Archive for the Coleção – Poesia Category

Olhares de Líbano – VI

Posted in 00 Livressílabos, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Minhas Séries on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

VI – Paixões de Junho

Milhares de quilômetros te persegui!
Encontrei rastros na areia,
Um punhado de saudades e só1

Colhi flores do campo pra te fazer surpresas!
Humilhei pássaros que te fizessem canções!
Orei pelas estradas minha oração sem rimas,
Rimei teu coração com o meu!
Olhei teus olhos que ficavam no vazio!

Tentei te seqüestrar nas madrugadas,
E me vi enclausurado em outros braços…

Toquei mil alaúdes pra te ver dançar!
Orquestrei meus músicos com meus provérbios…
Risquei tapetes persas pra afagarem teus pés!
Num uma palavra…
Ou gestos,
Umedeceram teus olhares!!!

Lancei pelos desertos, caravanas!
Andarilhos foram pagos pra seguir-te,
Ma nenhuma palavra,
Entre milhões,
Notaram a tua formosura!
Trago no meu peito o teu nome! (“#######”)
Ouvindo e reprisando: -“Eu te amo!”

Promessas são teus olhos que me despiram
Romances pelos mármores em paixões de junho…
Ouvi: -“…te juro que sempre te amarei!”
Foram quilômetros…
Um punhado de saudades e só!
Na tua formosura,
Dediquei toda a brandura
Ouvindo: -“Eu já volto meu amor!”

(Jun: 12, 2004)

Olhares de Líbano – V

Posted in 05 Redondilha Menor, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Minhas Séries on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

V Juras de Maio

Preciso dizer
Que ontem sonhei
Com teus belos olhos…

Quem dera voltar
A te namorar,
Perfume de lótus!

A minha ansiedade
Tornou-se saudade,
Suores e corpos!

Tranquei meu passado
Pedindo teu lado
Nas festas de fogos!

Gritei o teu nome
E tudo me some
No fundo dos copos!

Preciso de ti
Poder repartir
Os beijos tão soltos!

Não quero te ver
Aos olhos perder
Nos mares revoltos!

Te amo em compor
Canções de amor
Perfumes de rosa!

Se amo, tu sabes!
Digo aos sheiks árabes
Que tu és formosa!

Amei teus desejos
Brinquei com teus beijos
Teus olhos de maio!

Sonhei com o futuro,
Com versos te juro
Olhares, soslaios…

Molhastes meu corpo
Com brisas e sopros
Num único ensaio!

Olhastes meus olhos
As peles e os poros
Com medo me traio!

Preciso dizer
Que hoje eu guardei
As fotos no armário!

(Mai: 26, 2004)

Olhares de Líbano – IV

Posted in 12 Alexandrinos, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Minhas Séries on 31 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

IV Beijos de Abril

Teus olhos me fascinam, minha musa única!
Castanhos, singulares de amante bárbara…
Teus olhos me ensinam a te amar na música
Compondo no teu corpo o meu fascínio bárbaro!

Mil noites eu te amei em delirantes sílabas,
Suores e canções nos vão fazendo vítimas…
As fronhas e os lençóis tão perfumados ficarão
Pelos gemidos teus e pelos beijos íntimos…

Não quero que amanhã tu sofras de saudades!
Eu quero escrever teu corpo em minhas mãos
Sonhando que na história foram só verdades!

Teus olhos me dominam em meus dias ótimos!
Quem dera te amar longe da solidão,
Trazer junto ao meu corpo o teu corpo próximo!

(Abr: 17, 2004)

Poema Amargurado de Um Querer Distante! – VII

Posted in 10 Decassílabos, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 30 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by Vladimir Kush, walnut of eden)

VII – As Conseqüências

Trouxeste-me dos campos teu plantar
Que cultivado sonhos m’encontrou!
As noites já não tinham mais luar!
E os dias, nem o sol se despertou!

Preciso me esconder dentro dos frios
Que a amargura provocou em mim…
A morte se compraz vendo meus erros
P’ra que eu pense que chegou meu fim!

Existo em tais dilemas meu amor?
Ou julgo estar amando no vazio
Ou nós criamos um amor baldio?

Existe alguma forma minha dor
Que morras nesse instante de sofrer?
Ou queres que me mate por perder?

(Ago: 30, 1980)

Linhas Sublinhadas

Posted in Coleção - Poemas, Coleção - Poesia on 30 de maio de 2008 by Prof Gasparetto

(Art by ladydawg – secret)

Esferografei-te em rimas,
Procurando nos teus traços
Um fio condutor, que me levasse
Atomizado ao teu encontro!

Esferografei-te em folhas
Como se fosse compor as estações,
Mas percebi que o calendário
Era pretérito perfeito!

Esferografei-te em páginas
Articulando em cada frase
Um ritmo harmônico de desejos
E quereres etéreos!

Esferografei-te como definitivo
Instigando um limite ao infinito,
Rebuscando nas entrelinhas,
Exclamações dos depois!

Esferografei-te como livro
Não em eterna estante.
Não em bibliotecas, ou livrarias,
Mas como memória minha somente!

Esferografei-te em minha pele,
Na tentativa de te tatuar em mim,
De perpetuar um sim.
Mas a tinta acabou, chegou ao fim!

Esferografei-te em incisos,
Para provar e ver se advinhas
Quantas esferográficas preciso
Para sublinhar as tuas linhas!