Archive for the Coleção – Poemas Category

Silábica Mente

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Esboços Poéticos, Coleção - Pensamentos & Reflexóes, Coleção - Poemas, Métricas em 10 Decassílabos on 21 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Lamento furtar todo teu ardor,
Havendo chagas no passado meu
Jurei não mais te esculpir no futuro.
Lamento furtar todo teu final!

Meio sonolento, meio sonâmbulo,
Destruo na sarjeta dos remédios
A pílula inocente do amargor:
A sílaba estúpida do adeus!!!

O grito surdo arde na garganta
Poente de adagas e brasões,
Protestam os fados e os leões…

Recalcado como num cenário frio
Soltastes a fera presa que te endividara.
Vasculho entre a razão e o meu choro
Que estou murchando como hipérbole humana
de vazios e esteiras…

Que na velhice junto com os velhos,
Que quando velho se sente jovem
E quando jovem se entende
É porque no pretérito me esculpi
Em furtos e finais
Ervas medicinais e tédios…

… houveram chagas no passado meu?
Jurei não mais te esculpir no futuro?
Futuro?

Perdoem-me! Tenho que ir agora…
… minha gaveta está aberta!

(Abr:09, 1994)

Evocações nº 1

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Esboços Poéticos, Coleção - Poemas on 21 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

Mas quando a lua toda s’enfatia
vai sangrando o céu com tua persona,
vai buscando na íntima mania
teu corpo nu, sereno de vergonha!

Então meu coração, tu dividistes!
como oferenda de mim ao Minguante…
Ouvem-se suspiros! O amor persiste…
… na relva fizemos amor de amantes!
Entoa-se um cântico de choro…

(estes que não se encontra por aí!)
Caminhamos pelas ruas de açaí.
Pois quem evoca o silêncio, se cala!
Calando-se, p’ra se esconder do medo.
Alguém virá socorrê-la um dia…

… um dia, não importa qual segredo!

Metade de nós dois talvez Minguante!
Outra metade já não compreendo!

(Mar: 08, 1997)

Emanações – como divagar em mar revolto

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Esboços Poéticos, Coleção - Poemas, Galerias de Escritores Brasileriros on 20 de dezembro de 2007 by Prof Gasparetto

A liberdade já se dilacera

prendendo o destro nas tuas virtudes

mal-divino que cobiça as grades

então, as rosas não tem mais as mesmas cores!

Da taça de sicuta ao escravo

ouço dos criados uma mensagem:

-“Onde andas?”

Volto a ver vários rivais perigosos

tentando tomar as abelhas que navegam sobre o mel

Autora de vinhedos e cadeias

aflorando Violetas Parras em simples desejos,

vou cavando na servidão do silêncio

o direito de ser livre…

Simplesmente do direito d’ouvir

esta emanação carnal do atrativo útero materno

minha matéria se aproxima da lógica

maneira de não ser eterno…

Falha-me na fraqueza de ser

sal

.

.

.

.

.

.

em

t

e

‘ ‘ u ‘ ‘

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ â~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~ o~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~ e~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~ c~~~~~~~~~~~~~~~~ n~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ o~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
que um dia fora pacífico…
serei eu um mar morto?
Incenso índico?
Bom seria se aquele tom fosse lento,
mais lento
m aaaaaa iiss leeeeeeennto..
de sorte talento,
como num desmamado sonho!
(Jul: 27, 1992)