Estrada da Vida me Chamou

Posted in Sem categoria on 19 de março de 2026 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

By Kontext 2v1+InG Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning – SBeGl+ GY-Iv

O dia abre cedo no chão,
a bota conhece o caminho,
rastros de poeira na estrada
contam histórias de sozinho.

Cada passo leva um tempo
que insiste em não parar,
o mundo segue ligeiro
e eu aprendo a caminhar.

Ô estrada da vida comprida,
que ensina a esperar,
quem segue com passo firme
aprende a chegar.

O vento leva a pressa
pra longe do meu pensar,
a calma vira companhia
pra eu não me perder do lugar.

Se a poeira fecha os olhos
eu paro pra respirar,
o chão devolve sentido
pra eu recomeçar.

Enquanto houver caminho aberto
eu sigo sem temer,
a estrada da vida me ensina
o jeito de ser.

(Betto Gasparetto – mmxv)

© 2015 Betto Gasparetto. “Estrada da Vida me Chamou”. Letra e música de Betto Gasparetto. Produção e arranjos: Betto Gasparetto e Studio Bellum Gloriosum. Voz e back vocals com processamento, correção e modulação assistidos por IA. Todos os direitos reservados.

As Horas que o Amor Esqueceu de Contar (parte 1 de 2)

Posted in Sem categoria on 18 de março de 2026 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

By Kontext 2v1+InG Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

I – O Fôlego do Tempo

O relógio dorme e o tempo se dispersa,
Quando teu riso dobra a dimensão.
O ar suspende o ponteiro e conversa
Com a quietude pura da emoção.
Nenhuma hora é dona de nós dois,
Nem calendário ousa nos medir.
O amor é eterno em seu depois,
E aprende o dom antigo de florir.
Cada minuto, ao teu redor, repousa,
E o tempo, humilde, enfim se recompõe.

Tu és o instante em que o mundo cessa,
E a pressa perde o fôlego e o tom.
O coração, que antes vivia em pressa,
Descobre o verbo lento da canção.
O sol demora a cruzar tua janela,
E o dia pede pausa no relógio.
O vento aprende a ser sentinela,
E o céu refaz a cor do seu antológico.
A vida, em ti, é sonho atemporal,
É o silêncio pleno e natural.

No teu abraço mora o interstício
Que o tempo ignora e Deus recorda.
E o amor, que é mais que artifício,
Transforma o medo em flor que não se dobra.
Os dias, em tua pele, são feriados,
E as noites, luas de respiração.
No compasso manso dos teus lados,
O corpo aprende o ritmo da razão.
E a eternidade, clara, nos visita,
Em cada gesto simples que se imita.

Não há relógio que nos contenha,
Nem cronômetro que saiba medir.
A vida inteira em teu olhar se empenha
Em traduzir o verbo de existir.
O mundo corre, eu fico no teu passo,
E o tempo erra a hora de partir.
O sol repousa inteiro em teu abraço,
E a sombra esquece o dom de dividir.
Até o vento muda de sentido,
Pra ver o amor ser lento e decidido.

Teus olhos marcam o compasso certo,
São bússolas do agora e do além.
E quando a tarde chega por perto,
Tudo parece calma e vai-se bem.
O relógio, cético, se resigna,
Entende o tempo como gesto humano.
E cada toque teu um estigma,
Faz do futuro um solo soberano.
Assim o amor governa a duração,
E dita o pulso da respiração.

(Betto Gasparetto- vii-mmxvi)

Onde Repousa o Tempo

Posted in Sem categoria on 17 de março de 2026 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

By Kontext 2v1+InG Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

I

Guardo teu nome em bolsos de silêncio,
Para que o vento aprenda a te levar.
Na dobra mansa onde repousa o tempo,
Ponho teu riso e deixo amanhecer.

Teu passo ensina ao chão nova cadência,
E as pedras ganham pulso de jardim.
No corredor estreito da existência,
Teu gesto rasga janelas de jasmim.

E o coração, que antes era exílio,
Descobre a casa azul do teu auxílio.

II

Guardo teu rosto em molduras de bruma,
Que a tarde acende em lâmpadas sutis.
No vidro claro, a solidão se esfuma,
E as sombras desaprendem seus ardis.

Em tua pele mora um porto antigo,
Com cheiro de verniz e de lembrança.
E cada toque teu se faz abrigo,
E cada pausa é música que alcança.

O corpo entende a língua mais discreta,
E a noite aprende o tom da luz completa.

(Betto Gasparetto- vii-mmxvii)

As Horas que o Amor Esqueceu de Contar (parte 2 de 2)

Posted in Sem categoria on 16 de março de 2026 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

By Kontext 2v1+InG Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

II – Estrada Descoberta

Se o mundo ruge e o caos se multiplica,
Tua voz organiza o calendário.
O peito segue o ritmo que indica,
E a vida acha sentido solidário.
Teu nome é pausa entre uma era e outra,
É o intervalo em que o sol descansa.
Na ampulheta do afeto, a rota é outra,
E o grão do tempo é pó de confiança.
Tudo o que urge cede à calmaria,
E o amor se ergue como liturgia.

Não peço eternidade em monumento,
Mas o instante claro que nos contém.
O tempo é breve, o gesto é fundamento,
E o coração conhece o seu além.
Se amanhã vier frio, trarei coberta;
Se vier calor, serei sombra e abrigo.
A vida, em ti, é estrada descoberta,
E o tempo, em nós, aprende o que é antigo.
No livro das horas, reescrevi
Que o tempo é amor quando está em ti.

Se a morte vier em seu compasso exato,
Encontrará dois corpos no descanso.
E o céu, ciente, ouvirá o relato
De dois amores plenos, sem remanso.
O tempo, ouvindo, há de parar também,
E o mundo, em respeito, guardará.
Pois o amor, que é alma e chão de alguém,
É quem ensina o tempo a perdoar.
E as horas, antes firmes, vão sorrir:
Não há relógio que saiba medir.

Assim seguimos, fora do costume,
Com o olhar que eterniza o cotidiano.
E o coração, em sua doce fome,
Descobre o pão do gesto soberano.
Amar-te é suspender toda medida,
É dar à vida um eixo e uma estação.
E o tempo, ao ver, desiste da corrida,
Pois já entendeu a nossa dimensão.
E o relógio, cansado de esperar,
Canta as horas que o amor quis poupar.

(Betto Gasparetto- vii-mmxvi)

12 Ensaios para Amar sem Cegar a Razão

Posted in Sem categoria on 15 de março de 2026 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

By Kontext 2v1+InG Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

1. Unir o Pensar e o Sentir com Equilíbrio

A plenitude do amor nasce quando o coração aprende a dialogar com a razão. O sentir sem pensar é abismo; o pensar sem sentir é deserto. Amar plenamente é construir uma ponte entre o impulso e a consciência, onde o afeto se torna sabedoria.


2. Tornar a Escolha um Ato Diário

O amor não é milagre espontâneo, mas decisão renovada. A cada amanhecer, o ser escolhe permanecer, compreender e cultivar. A razão do amor está no gesto de constância, na fidelidade silenciosa ao que se entende como verdadeiro.


3. Ser Guardião do Respeito

O amor racional não destrói para existir. Ele protege o espaço, o tempo e o silêncio do outro. Respeitar é amar com lucidez, reconhecendo que o ser amado é universo autônomo e livre. A plenitude mora na liberdade compartilhada.


4. Transformar o Desejo em Linguagem do Espírito

O amor pleno não nega o corpo, mas o eleva. Transforma o desejo em comunhão, o toque em expressão da alma. A razão do amor é o equilíbrio entre carne e eternidade: o prazer que não fere, a entrega que não domina.


5. Escolher o Perdão como Caminho de Clareza

Perdoar é ato racional de coragem. A mente que compreende a fragilidade humana encontra paz no coração que absolve. O perdão não apaga a dor, mas ilumina o entendimento. Amar é compreender o erro sem eternizar a culpa.


6. Cultivar o Silêncio Reflexivo

A razão do amor não grita, contempla. No silêncio, o afeto se refina, e a emoção encontra sentido. O amor que pensa ouve mais do que fala; e ao ouvir, entende que o que é verdadeiro não precisa provar-se.


7. Fazer do Tempo um Aliado, não um Inimigo

O amor pleno amadurece com o tempo, e nele se torna sereno. Não teme o envelhecer, pois reconhece que cada ruga da convivência é uma lição. A razão do amor é compreender que o tempo não destrói: lapida.


8. Amparar o Outro sem Anular-se

A razão e o amor caminham lado a lado quando o cuidado não vira sacrifício. Amar é oferecer apoio sem perder-se. O equilíbrio nasce quando se estende a mão sem esquecer de sustentar o próprio chão.


9. Fazer da Palavra um Instrumento de Verdade

A plenitude se constrói no diálogo honesto. A palavra, quando sincera, é remédio. O amor racional fala sem ferir, ouve sem julgar, responde com serenidade. A verdade, dita com ternura, é a forma mais alta de amar.


10. Aceitar o Fim como Parte do Ciclo

A razão do amor reconhece que tudo tem estação. O fim não é derrota, é transmutação. Amar plenamente é permitir que o que se cumpre se despeça em paz. O amor que entende o término também compreende a eternidade.


11. Amar com Responsabilidade Emocional

Não basta sentir, é preciso cuidar. O amor racional assume o peso do que promete. Cada palavra é um pacto, cada gesto, uma construção. Amar plenamente é ter consciência do impacto que se é na vida de quem se ama.


12. Fazer da Consciência a Verdadeira Paixão

A paixão que pensa não esfria: amadurece. A razão que ama não congela: ilumina. A plenitude está em amar com lucidez e intensidade, sendo chama que aquece sem queimar. O amor pleno é o equilíbrio entre o humano e o divino.


(Betto Gasparetto – vii-mmxix)