SIMPLESMENTE
COMPLETAMENTE
DEMENTE!
SIMPLESMENTE
COMPLETAMENTE
DEMENTE!
NOTURNO ESTRELADO…
ESTE LADO?
NÃO! CÁ…
LADO!
VOU TÃO CALADO .-
TÃO COLADO -.-
VÔO BEM SELADO -.-
CONTEMPLADO -.-
POREM, EXILADO… -O-
CORPO SEM ASA ABALADO, -A- -D-
MESMO SEM LADO -L-
JUSTIFIQUEI-ME … -A-
Piso na areia e sinto pelos ventos da tarde
Que estou perdido, ou que não encontrei uma razão de oceanar por ti!
Somos uma equação prestes ser resolvida
Vamos respirar, correr, a areia está quente…
O ar que envolve teu cenário litorâneo castiga-me os gestos!
É tarde!
O sol se deita no horizonte e cochilam lágrimas de adeus…
É tarde!
Cortei meus pés nos anseios do castigo de querer-te um dia
Sem razão fui embora
Parei de respirar tua brisa
Escondi-me nas alamedas do esquecimento…
Sem querer nos tornamos invernos
Sem querer nos pegamos pecando sem razão
Sem querer afogamo-nos em taças de vinho colonial
Numa tarde debruçastes em minhas memórias
E noutro dia acordei como o despertador ao chão!
É tarde e minha cabeça quer explodir de tédio
Curastes-me na límpida água de teu suor
Quebrei meus ossos para te salvar…
Morri de vergonha quando adoeci de saudades!
Meus olhos ficaram embaçados de martírios
E ousei gritar teu nome pela vizinhança
E eles me disseram que eu estava louca
Agora meus órgãos adoecem-me tua ausência
Minha vida ousa — Esse é o meu dilema: amar teus noturnos!
O coração começa a se decompor…
O coração com que não entendo porque bate tanto!
… fortaleza corte
morte (nobreza)
imensa luta
tristeza imperial!
resta um falar
janelas e pergaminhos
o retrato é sombrio
as sombras são reais!
calam-se os súditos
tronos e trovões
quem pode responder?
quem traz a resposta?
os olhos nobres
pobres olhares
a visão curva-se
turvam-se os corpos
escadas, passos, pastos…
escadarias reais
a espada cai!
a capa real na lama
a mão valente a chorar
o ombro medieval curva-se
o nobre tomba
a tumba é real
lágrimas e ventos
a janela fecha-se
finda-se o cortejo real!
A amada chora
implora armada
amores vitais
o real entra em guerra…
não há realeza,
não há fortaleza,
há somente uma muralha
entre o real e o ideal!
olhos cobertos
olhares incertos
visões de um romance tardio
visões de uma chance perdida
voltar
voltar
voltar
e saber que não haverá um retorno!
a espada na mesa,
as armaduras cansadas,
as bandeiras rasgadas,
quem conhece o desconhecido?
a amada?
a armada?
quem?
—o—
fortezza taglio
morte (nobiltà)
grande lotta
tristezza imperiale!
rimane un discorso
finestre e pergamene
il quadro è fosco
le ombre sono reali!
il silenzio dei soggetti
troni e tuoni
chi può rispondere?
che porta la risposta?
occhi nobile
guarda poveri
visione curve
oscurata organi
scale, passaggi, erba …
real scale
la spada cade!
la copertura reale nel fango
mano brave a piangere
archi spalla medievale
nobile cade
la tomba è reale
lacrime e venti
finestra si chiude
finì nel corteo regale!
Il grido amata
implora armati
ama vitale
entrare nella vera e propria guerra …
(no royalty)
vi è la forza,
c’è solo un muro
tra il reale e l’ideale!
gli occhi coperti
guarda incerta
visioni di un romanzo in ritardo
visioni di una occasione perduta
indietro
indietro
indietro
e sapere che non vi sarà alcun ritorno!
la spada sulla tavola,
armatura stanca
bandiere strappate
chi conosce l’ignoto?
l’amato?
la flotta?
Chi?
Teus olhos nos meus olhos,
além das visões que propomos
as cadeiras nos olham
assim como as cortinas, balcões, e adegas!
os ternos panamenhos e os vestidos turcos
são adereços do improviso!
Agora, consigo tatuar tua alma
como minhas mãos que pedem calma,
e assim, mais um passo nos damos,
e os olhares te cobiçam,
por que o chão te espelha fotografando
em frissons o excitado estado do meu corpo!