INSENSATEZ FORAM OS PORQUÊS QUE PLANTAMOS NAS INCERTEZAS (3/5)

Posted in Sem categoria on 17 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Opus III – A Luta Contra o Vento do Desconhecido

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Mas vês? O vento se ergue com o grito da dúvida,
E arrasta os pensamentos, a nau perdida ao largo.
A mente se atira ao mar de águas turvas e fluida,
Sem saber que o remédio está na terra, não no fardo.
Oh, insensatez! A mente, tal como o barco,
Luta sem saber, sem rumo, sem direção,
E o que se apaga ao longe, em luta amarga e ardo,
É a verdade que jaz, morta na solidão.

(Betto Gasparetto – iii/xiii)

INSENSATEZ FORAM OS PORQUÊS QUE PLANTAMOS NAS INCERTEZAS (2/5)

Posted in Sem categoria on 17 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Opus II – O Pesadelo da Incerteza

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Oh, quão agridoce é a fruta do questionar,
Que cresce nas vinhas da alma envenenada!
Tu, que caíste no abismo de tentar pescar
A verdade nos rios da noite, incerta e gelada.
Não há estrela que te guie, mas sombras de espadas,
E em cada passo dado, mais profundo tu caís,
Na selva onde se embrenham as feras embriagadas,
E as respostas se desfazem, como ecos do que diz.

(Betto Gasparetto – iii/xiii)

INSENSATEZ FORAM OS PORQUÊS QUE PLANTAMOS NAS INCERTEZAS (1/5)

Posted in Sem categoria on 17 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Opus I – O Crescimento da Dúvida

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Erguem-se em nossa mente, qual colinas brumosas,
Os porquês, intrincados como estradas perdidas.
Se tu tecias a trama, ó alma, em tristes rosas,
Será que visse em seu caminho as verdes sendas idas?
Insensatez, sem fim, as dúvidas que crias,
Em teu peito ardem como brasas caladas,
Que o vento do incerto, em gritos, alardeia,
E o saber se escapa, em sombras entrelaçadas.

(Betto Gasparetto – iii/xiii)

Quando Teus Beijos Acalmam Minh’Alma (12/12)

Posted in Sem categoria on 16 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Cântico nr. 12. O Beijo do Oriente

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Nas dunas, as sombras se estendem como véus,
E teu perfume dança entre os cedros altivos.
Teus lábios são mel das colinas de Basã,
E teu toque é a brisa que embala os palmeirais.

Que os rios que descem dos montes de Hermom
Levem consigo a doçura do teu olhar.
Que as tâmaras que crescem à tua sombra
Sejam a prova da abundância de tua ternura.

Ó amada, que a noite nos envolva,
E que em tua pele repouso encontre.
Que os astros testemunhem nossa entrega,
E que tua presença seja minha eternidade.

A areia do deserto escreve teu nome,
E cada estrela brilha em tua homenagem.
És o lume que guia os navegantes,
E o cântico suave que acalma os corações.

Deita-te entre os ramos dos olivais,
E deixa que o vento sopre nossos segredos.
Que o orvalho beije teus olhos fechados,
E que teu suspiro seja a sinfonia da noite.

Ó mulher de mirra e açafrão,
Tua presença perfuma os vales distantes.
Que meu coração seja teu abrigo,
E teu amor, o alvorecer que não se apaga.

Nos campos de trigo onde repousa a alvorada,
Os ventos murmuram canções de tua beleza.
Que eu me perca nos traços de tua pele,
E que tua sombra seja minha paz.

Se a lua se esconde nas névoas da noite,
Que teus olhos sejam meu norte e guia.
E se as dunas apagarem os rastros do dia,
Que teu amor me encontre na aurora.

Ó amada, és o beijo do Oriente,
E em tua presença meu destino se cumpre.
Que os séculos gravem tua imagem nas areias,
E que os céus cantem tua glória sem fim.

Os ventos do Levante trazem tua voz,
E o sol se põe sobre teus cabelos dourados.
Ó amada, és o último raio da tarde,
E o primeiro sussurro da noite infinita.

(Betto Gasparetto – vi/xx)

Quando Teus Beijos Acalmam Minh’Alma (11/12)

Posted in Sem categoria on 16 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Cântico nr. 11. A Ternura dos Olivais Distantes

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Nas colinas que o tempo esqueceu,
As oliveiras sussurram teu nome.
Que cada ramo verde te embale,
E que cada sombra abrigue teu descanso.

Os pastores que passam entre os troncos antigos,
Recolhem os ecos de tua lembrança.
Ó mulher de perfume de aloés e de mirra,
Teus passos são trilhas no coração da terra.

Sob a lua, os olivais se tornam templos,
Onde tua presença é um cântico sagrado.
Que eu me perca no frescor de tua sombra,
E encontre abrigo na doçura de tua voz.

Os ramos curvam-se ao peso dos frutos,
Assim como meu peito ao peso de tua ausência.
Que cada gota de azeite que escorre,
Seja um verso dedicado ao teu nome.

Ó amada, que minha alma floresça em teus campos,
E que meu coração seja terra fértil para teu amor.
Pois nos olivais onde o tempo repousa,
Tua ternura é a promessa de um amanhecer eterno.

 (Betto Gasparetto – vi/xx)