falsos?
Há olhares
De pesares?

IV
Tantos quantos!
Quem te quer?
Cantei hinos,
Bebi vinhos…

V
Sonhei sol
C’o meu poso
Pelos tantos
Que são santos!

VI
Hoje escrevo
O teu nome
Sem receio
Porque creio!

VII
Já nos muros
Fome escrita
Nas crianças:
Contaminas!

VIII
De joelhos
Sem ciranda
Sentimento
Suicida!

IX
És escrava
Dos ladrões
Com justiça,
Sem justiça!

X
Grite, não!
Alguém ouve,
Mas adianta?
Te levanta!

XI
Vê se sonhas,
De olh’aberto!
Terr’impura!
Guerr’expurga!

XII
São mentiras?
São adeus?
Deu-nos morte!
Boa sorte!

(Ago: 09, 1981)

O Jogo, o Mosaico e o Tempo

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 31 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Saudades Rainha?
Cadê teu rei?
Resta pouco tempo de jogo…
Antes me deste um en passent
Com um dos seus aldeões,
E concordei!
E agora me despedes…

Duelamos muitas cordas vocais…
Somos pecadores neste tabuleiro
Rasurado de pecados e rancores!
Marfim e Ébano!
Revestida de Marfim, me cobiças…
Dois amores vitrais,
Revestido de Ébano, te cobiço!
Dois amores vitais!

Mas as pessoas não sentem quando
As palavras ressentem,
Magoam…

Entoam de algumas bocas:
-“Desista! Vamos Desista!
O Tempo está acabando…”

Amas-me à distância,
Ando uma casa apenas!
E tu?
Podes ir direto a mim…
Ou retornar se quiseres,
Ou amar-me nas diagonais…

Tudo em razão do tempo!

Há muitas maneiras de se ganhar
Este jogo:
Ou entrego-me totalmente a ti,
Sacrificando os meus súditos,
A minha realeza,
A minha milícia…

Ou estrategicamente,
Matematicamente,
Esquadrinho todas as figuras
Que estão do teu lado!

Um Xeque Pastor talvez tu conheças!
O que seria uma desvantagem para mim:
Primeiro que ganharia o jogo;
Segundo que perderia teu encanto
Presa, ficarias ao lado do meu adversário!

Precisamos urgentemente,
Mudar as regras do jogo!

A Rainha que me acompanha
Confessou-me indignada:
-“Até quando terei que suportar estas
tuas jogadas!!!”

(Mar: 26, 1982)

Meias Revelações

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 31 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Foi você…

  A última canção que eu cantei!
  A última razão que arrasei!
  A ultima palavra que neguei!

Foi você …

  Um resto d’esperança de amor!
  Um náufrago na vida q’afogou!
  Um gesto sem sentido de ator!

Foi você…

  Um rosto rasurado q’inda ri!
  Um coração partido que parti!
  Meu prato preferido que comi!

Foi você…

  Lembranças d’um passado já vazio!
  Retrato amargurado e tão frio!
  Promessa que um dia não cumpriu!

Foi você…

  Toda a minha sede e gota d’água!
  Todo o infinito e estrela d’Alva!
  N’áspera parede em minh’alma!

Foi você…

  A única maneira que não tive!
  A ave presa, agora livre!
  Um pensamento vivo que me vive!

Foi você…

  Cenário que era antes e depois!
  Início de canção que decompôs!
  Final, simplesmente um final!

(Dez: 08, 1978)