Posted in Sem categoria on 28 de maio de 2025 by Prof Gasparetto
Theodore Blackmantle (04/1999)
ADÁGIO VII – HÁ UM DESERTO ENTRE NÓS NO MÊS DE DEZEMBRO
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Há entre nós um deserto de silêncios, Areias que queimam os pés do arrependido. Mas ainda assim sigo os teus vestígios, Como quem busca um milagre perdido.
Tu foste o oásis da minha infância, A água que saciou minha esperança, Mas agora és miragem, distância De um sonho que me cansa.
Mesmo se tua palavra for mirra, E teu perdão for dor que delira, Aceitarei teu passo, tua fronte.
Pois quem ama, mesmo ferido e torto, Caminha por desertos em suor absorto Até que encontre seu horizonte.
Posted in Sem categoria on 26 de maio de 2025 by Prof Gasparetto
Theodore Blackmantle (04/1999)
ADÁGIO V – O LIVRO ABERTO DO REMORSO
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Abri o livro onde escreveste tua ausência, E em cada página há silêncio em letras. Ali jazem gestos, feitos em imprudência, Riscados por mágoas, culpas secretas.
Oh! Por que não voltas para reler As entrelinhas que não quis compreender, E os parágrafos que eu quis esquecer Mas guardo como lápides de saber?
Este livro é meu evangelho e cruz, Com versos onde tua lembrança luz Como sombra santa e contraditória.
Volta, e juntos reescrevamos a história Com tinta feita de esperança inglória E fé redimida na memória.
Posted in Sem categoria on 24 de maio de 2025 by Prof Gasparetto
Jhonnatan F. W. (jan/1978)
Arquivo I. O Despertar da Terra
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
A alvorada que rompe o véu da noite, a terra parece suspensa, como se aguardasse uma revelação. O horizonte, antes claro, agora se cobre de cinza, e a memória de um tempo perdido ecoa nas mentes dos homens. O solo, marcado por batalhas e pegadas de pés cansados, já não sente o frescor da juventude das sementes. A terra se arrasta, carregando nas entranhas o peso de promessas não cumpridas, de sonhos que se desfizeram entre as mãos daqueles que ousaram acreditar.
O vento que antes trazia canções de paz agora sopra com o sabor amargo da desesperança. As aldeias, que já foram palco de risos e encontros, agora se vêem escuras, quase fantasmas de si mesmas. O medo que se espalhou entre as pessoas criou um abismo, um isolamento imensurável. Todos parecem andar sem destino, como se o sentido da vida tivesse se perdido nas nuvens cinzentas da desilusão.
No entanto, há algo que persiste, uma chama enfraquecida, mas que se recusa a ser apagada. O olhar de quem sobreviveu revela uma força silenciosa, um desejo profundo de que, em algum lugar distante, a luz da esperança ainda possa encontrar seu caminho. As cicatrizes do passado, embora profundas, não conseguiram erradicar a memória de um tempo em que a vida pulsava com uma intensidade única. E, por mais que o cenário esteja devastado, ainda há um fio tênue que conecta os homens àquilo que eles perderam.