Posted in Sem categoria on 17 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto
(Betto Gasparetto)
Opus III – A Luta Contra o Vento do Desconhecido
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Mas vês? O vento se ergue com o grito da dúvida, E arrasta os pensamentos, a nau perdida ao largo. A mente se atira ao mar de águas turvas e fluida, Sem saber que o remédio está na terra, não no fardo. Oh, insensatez! A mente, tal como o barco, Luta sem saber, sem rumo, sem direção, E o que se apaga ao longe, em luta amarga e ardo, É a verdade que jaz, morta na solidão.
Posted in Sem categoria on 17 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto
(Betto Gasparetto)
Opus II – O Pesadelo da Incerteza
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Oh, quão agridoce é a fruta do questionar, Que cresce nas vinhas da alma envenenada! Tu, que caíste no abismo de tentar pescar A verdade nos rios da noite, incerta e gelada. Não há estrela que te guie, mas sombras de espadas, E em cada passo dado, mais profundo tu caís, Na selva onde se embrenham as feras embriagadas, E as respostas se desfazem, como ecos do que diz.
Posted in Sem categoria on 17 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto
(Betto Gasparetto)
Opus I – O Crescimento da Dúvida
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Erguem-se em nossa mente, qual colinas brumosas, Os porquês, intrincados como estradas perdidas. Se tu tecias a trama, ó alma, em tristes rosas, Será que visse em seu caminho as verdes sendas idas? Insensatez, sem fim, as dúvidas que crias, Em teu peito ardem como brasas caladas, Que o vento do incerto, em gritos, alardeia, E o saber se escapa, em sombras entrelaçadas.
Posted in Sem categoria on 16 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto
(Betto Gasparetto)
Cântico nr. 12. O Beijo do Oriente
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Nas dunas, as sombras se estendem como véus, E teu perfume dança entre os cedros altivos. Teus lábios são mel das colinas de Basã, E teu toque é a brisa que embala os palmeirais.
Que os rios que descem dos montes de Hermom Levem consigo a doçura do teu olhar. Que as tâmaras que crescem à tua sombra Sejam a prova da abundância de tua ternura.
Ó amada, que a noite nos envolva, E que em tua pele repouso encontre. Que os astros testemunhem nossa entrega, E que tua presença seja minha eternidade.
A areia do deserto escreve teu nome, E cada estrela brilha em tua homenagem. És o lume que guia os navegantes, E o cântico suave que acalma os corações.
Deita-te entre os ramos dos olivais, E deixa que o vento sopre nossos segredos. Que o orvalho beije teus olhos fechados, E que teu suspiro seja a sinfonia da noite.
Ó mulher de mirra e açafrão, Tua presença perfuma os vales distantes. Que meu coração seja teu abrigo, E teu amor, o alvorecer que não se apaga.
Nos campos de trigo onde repousa a alvorada, Os ventos murmuram canções de tua beleza. Que eu me perca nos traços de tua pele, E que tua sombra seja minha paz.
Se a lua se esconde nas névoas da noite, Que teus olhos sejam meu norte e guia. E se as dunas apagarem os rastros do dia, Que teu amor me encontre na aurora.
Ó amada, és o beijo do Oriente, E em tua presença meu destino se cumpre. Que os séculos gravem tua imagem nas areias, E que os céus cantem tua glória sem fim.
Os ventos do Levante trazem tua voz, E o sol se põe sobre teus cabelos dourados. Ó amada, és o último raio da tarde, E o primeiro sussurro da noite infinita.
Posted in Sem categoria on 16 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto
(Betto Gasparetto)
Cântico nr. 11. A Ternura dos Olivais Distantes
By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Nas colinas que o tempo esqueceu, As oliveiras sussurram teu nome. Que cada ramo verde te embale, E que cada sombra abrigue teu descanso.
Os pastores que passam entre os troncos antigos, Recolhem os ecos de tua lembrança. Ó mulher de perfume de aloés e de mirra, Teus passos são trilhas no coração da terra.
Sob a lua, os olivais se tornam templos, Onde tua presença é um cântico sagrado. Que eu me perca no frescor de tua sombra, E encontre abrigo na doçura de tua voz.
Os ramos curvam-se ao peso dos frutos, Assim como meu peito ao peso de tua ausência. Que cada gota de azeite que escorre, Seja um verso dedicado ao teu nome.
Ó amada, que minha alma floresça em teus campos, E que meu coração seja terra fértil para teu amor. Pois nos olivais onde o tempo repousa, Tua ternura é a promessa de um amanhecer eterno.