Archive for the Coleção – Crônicas Category

Evidências IX

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 7 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

IMAGEM DE PETRA


Se eu me perco em desertos
Em busca de outras Petras
O longe está tão perto
E a minh’alma deserta!

Fogueiras e muita areia
Com tempestades e frios,
Eu te busquei oh sereia
Todos os mares e rios!

Tu imaginas o certo
De lapidar minhas pedras
E fico até descoberto
Em tuas mãos linda Petra!

(Jan: 04, 2008)

Evidências IV

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 7 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

PRAGAS

Que queimem tuas estrelas
Feito uma chama de adeus!
Não quero palavras contê-las
Como ensinaste os ateus!

Chamam-me de ignorante
Ou qualquer coisa assim,
Mas deste ponto em diante
São estrumes de jardins!

CONVERSÃO

Primeiro: um grande amor,
Que vale a pena ser teu
Mesmo aconteça o que for,
O mundo nos prometeu!

Segundo: me deste rimas
E pros meus versos rever
Que vale só nesta vida
Um verso pra reverter…

FÊNIX

Tinha certeza que eras
A musa do meu querer,
Tiraste-me destas trevas
Nascendo quando morrer!

Se nasço, nasço em teus braços,
Se morro, morro em teus berços,
Nas idas aos teus palácios
Eu recebi muitas bênçãos!

(Jan: 02, 2008)

Evidências III

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 7 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

ALFORRIA

Deixem livres as crianças,
Que se lambuzam em carvão…
A vida dá muitas danças,
Que logo cansa o patrão!
Quem nunca teve inocência
É bem melhor não calar,
Tristes seqüestros, clemência,
Na tua dor, meu gritar!

SÍMBOLO

Ontem à noite eu te vi
Como bandeira hasteada
Pros homens um bem-te-vi
Para as mulheres, safada!

Cada ciúme que tens
cada olhar um ciúme,
nem tudo parece bem
nem tudo cheira perfume!

CÓDIGOS

Pelas mãos te dei caminhos
Que conduziam à luz
Fiquei aqui tão sozinho
Que a solidão não traduz!

Um gesto queima o amor,
Deixando marcas no fim!
Um gesto deixa uma dor…
Plantada no meu jardim!

(Jan: 02, 2008)

Dois pra lá, dois pra cá!

Posted in 08 Octassílabos, Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 7 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Perdidos num baile da vida
Que eu precisei me encontrar
Foi uma batalha perdida
Que nunca pensei precisar!

Se hoje sou só caminheiro
Sem ter um destino vulgar
O tempo se esvai por inteiro
Que nem uma gota no mar!

Preciso do meu travesseiro
Com ele eu posso contar
No baile dancei tão faceiro
Que muitas queriam furtar!

Pediam o meu travesseiro
Qual delas pra compartilhar?
Queriam constantes parceiros
E a vida poder arrumar!

Mulheres atiçam seus cheiros
Espalham gardênias no ar
Os homens se sentem guerreiros
Pensando que só vão amar!

Boleros, e tangos me curtem
Os pares já vão se juntar…
E que Deus do céu me ajude
Confesso que não sei dançar!

Whisky pra mim, to feliz!
E pra ela, só guaraná!
Enquanto cantava Elis…
… que “são dois pra lá, dois pra cá!”

o vicio se fez por completo
não tinha nem como parar
vivendo sob o mesmo teto
há muitas loucuras de amar!

Os bailes nem sempre dão certo
Por isso não é bom começar;;;
São lutas e dias repletos
Os gênios começam exaltar…

A posse pleiteia objetos,
Deveres, famílias arcar
Direito, juízes espertos
No baile começa a dançar!

Eu tenho aguardado tua vinda
Aqui neste canto de bar
Perdido num baile da vida
Eu digo: “-Garçom! Guaraná!”

(Dez: 29, 2007)

Evidências II

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 7 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

FARELOS

Migalha me deu o mundo
Sou maltratado humano
De porta em porta insultos
Numa esperança de enganos!

Pareço ser negativo
Mas na verdade não sou,
Viva a verdade que vivo
Que minha vida levou…

RESERVAS

Preciso de um copo d’água
Pra afogar minha sede
Tem rico plantando mágoas
No coração dessa gente…

Preciso nas orações,
Agradecer ao Senhor,
Por minhas boas ações
Por ter podado o temor!

ERROS

Onde estão os amigos
Que nesta vida encontrei?
Eu penso logo comigo:
Aonde foi que eu errei?

Nublado ficou o dia,
Quando pensei nesta vida:
Será que é covardia
Ficar sofrendo feridas?

(Jan: 01, 2008)