Archive for the Coleção – Crônicas Category

Saudades Partidas XI

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(Presságios)

Tão graciosamente teu sorriso me encantou
E pelas ruas cheias, eu busqei teu todo.
Correndo galerias tuas vinhas de Moet Chandon,
Retratos de Bourbon pintados no teu corpo!

Não é surrealismo todo esse encanto,
Que fica nos meus sonhos o teu jeito clássico…
E no Taj Mahal que te cantei um canto:
Nos discos de Shankar, o teu delírio Íntimus!

Eu nesta euforia feito paranóia,
Pensando em teu sorriso sensual histórico,
Gracejas teus desejos em paisagem erótica,
Se revelando musa no meu mundo sórdido!

Enquanto teu sorriso se fizer memória,
Percorrerei o mundo pra ficar bem próximo…
Te resgatar distante feito na história:
O único seqüestro de amor insólito!

Eu, apenas lápidus!
E tu, sorriso íntimus!

(Out: 14, 1984)

Sublime Noturno nº 2: o aviso!

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

                           I
Tenho tantos planos
E se eu não me engano,
Faz parte da minha vida!

II
Quero ter certeza
Desta fortaleza
Que é o nosso amor!

III
Procurei saber
Como escolher
Um diferente perfume!

IV
Ciúme talvez
D’um era uma vez
Ficou preso no passado!

V
Passaram-se os dias
E com galhardia
Furtava-me então um beijo.

VI
Beijaste-me o rosto
Com todo o seu gosto
De ser só minha mulher.

VII
E como escolher
Num sonho querer
Teu corpo todo em meus braços?

VIII
Teus paços tão nobres
Com beijos me cobres
Com avisos de sonhadora…

IX
Adoras o sol
Como um rouxinol
Preparas o nosso ninho…

X
Caminhos distantes
Não somos amantes
Que possam se retratar…

XI
O brilho dos olhos
E todos os poros
Nos querem fazer amantes!

XII
Agora consigo
Ter-te como abrigo
Posseiro nas tuas terras!

(Dez: 02, 2007)

Saudades Partidas X

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

(Bordados de maio)

És tanto como um girassol de inverno…
iluminados olhos que me vêm
saudando as ruas soltas d’alguém
que vest’em novenas corpos eternos!

Mulher, o vulto etéreo da saudade,
Um corrosivo estado d’agonia,
O peito dilacera em companhia:
Que sentimento me valeu covarde?

Ides atordoando nós em nós,
Como se fora laços soment’isso!
Se giras em torno de mim, tonteias…

Um sol bordado em linhas de retrós
Vai se aflorando murcha no princípio…
Pois náufrago senti-me em tuas teias!

Eu, um seixo perdido neste rio!
E tu, faísca iluminada nas bateias!

(Nov: 14, 1984)

Inevitável e Grande Amor

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Oh! Meu Senhor!
Que bom estar contigo e poder Te amar.
Saber que um grande Amigo é um Poderoso Rei!
O mundo necessita tanto deste teu Amor,

Desta tua Paz,
Desta tua Luz,
De te louvar Jesus!

Numa prece em comunhão,
Na Vereda da certeza
Louvaremos tua Glória,
Exaltaremos a Vitória!

Pois em Ti oh! Pai!
Que é Pão e Vinho Eternos.
Há um Céu bem diferente,
E toda gente habitará!

Com a Palavra e o Poder
E com o teu Inevitável e Grande Amor!

(Jun: 17, 1994)

Silábica Mente

Posted in Coleção - Crônicas, Coleção - Poemas, Coleção - Poesia, Pensamentos on 3 de janeiro de 2008 by Prof Gasparetto

Lamento furtar todo teu ardor
Havendo chagas no passado meu
Jurei não mais te esculpir no futuro.
Lamento furtar todo teu final!
Meio sonolento, meio sonâmbulo,m
Destruo na sarjeta dos remédios
A pílula inocente do amargor:
A sílaba estúpida do adeus!!!

O grito surdo arde na garganta
Poente de adagas e brasões,
Protestam os fados e os leões…

Recalcado com o cenário frio
Soltastes a fera presa que te endividara.
Vasculho entre a razão e o meu choro
Que estou murchando como

Que na velhice junto com os velhos,
Que quando velho se sente jovem
E quando jovem se entende
É porque no pretérito me esculpi
Em furtos e finais
Ervas medicinais e tédios…

… haverá chagas no passado meu?
Jurei não mais te esculpir no futuro?
Futuro?

Tenho que ir agora…
… minha gaveta está aberta!

(Abr:09, 1994)