Archive for the Coleção – Crônicas Category

Olhares de Líbano – II

Posted in 09 Eneassílabos, Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Minhas Séries on 18 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

II Imagens de Fevereiro

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És minha canção e o meu verso
E quando canto, te vejo em sílabas,
Meus lábios se enchem de desejos…

Quero te falar de coração
Só canto canções com o teu nome,
Tão nobre me sinto em teus beijos!

Todas as noites canto teus versos
Preocupado que a tempestade
Possa invadir tuas melodias!

Eu sonho com teus olhos de Líbano
E me escondo no teu travesseiro
Como pedindo a tua ajuda!

Mas agora, olhando tua imagem
Na fotografia que eu bati,
Teus olhos me viam marejados!

És minha! De todas as maneiras
Que completa o meu universo
E me vais brilhando por completo!

Teus olhos me fascinam, mulher!
Como posso te negar amor,
Se me completas com um olhar?

(Fev: 11, 2004)

Minhas Juras – I

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia on 18 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

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(by Vladimir Kush)

Uma visita de http:/palavrassussurradas.wordpress.com in Vale dos Ateus: em busca de um retorno amor! – IV

I – Minhas juras

À todas as minhas vontades,
à todas minhas esperanças,
(esperava eu qual criança!)
Tive de renunciar!
Também eu estou tão velha!
Abandonei o barco que se afundava
Todos os meus retratos – os seus retratos, naufragaram junto,
Justo agora que a amnésia me rouba teu rosto!
Pudera! Quis tanto te esquecer,
Quis tanto te deixar…consegui.
Meu silêncio perdura,
É ele infindável,
Remei contra marés,
Estou cansada!
Voltei a trilhar meu caminho,
Mais madura, mais esperta,
Menos ingênua, menos pura…
Qual nada!
O coração segue despedaçado,
Impera agora a Senhora Razão,
Retomo meu caminho,
Que trilhei e planejei,
Não mais desviarei,
Roubo palavras, pois as minhas secaram,
É o viés de um parto,
Encontrei o fio de Ariadne,
Saí do labirinto,
Em que inadvertidamente havia me enfiado,
Em tua busca: ó Velo de Ouro.
Mas os deuses me sabotaram:
Tal qual fizeram com Ulisses: perdi-me
Eles não gostam de mim,
São deuses ciumentos,
Sou eu Pandora,
Sou eu agora,

Eu…
Te juro!”

(Fev: 18, 2008)

Flertes Incólumes

Posted in Coleção - Crônicas on 18 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

Uma visita de dai.lendo.org in Pontes Estreitas em Caminhos Distantes – II

E eu que tentei casar com a poesia… Senti-me abandonada por toda minha vida. Rejeitada por suas formas perfeitas, deixada de lado, num certo lado do abismo onde eu sempre senti-me desgraçadamente uma pessoa não grata para o delirar poético. Eu que sempre fui orfã dela, que a olhava e a desejava de longe porque não a tinha em meus braços, não a dominava e nem poderia amá-la da forma certa…

Não posso compreender o porquê d’eu hoje voltar a flertar com ela, babando como sempre meu amor eterno…

Confesso que até tentei assassiná-la, me fazer um ser cáustico, infernalmente descrente da poesia. Porque sempre fiquei do lado de fora, desamada por ela, imperfeita que sou e fui…

Eu não sei escrever poesia, eis a minha dor. Entretanto eu não poderia cometer o maior dos pecados, ou seja, eu jamais deveria esquecer que apesar de descobrir-me medíocre para ela, eu não poderia esquecer dos poetas. Afinal, cada um nasce com um dom: que seria de mim sem o dentista, o marceneiro, açougueiro e o pedreiro?

Mas eu não quereria arrancar dentes, tampouco serrar madeiras, fazer um corte perfeito numa alcatra ou construir o mais belo castelo…

Eu só queria escrever poesia… que pena…

Mas hoje, descobri que o amor verdadeiro consiste em apreciar uma obra de Deus. Afinal, um nasce pra sofrer, enquanto outro ri.

(Fev: 16,2008)

Partituras

Posted in 00 Livressílabos, Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia on 13 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

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Construímos nossos temas lado a lado
Objetivando sustentar nossos andaimes
Na necessidade…

Venho, conheço vários caminhos,
Vozes caladas!
Vozes vorazes!
E há quem reclame?

Sempre colocamo-nos à prova!
Questionando e sem respostas…
Corpo, luz, gestos e saídas!
E os resultados?
E os exames?

Não temo ficar só?
Nem temo sofrer a busca?
Só temo morrer perdido
Num coração que me estranhe!

Solfejei meus gritos insanos,
Nas galerias, esgotos e praças…
Quem poderia chamar-me?
Que exclame!

Quem se perdeu em videiras?
Champagnes?

Quem requer o amor?
Que conclame!

Eu te amei insanamente em teclados…
Que tu então, me pianes!

(Dez: 19, 2007)

Dou-te Vivaldi (Rostos de Mulher)

Posted in Artes, Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia on 12 de fevereiro de 2008 by Prof Gasparetto

I
Por que vaguei em tantos caminhos
Resgatando um retorno?
Inventei verbos!
Moldei teus lábios em sinfonias…
Arremessei palavras em corredores…
Em varandas, em calçadas…
Retornos???
Ando em busco de um!

II
Vivenciei ausências,
E entre tantos fatores,
Revelaram-se perfumes e versos,
Amores e paixões,
Olhares e razões!

III
O teu perfume está em minhas mãos…
Uma noite apenas, te peço!
Te peço porque exalam-se saudades…
Ontem me encontrei pensando em ti!
Noites que guardamos em segredo…
Ontem te encontrei pensando em mim!

IV
Inventei sílabas!
Nuanças dos teus lábios,
Viam-me poeta e escriba insano,
Entre todos os versos,
Riquezas encontrei…
Naturalmente encontrei,
Olhando tua escultura frágil de mulher felina!

(Fev: 07, 2008)

Vivaldi Four Seasons played by Anne-Sophie Mutter:

Rostos de Mulher:

Antonio Vivaldi La Primavera Four Seasons – versão 1:

versão 2: